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No Limite do Mundo

 

Sempre tive uma queda por histórias de sujeitos que decidem abandonar o conforto da civilização para testar os próprios limites em lugares onde a lei é ditada pela natureza. Recentemente, assisti a No Limite do Mundo e, se você curte esse tipo de narrativa crua, sem o brilho exagerado de Hollywood, vale a pena entender o que esse filme entrega.

Não espere uma jornada de herói convencional. O tom aqui é mais seco, focado na realidade brutal de tentar estabelecer algum tipo de ordem no caos.

O que você vai encontrar na história

O filme, cujo título original é Edge of the World, conta a trajetória de Sir James Brooke. Para quem não conhece a história real, Brooke era um ex-soldado britânico que, em 1839, pegou um navio e foi parar em Bornéu. O cara não queria apenas explorar; ele acabou se tornando o "Rajah Branco" de Sarawak.

O roteiro foca nesse choque cultural e na obsessão de um homem em fugir da rigidez da sociedade vitoriana, mergulhando em uma selva que não está nem aí para os títulos dele. É um filme de ritmo compassado, que prefere mostrar a degradação física e mental dos personagens do que investir em explosões a cada cinco minutos.

Direção, elenco e a recepção no IMDb

Quem comanda a produção é o diretor Michael Haussman. Ele tem uma mão boa para criar imagens que parecem pinturas, o que ajuda muito a entrar no clima da época. No papel principal, temos Jonathan Rhys Meyers. O cara entrega um James Brooke introspectivo e, às vezes, à beira da loucura, o que combina com o estilo dele.

Ao lado dele, figuram nomes conhecidos como Dominic Monaghan (sim, o Charlie de Lost) e Hannah New. No IMDb, o filme sustenta uma nota de 5.2. É uma avaliação honesta: não é uma obra-prima unânime, mas para quem gosta de dramas históricos de sobrevivência e política colonial, ele cumpre bem o papel.

Trilha sonora e as locações em Bornéu

Um dos pontos que mais me chamou a atenção foi a ambientação. O filme não foi gravado em um estúdio qualquer com tela verde. As filmagens aconteceram em Sarawak, na Malásia, exatamente onde os eventos reais se desenrolaram. Você sente a umidade e o perigo da selva só de olhar para a tela.

trilha sonora, assinada por Ben Frost, colabora muito com essa imersão. Não é aquela música orquestral épica e barulhenta; é algo mais experimental e atmosférico, que parece brotar do próprio cenário. É o tipo de som que te deixa meio desconfortável, o que faz todo o sentido para a proposta.

Premiações e curiosidades de bastidores

Embora não tenha sido um fenômeno de bilheteria, o filme teve seu reconhecimento em circuitos menores. O diretor Michael Haussman, por exemplo, levou o prêmio de Melhor Diretor no Hollywood Film Festival de 2021.

Algumas curiosidades rápidas para você chegar na conversa com propriedade:

  • Lançamento: O filme saiu oficialmente em 21 de junho de 2021.

  • Inspiração literária: A vida de James Brooke foi uma das principais inspirações para Rudyard Kipling escrever O Homem que Queria Ser Rei.

  • Realismo: Os atores realmente enfrentaram as condições da selva de Bornéu, o que dá um peso maior para o cansaço que eles demonstram em cena.

Se você está procurando algo para assistir no fim de semana que fuja do óbvio e tenha uma pegada mais pé no chão, No Limite do Mundo é uma escolha sólida. É um relato sobre ambição e as consequências de se tentar domar o indomável.

Esqueceram de Mim 2 - Perdido Em Nova York

 

Cara, se tem um filme que eu não canso de rever quando chega o final do ano, esse filme é Esqueceram de Mim 2 - Perdido Em Nova York. Eu sei, muita gente diz que sequências raramente superam o original, mas aqui a gente tem um caso onde a fórmula foi repetida com uma escala muito maior. Em vez de uma casa nos subúrbios de Chicago, o moleque está solto na maior metrópole do mundo.

Vou te contar por que esse clássico de 1992 ainda segura a onda e o que faz dele um item obrigatório na lista de qualquer pessoa que curte um bom cinema de entretenimento.

O retorno de Kevin McCallister e o caos em Manhattan

O título original é Home Alone 2: Lost in New York e a premissa é aquela que a gente já conhece, mas com um upgrade geográfico. Exatamente um ano depois dos eventos do primeiro filme, a família McCallister decide viajar novamente, só que dessa vez o destino é a Flórida. No meio da confusão do aeroporto, Kevin acaba seguindo um cara que veste o mesmo casaco do pai dele e para em um avião com destino a Nova York.

O diretor Chris Columbus foi muito inteligente aqui. Ele não tentou reinventar a roda, ele apenas trocou o cenário. Kevin, interpretado pelo Macaulay Culkin no auge do seu carisma, agora tem o cartão de crédito do pai e a cidade inteira para explorar. É interessante ver como o roteiro coloca ele de volta no caminho dos "Bandidos Molhados", que agora se autointitulam "Bandidos Grudentos".

O elenco de peso e a direção de Chris Columbus

Uma das coisas que mais me agrada nesse filme é o elenco. Além do Macaulay, temos a volta da dupla dinâmica de vilões: Joe Pesci (Harry) e Daniel Stern (Marv). A química desses dois é absurda, eles funcionam como uma engrenagem de desenho animado na vida real. Catherine O'Hara também volta como a mãe desesperada, entregando aquela atuação sólida de sempre.

A direção de Columbus mantém o ritmo acelerado. O filme foi lançado oficialmente em 20 de novembro de 1992 e conseguiu manter a essência do original sem parecer uma cópia barata. Na verdade, tudo parece mais caro e bem produzido. O garoto não está mais apenas se defendendo, ele está dominando a cidade.

Locações icônicas e a trilha sonora de John Williams

Nova York é praticamente um personagem no filme. As locações de filmagem são pontos turísticos que hoje todo mundo quer visitar por causa do Kevin. Tem o Hotel Plaza, onde ele se hospeda com o cartão do pai, o Central Park (especialmente a ponte onde ele conhece a mulher dos pombos) e o Rockefeller Center, com aquela árvore de Natal gigante que é o cenário de um dos momentos mais memoráveis do filme.

E não dá para falar de Esqueceram de Mim 2 sem mencionar a trilha sonora. O mestre John Williams voltou para compor a música e o resultado é aquela sensação imediata de nostalgia. Sempre que ouço o tema principal, já me sinto no clima de feriado. É uma trilha que conduz a aventura e a comédia com uma precisão que poucos compositores conseguem atingir.

Notas, prêmios e algumas curiosidades de bastidores

Se você for olhar no IMDb, o filme mantém uma nota respeitável de 6.9, o que é excelente para uma comédia familiar dessa época. Em termos de premiações, ele levou o People's Choice Award de Filme de Comédia Favorito, provando que o público realmente abraçou a sequência tanto quanto o primeiro.

Existem algumas curiosidades que eu acho sensacionais sobre essa produção:

  • O "Talkboy", aquele gravador de voz que o Kevin usa, foi criado originalmente apenas como um acessório para o filme, mas a demanda foi tão grande que acabaram lançando o brinquedo na vida real.

  • A participação de Donald Trump no saguão do Hotel Plaza aconteceu porque ele era o dono do hotel na época e exigiu aparecer no filme para permitir as gravações lá dentro.

  • Macaulay Culkin recebeu um cachê de 4,5 milhões de dólares, um valor recorde para um ator mirim naquele tempo.

É um filme direto, sem enrolação e que entrega exatamente o que promete. Se você quer uma diversão garantida, sem precisar pensar muito em tramas complexas, rever o Kevin em Nova York é sempre uma boa escolha.