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A Noviça Rebelde (The sound of Music)

 


E lá vamos nós outra vez, mais um musical. Eu já deixei bem claro aqui no blog que eu não gosto de musical, exceto, é claro, Hair. Mas quando a gente se propõe a analisar os grandes clássicos do cinema, não dá para simplesmente ignorar os gigantes do setor. Por isso, respirei fundo, deixei o meu preconceito com gente cantando do nada no meio da rua e fui assistir A Noviça Rebelde. Quer saber? A experiência me surpreendeu. 

Lançado em 1965 com o título original The Sound of Music, o longa é dirigido por Robert Wise e se consagrou como um dos maiores fenômenos da história da Sétima Arte. Com uma nota 8,1 no IMDb, a obra não é só um amontoado de cenas fofas: ela traz uma história de pano de fundo surpreendentemente tensa, ambientada na Áustria logo antes da Segunda Guerra Mundial.

Como a história de A Noviça Rebelde consegue prender a atenção?

A trama acompanha Maria, uma jovem vocacionada em um convento que simplesmente não consegue se adaptar à rotina rígida das freiras. Para testar sua vocação, a Madre Superiora a envia para trabalhar como governanta na casa do Capitão Georg von Trapp, um oficial da Marinha austríaca aposentado e viúvo. 

A partir daí, o filme contrapõe dois mundos. De um lado, uma casa militarizada onde o pai comanda os sete filhos apito na boca e disciplina militar. Do outro, uma mulher vibrante que decide reapresentar a música, o afeto e a leveza àquelas crianças. Julie Andrews dá um show interpretando Maria com um carisma absurdo, enquanto Christopher Plummer entrega um Capitão rígido, mas que vai se desarmando aos poucos de forma bastante convincente.

Onde foi gravado A Noviça Rebelde e por que o cenário impressiona?

Se tem algo que me conquistou logo nos primeiros minutos foram as locações reais em Salzburg, na Áustria. Diferente de muitos filmes da época que ficavam presos a cenários de estúdio em Hollywood, as filmagens nas montanhas, vilarejos e palácios austríacos dão uma escala grandiosa para a produção. 

A fotografia aproveita demais as paisagens dos Alpes. A cena de abertura, com a câmera sobrevoando os campos verdes enquanto a protagonista canta a música-título, é de um impacto visual inegável. Mesmo para quem prefere filmes de ação ou suspense, a escala da produção e o cuidado com as filmagens externas impressionam qualquer um que aprecie bom cinema.

Quais prêmios e curiosidades marcaram os bastidores do filme?

O impacto de A Noviça Rebelde na indústria foi gigante. O filme venceu 5 estatuetas do Oscar, incluindo as de Melhor Filme e Melhor Diretor para Robert Wise. A trilha sonora, composta por Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II, tornou-se lendária, emplacando clássicos no imaginário popular. 

Nos bastidores, existem detalhes bem curiosos que deixam a obra ainda mais interessante:

·         Christopher Plummer na verdade odiava o filme durante as gravações e costumava se referir a ele ironicamente como "The Sound of Mucus" (O Som do Muco), embora tenha passado a respeitar o clássico com o passar dos anos. 

·         A verdadeira Maria von Trapp fez uma aparição relâmpago no filme, cruzando o fundo de uma das cenas na cidade de Salzburg. 

·         A família von Trapp real existiu e fugiu da Áustria após a anexação nazista, embora os detalhes da fuga real tenham sido bem menos dramáticos do que a travessia a pé pelos Alpes mostrada na tela. 

O filme realmente vale a pena mesmo para quem odeia musicais?

Olhando com calma e sem preconceitos, o filme funciona porque consegue equilibrar o tom leve e familiar da primeira metade com uma virada bem mais sóbria na reta final. Quando a ameaça do regime nazista se consolida na Áustria, o Capitão von Trapp precisa tomar uma decisão firme entre a honra do seu país e a segurança da sua família. 

A performance do elenco de apoio, a química entre os protagonistas e a direção firme de Robert Wise fazem a narrativa fluir sem parecer cansativa, mesmo com suas quase três horas de duração. Para quem busca uma obra impecável em aspectos técnicos de som, montagem e fotografia, o longa entrega tudo o que promete. 

No fim das contas, continuo não sendo o maior fã do gênero e Hair ainda segura meu top pessoal, mas preciso dar o braço a torcer: A Noviça Rebelde é cinema de altíssimo nível que merece o status de cult que carrega há décadas. 


 

Amor, Sublime Amor (West Side Story)


Eu preciso ser sincero com você: eu não sou nem de longe o maior fã de musicais. Aquela coisa de ver a galera no meio da rua quebrando o ritmo da conversa pra sair dançando e cantando nunca fez muito o meu estilo. Mas quando a gente se propõe a analisar o cinema de verdade, não dá pra ignorar os gigantes. E foi exatamente por isso, para trazer um conteúdo de peso aqui pro blog, que eu decidi sentar e assistir a esse clássico absoluto chamado Amor, Sublime Amor (ou West Side Story, no título original). 

Mesmo não sendo a minha praia, preciso tirar o chapéu. A gente reconhece uma obra-prima pelo nível da execução, e a engenharia por trás desse filme é sacanagem de tão bem feita.

Como surgiu a ideia desse clássico "Amor, Sublime Amor"?

Para entender o impacto da obra, a gente precisa voltar no tempo. O filme foi lançado em 1961 e não surgiu do nada. Ele é uma adaptação direta de um musical de enorme sucesso da Broadway de 1957, que por sua vez trazia uma releitura moderna e urbana da tragédia clássica de Romeu e Julieta, de William Shakespeare. 

A direção ficou nas mãos de uma dupla de peso: Jerome Robbins, que cuidou de toda a concepção das coreografias, e Robert Wise, um diretor experiente que garantiu a linguagem cinematográfica da produção. A história se passa em Manhattan, nas ruas de uma Nova York em plena transformação nos anos 50. Eles usaram locações reais do Upper West Side (área que estava prestes a ser demolida para a construção do Lincoln Center) misturadas com cenários de estúdio impecáveis. Essa combinação deu um tom de realismo e crudeza urbana que contrasta muito bem com a teatralidade das cenas.

Qual é a história e quem faz parte do elenco?

A trama nos coloca no meio de uma guerra de gangues pelo controle do bairro. De um lado estão os Jets, formados por jovens brancos norte-americanos. Do outro, os Sharks, imigrantes porto-riquenhos tentando encontrar o seu espaço. A tensão escala quando Tony, ex-membro dos Jets, se apaixona por Maria, irmã do líder dos Sharks. 

O elenco entrega performances intensas para dar conta da exigência física e dramática do roteiro:

·         Richard Beymer como Tony 

·         Natalie Wood como Maria 

·         George Chakiris como Bernardo (o líder dos Sharks) 

·         Rita Moreno como Anita 

·         Russ Tamblyn como Riff (o líder dos Jets) 

A trilha sonora composta pelo mestre Leonard Bernstein, com letras de Stephen Sondheim, é um capítulo à parte. Músicas como Tonight, Maria e America não servem só de fundo, elas movem o roteiro. A nota no IMDb fica firme na casa dos 7,9/10, o que mostra como o público respeita o longa até hoje.

Quais prêmios e curiosidades marcaram a produção?

Se você busca números e feitos históricos, esse filme dá uma aula. No Oscar de 1962, ele simplesmente varreu a cerimônia: foi indicado a 11 categorias e levou 10 estatuetas para casa, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhores Atores Coadjuvantes para George Chakiris e Rita Moreno. Até hoje é o musical mais premiado da história da academia. 

Nos bastidores, o clima também era curioso:

·         Conflito de diretores: Jerome Robbins era tão perfeccionista e rigoroso com os dançarinos que acabou demitido no meio das filmagens por estourar o orçamento e o tempo. Robert Wise assumiu e finalizou o longa sozinho. 

·         Dublagem nas músicas: Apesar de Natalie Wood ser a grande estrela como Maria, a voz dela nas músicas foi quase totalmente dublada pela cantora Marni Nixon, algo muito comum na época mas que foi mantido em segredo durante o lançamento. 

·         Tensão real: Para manter a rivalidade forte na tela, os atores que faziam os Jets e os Sharks eram orientados a não se misturar nem durante os intervalos do almoço. 

Vale a pena assistir mesmo se você não gosta de musicais?

A resposta curta é: sim, sem dúvida. O grande mérito do filme é que ele não usa a dança como um mero enfeite estético. A movimentação dos atores funciona como uma extensão da própria violência e do conflito físico. Quando os caras estão se enfrentando, a coreografia passa a sensação de briga de rua de verdade, só que ritmada. Tem energia, tem tensão e tem atitude. 

Além disso, os temas centrais do filme — como preconceito, rivalidade territorial, o drama da imigração e a busca por pertencimento — continuam extremamente atuais. O trabalho de fotografia, o uso visceral das cores nos figurinos para diferenciar as gangues e a montagem das cenas mostram um nível de técnica que impressiona qualquer um que goste da sétima arte. 

No fim das contas, eu posso continuar não sendo o maior fã de gente cantando na rua, mas é impossível não reconhecer a genialidade do que foi feito aqui. É um clássico por um motivo muito claro: cinema de altíssimo nível executado por mestres.

Mulher-Maravilha (Wonder Woman)

 


Como leitor de gibis desde tenra idade, sempre acompanhei de perto o universo dos filmes de heróis, e confesso que a DC Vinha me deixando com um pé atrás. Parecia que o estúdio tinha perdido a mão em criar histórias que realmente impactassem. Mas aí, em 2017, chegou às telonas Mulher-Maravilha (título original: Wonder Woman).
 

Fui ao cinema sem grandes expectativas, confesso. Mas saí da sala surpreso de um jeito muito positivo. O longa não só entregou uma baita história de origem, como reorganizou a casa dentro do universo cinematográfico da editora. Hoje sustentando uma nota respeitável de 7.3 no IMDb, o filme conseguiu algo difícil: agradar tanto quem já era fã de longa data quanto quem só queria ver um bom filme de ação na grande tela.

Qual é o enredo principal do filme da Mulher-Maravilha?

A trama nos tira da mesmice do gênero de super-heróis logo de cara. Acompanhamos a jornada de Diana, interpretada por Gal Gadot, criada na ilha paradisíaca e isolada de Themyscira. O ritmo muda completamente quando o piloto americano Steve Trevor (Chris Pine) cai no mar da ilha durante a Primeira Guerra Mundial. 

Ao descobrir o conflito brutal que devorava o mundo exterior, Diana decide deixar seu lar, convicta de que o deus da guerra, Ares, é o verdadeiro responsável pela tragédia. Ela parte para a Europa ao lado de Trevor para tentar pôr fim à guerra. É aí que a narrativa brilha, colocando a inocência e os ideais da protagonista em choque direto com a violência, as trincheiras e as contradições da humanidade.

Como foi a direção e o desempenho do elenco?

A direção ficou sob a responsabilidade de Patty Jenkins, que mandou bem demais ao equilibrar sequências de ação pesadas com o desenvolvimento de personagens. Ela não se perdeu no uso excessivo de efeitos e soube conduzir a história com consistência. 

No elenco, Gal Gadot provou ser a escolha perfeita para o papel. Ela trouxe uma imponência física e uma presença em cena impecáveis, sem deixar de lado a vulnerabilidade da personagem. Chris Pine deu um show de carisma como Steve Trevor, servindo como uma ótima âncora terrestre e sem apagar o protagonismo de Diana. O grupo ainda conta com grandes nomes como Robin Wright (General Antiope), Connie Nielsen (Rainha Hipólita) e David Thewlis (Sir Patrick / Ares).

Onde foram feitas as filmagens e como é a trilha sonora?

Visualmente, a produção mandou muito bem na escolha das locações. As cenas da ilha de Themyscira foram gravadas na deslumbrante Costa Amalfitana e na região da Apúlia, na Itália, criando aquele contraste épico e solar. Já a ambientação da Primeira Guerra Mundial usou o Reino Unido e a França para entregar cenários cinzentos, sujos e pesados, perfeitos para o tom do conflito. 

Na parte musical, a trilha sonora composta por Rupert Gregson-Williams faz um trabalho exemplar. O grande destaque, claro, é a marcante e agressiva melodia com guitarra elétrica da heroína (criada originalmente por Hans Zimmer e Junkie XL em Batman vs Superman), que entra nos momentos exatos para elevar a adrenalina dos confrontos.

O que torna a crítica do filme e suas curiosidades tão marcantes?

Minha leitura crítica da obra é muito clara: este é um dos filmes de herói mais bem estruturados dos últimos anos. A cena em que Diana avança sozinha pela "Terra de Ninguém" (No Man's Land), peitando os tiros de metralhadora nas trincheiras para salvar uma vila, é um dos momentos mais épicos e bem dirigidos do cinema moderno de ação. A produção recebeu diversos prêmios da indústria, incluindo o de Melhor Filme de Ação no Critics' Choice Movie Awards. 

Nos bastidores, o filme guarda detalhes bem interessantes:

·         Gal Gadot grávida: Durante as refilmagens de algumas cenas de ação, Gal Gadot estava grávida de cinco meses. A equipe precisou colocar um tecido verde sobre sua barriga para apagá-la na pós-produção. 

·         Treinamento pesado: Para viver as amazonas, as atrizes passaram por meses de treinamento físico intenso, envolvendo artes marciais, montaria a cavalo e treino com espadas. 

·         Quebra de recordes: Na época, Patty Jenkins tornou-se a primeira mulher a dirigir um filme de super-herói de alto orçamento com uma protagonista feminina, além de bater recordes de bilheteria global. 

Se você procura um filme de ação com combate bem coreografado, boas atuações e uma história que realmente prende do começo ao fim, Mulher-Maravilha é uma pedida obrigatória.

 

John carter: Entre Dois Mundos (John Carter)

 


Quando me sentei para assistir a John Carter: Entre Dois Mundos pela primeira vez, confesso que não esperava nada épico. O filme já vinha acompanhado por aquela fama injusta de "maior fracasso financeiro da história de Hollywood". Mas, como bom apreciador de uma boa aventura de ficção científica com aquela pegada clássica de capa e espada, decidi dar uma chance e ver com meus próprios olhos. 

O resultado? Encontrei um prato cheio para quem gosta de ação direta, honra no combate, criaturas gigantescas e aquele charme de sci-fi retrô que hoje em dia raramente se vê.

De onde surgiu a história de John Carter?

Lançado nos cinemas em 2012 sob o título original John Carter (e baseado no livro A Princess of Mars, escrito por Edgar Rice Burroughs, (criador de Tarzan), lá em 1912), o filme é simplesmente a certidão de nascimento de quase tudo o que amamos na ficção científica moderna. Sem John Carter, não existiriam Star Wars, Avatar ou Superman. 

A trama acompanha um capitão veterano da Guerra Civil Americana que, abalado por perdas pessoais e desiludido com o mundo, acaba acidentalmente teleportado para Marte — conhecido pelos nativos como Barsoom. Por causa da gravidade menor do planeta vermelho, ele ganha força sobre-humana e a capacidade de dar saltos gigantescos. O cara só queria encontrar ouro e ser deixado em paz, mas acaba caindo direto no meio de uma guerra civil alienígena e precisa decidir se vale a pena lutar de novo por uma causa.

Quem está por trás e na frente das câmeras de John Carter?

O projeto teve o comando do diretor Andrew Stanton, cara que já tinha faturado Oscars por animações impecáveis da Pixar, como Procurando Nemo e WALL-E. Stanton colocou o coração nessa transição para o cinema com atores reais. 

O elenco segura muito bem a bronca:

·         Taylor Kitsch dá vida a John Carter, entregando um protagonista fodão, mas com aquele olhar de quem carrega um fantasma no peito. 

·         Lynn Collins interpreta a princesa e cientista Dejah Thoris. Ela passa longe de ser uma mocinha indefesa; sabe dominar uma espada melhor que muito guerreiro. 

·         Willem Dafoe, Samantha Morton e Mark Strong completam a equipe de peso (com os dois primeiros fazendo um trabalho fenomenal via captura de movimento para dar vida aos Tharks, os aliens de quatro braços). 

Para criar a sensação de um planeta desértico, antigo e hostil, a produção não economizou. Grande parte das locações externas foi gravada nos cenários de tirar o fôlego de Utah, nos Estados Unidos, além de filmagens em estúdios no Reino Unido. A trilha sonora original foi composta pelo mestre Michael Giacchino, que entregou temas orquestrais épicos e grandiosos, resgatando aquele espírito de aventura pura dos anos 80 e 90.

Por que a crítica e o público se dividiram tanto?

No IMDb, o filme sustenta uma nota bastante justa de 6.6/10, o que prova que a audiência geral curte muito mais a obra do que os críticos da época quiseram admitir. 

Se você analisar o filme sem o peso das manchetes sobre o orçamento estourado, John Carter é um filmaço de ação. As cenas de combate são limpas, o ritmo não desacelera e o arco de redenção do protagonista é direto ao ponto. A cena da arena contra os macacos brancos gigantes, por exemplo, é cinema de entretenimento na sua forma mais pura: o cara sozinho, na raça, enfrentando feras brutais pela própria sobrevivência e por quem ele gosta. 

O grande erro da Disney na época não foi o filme em si, mas o marketing. Tiraram o "of Mars" (de Marte) do título para tentar atrair o público feminino, o que acabou tirando a identidade do projeto e confundindo todo mundo nas campanhas promocionais. O filme acabou sem levar grandes premiações da indústria, pecando apenas na divulgação, mas não na entrega visual e narrativa.

Quais são as melhores curiosidades sobre John Carter?

·         Um século de espera: A história levou exatamente 100 anos para sair das páginas dos livros de Edgar Rice Burroughs (1912) e chegar às telas dos cinemas com os efeitos visuais que merecia (2012). 

·         Quase rodou nos anos 30: O mestre da animação Bob Clampett queria ter feito um longa animado do personagem na década de 1930. Se tivesse saído, teria sido o primeiro longa-metragem animado da história, antes mesmo de Branca de Neve

·         O idioma alienígena: Os cineastas criaram uma língua de verdade para os Tharks, com dialeto, gramática e vocabulário próprios. Willem Dafoe gravou todas as suas cenas usando pernas de pau para ter a altura correta de um alienígena de quase três metros. 

Vale a pena assistir hoje em dia?

Sem dúvida alguma. Se você busca uma boa jornada do herói, com batalhas épicas, um protagonista que resolve os problemas no braço e na coragem, e um universo sci-fi riquíssimo em detalhes, John Carter: Entre Dois Mundos é uma pedida excelente para o fim de semana. Esqueça o falatório de bilheteria de anos atrás e dê uma chance para um dos blockbusters mais injustiçados da última década.