Dreamland: Sonhos e Ilusões

 

Se você curte aquele clima de poeira, desespero e decisões questionáveis, Dreamland: Sonhos e Ilusões (título original: Dreamland) é um prato cheio. Assisti ao filme recentemente e, olha, o visual te prende tanto quanto a história. Ele não tenta ser um épico de ação, mas entrega uma tensão constante que funciona muito bem.

Vou te passar a visão geral do que esperar dessa produção sem estragar as surpresas da trama.

Do que se trata e quem está no comando

Lançado oficialmente em 2020, o filme é dirigido por Miles Joris-Peyrafitte. A pegada aqui é um drama policial com um toque de romance proibido, tudo ambientado durante a Grande Depressão americana.

A história foca em Eugene Evans, um jovem que sonha em sair da cidadezinha onde mora e acaba cruzando o caminho de uma assaltante de bancos em fuga. O elenco é pesado:

  • Finn Cole (o Michael de Peaky Blinders) faz o Eugene.

  • Margot Robbie interpreta Allison Wells, a fugitiva.

  • Travis Fimmel (nosso eterno Ragnar de Vikings) também aparece no papel de padrasto do protagonista.

O visual e a nota da crítica

Uma das coisas que mais me chamou a atenção foram as locações de filmagem. Apesar da história se passar no Texas, boa parte foi rodada no Novo México. O cenário é seco, vazio e passa exatamente aquela sensação de isolamento que o roteiro pede.

Se você liga para números, a nota no IMDb costuma flutuar na casa dos 5.9/10. Eu diria que é uma nota honesta, mas que não faz justiça à fotografia, que é belíssima. O filme não chegou a levar um Oscar, mas teve destaque em festivais importantes, como o Tribeca Film Festival, onde foi indicado ao prêmio de Melhor Narrativa.

Trilha sonora e a vibe do filme

A trilha sonora, composta por Patrick Higgins e o próprio diretor Miles Joris-Peyrafitte, não é daquelas que você sai cantarolando, mas é essencial para criar a atmosfera de angústia. Ela é minimalista e ajuda a mergulhar naquele clima de "o sonho americano deu errado".

Muita gente assiste esperando uma versão moderna de Bonnie e Clyde, mas Dreamland é mais contido, mais focado na amadurecimento (meio torto) do Eugene do que em tiroteios frenéticos.

Curiosidades que você precisa saber

Para fechar, separei alguns pontos interessantes que dão um contexto legal para quem vai dar o play:

  • Produção de Margot Robbie: Além de estrelar, a Margot Robbie também produziu o filme através da sua empresa, a LuckyChap Entertainment.

  • Química em cena: Finn Cole e Margot Robbie conseguem entregar uma conexão que segura o filme, mesmo nos momentos mais lentos.

  • Realismo: A representação das tempestades de poeira (Dust Bowl) foi muito elogiada pela fidelidade histórica da época.

Se você está buscando algo para ver no fim de semana que tenha uma estética impecável e uma narrativa direta, vale a pena conferir. É um filme sobre escolhas e as consequências reais de tentar fugir da própria realidade.

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