Mostrando postagens com marcador Fantasia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fantasia. Mostrar todas as postagens

Eternidade

 

Olha, eu não sou muito de me emocionar com cinema, mas tem alguns filmes que te pegam pelo conceito. Sentei para ver Eternidade (Eternity, 2025) esperando só mais uma comédia romântica da A24 e saí com um bocado de coisa para pensar.

A ideia é direta: você morre e cai em um tipo de "limbo" que parece um hotel ou uma repartição pública. Lá, você tem exatamente uma semana para escolher com quem vai passar o resto da sua existência. Sem pressão, né? No filme, a Joan (Elizabeth Olsen) fica dividida entre o Larry (Miles Teller), o marido com quem ela viveu décadas, e o Luke (Callum Turner), o primeiro amor que morreu cedo e ficou esperando por ela esse tempo todo.

Se você gosta de cinema que foge do óbvio, vale a pena entender por que esse longa está dando o que falar.

A direção de David Freyne e o clima do filme

O cara por trás das câmeras é o irlandês David Freyne. Ele já tinha mostrado serviço em Dating Amber, e aqui ele consegue manter um tom que eu gosto: é engraçado, mas não é bobo; é dramático, mas não é pesado.

O lançamento oficial rolou em 26 de novembro de 2025 nos Estados Unidos (chegando por aqui no início de dezembro) e a produção não economizou no visual. O filme foi quase todo gravado em Vancouver, no Canadá. Se você conhece a região, vai reconhecer a Sea-to-Sky Gondola e a praia de Dundarave. Esses lugares ajudam a criar aquela estética de "pós-vida paradisíaco" que a A24 sabe fazer como ninguém.

Elenco de peso e a trilha sonora

A química entre o trio principal é o que segura a história. A Elizabeth Olsen entrega uma Joan muito real, longe daquela coisa de super-heroína. O Miles Teller faz o tipo marido pé no chão, enquanto o Callum Turner traz aquela energia de paixão de juventude.

Mas quem rouba a cena mesmo é a Da’Vine Joy Randolph. Ela ganhou até o prêmio de Melhor Performance Cômica pela Sociedade de Críticos de San Diego. E ó, fica ligado na trilha sonora. O compositor David Fleming criou um score que mistura algo meio celestial com sons do dia a dia. É o tipo de música que você termina o filme e vai direto procurar no Spotify para ouvir enquanto trabalha.

O que dizem as notas e as premiações

Se você é do time que olha o IMDb antes de dar o play, o filme está segurando uma nota sólida de 7.0. Para uma comédia romântica com pegada de fantasia, é uma avaliação bem respeitável.

Além do destaque para a Da’Vine Joy, o filme teve uma passagem de sucesso pelo Festival de Toronto (TIFF), onde foi aplaudido de pé. Não é um filme "caça-Oscar" pretensioso, mas é tecnicamente impecável, desde o figurino até a montagem.

Algumas curiosidades que você precisa saber

Sempre curto saber o que rolou nos bastidores, e Eternidade tem umas histórias curiosas:

  • Atenção aos detalhes: Elizabeth Olsen contou em entrevistas que o set era tão realista que os panfletos e papéis que apareciam na burocracia do além tinham textos de verdade escritos neles, não era só papel em branco.

  • Estudo de personagem: Os atores que interpretam as versões mais velhas da Joan e do Larry passaram semanas estudando os trejeitos da Olsen e do Teller para que a transição de idade ficasse natural.

  • Superação: O diretor David Freyne descobriu um tumor cerebral pouco antes da estreia mundial. Ele operou, se recuperou e até levou os cirurgiões para a premiere em Londres.

No fim das contas, Eternidade é um filme sobre escolhas. Ele não te entrega uma resposta pronta sobre o que é o amor "certo", mas te mostra que, às vezes, a nossa história é feita mais de cotidiano do que de grandes gestos heroicos. Se tiver um tempo no fim de semana, assiste. É cinema de qualidade sem frescura.

A Múmia

 

Sempre que alguém me pergunta sobre um filme de aventura que realmente entrega o que promete, eu acabo voltando para 1999. A Múmia (ou The Mummy, no título original) é aquele tipo de cinema que parece ter sido feito na medida certa. Ele não tenta ser um tratado filosófico sobre a vida, mas também não é um filme bobo. É equilibrado, divertido e tem aquele clima de Indiana Jones que muita gente tenta copiar, mas raramente acerta.

O que faz de A Múmia (1999) um clássico absoluto

Lançado em 7 de maio de 1999, o filme foi uma aposta alta da Universal que deu muito certo. Eu vejo esse longa como o ápice da carreira do diretor Stephen Sommers. Ele conseguiu pegar uma história clássica de terror da década de 30 e transformar em uma jornada de ação frenética.

O elenco é um dos pontos mais fortes aqui. Brendan Fraser entrega um Rick O'Connell que é o herói perfeito: corajoso, mas meio atrapalhado e com um timing cômico excelente. Ao lado dele, Rachel Weisz brilha como Evelyn Carnahan, uma bibliotecária que não é só o par romântico, mas a mente por trás de toda a operação. O grupo ainda fecha com John Hannah, que faz o irmão aproveitador da Evelyn, e o vilão Imhotep, interpretado por Arnold Vosloo, que impõe respeito sem precisar de muitas palavras.

No IMDb, o filme mantém uma nota sólida de 7.1, o que é bem alto para um blockbuster de aventura dessa época. Ele não é apenas querido pelo público, mas também foi reconhecido tecnicamente, recebendo uma indicação ao Oscar de Melhor Som e vencendo o Saturn Award de Melhor Maquiagem.

Bastidores, trilha sonora e locações de filmagem

Um detalhe que eu sempre noto quando revejo o filme é a ambientação. Embora a história se passe no Egito, a maior parte das gravações aconteceu no Marrocos. O deserto que vemos na tela é real, o que dá uma textura muito melhor do que se tivessem feito tudo em estúdio. Cidades como Marrakech e Erfoud serviram de base para as filmagens, enfrentando tempestades de areia e um calor absurdo para entregar aquele visual épico.

Outro ponto que merece destaque é a trilha sonora. O trabalho de Jerry Goldsmith é impecável. Ele conseguiu criar temas que evocam o mistério do deserto e a tensão dos confrontos de forma orgânica. É o tipo de música que você ouve e imediatamente associa à imagem das pirâmides e da areia subindo.

Curiosidades que você provavelmente não sabia

Se você gosta de saber o que rolou por trás das câmeras, A Múmia tem histórias interessantes. Por exemplo, o Brendan Fraser quase morreu de verdade na cena do enforcamento. O negócio ficou tão sério que ele chegou a desmaiar e precisou de reanimação. Outro fato curioso é que a produção contratou um "exorcista" local para proteger o set, já que muitos acreditavam que mexer com a temática egípcia poderia trazer má sorte.

Além disso, a famosa cena em que a biblioteca desmorona como um dominó foi gravada em um único take. Demorou um dia inteiro para arrumar todos os livros e prateleiras, e se algo desse errado, eles perderiam outro dia inteiro só na organização. Felizmente, funcionou de primeira.

Por que vale a pena assistir hoje em dia

Mesmo com os efeitos visuais de 1999, o filme envelheceu muito bem. O CGI de Imhotep ainda convence e o roteiro é muito amarrado. É uma aula de como apresentar personagens e criar uma ameaça crescente sem precisar de três horas de duração.

Se você está procurando uma experiência de cinema que seja direta, honesta e muito bem executada, esse é o filme. É entretenimento de alta qualidade que não subestima a inteligência de quem está assistindo.

O Retorno da Múmia

 

Se você viveu o início dos anos 2000, com certeza se lembra do barulho que O Retorno da Múmia fez. Eu estava lá, acompanhando a expectativa para ver como a Universal Pictures daria sequência ao sucesso de 1999. O filme, cujo título original é The Mummy Returns, chegou aos cinemas em maio de 2001 e conseguiu algo raro: manteve o espírito de aventura "sessão da tarde" com uma escala muito maior.

A ideia aqui é bater um papo sobre o que faz esse filme ser um marco do gênero, passando pelos detalhes técnicos e aquelas curiosidades que a gente só descobre anos depois.

O time por trás da aventura egípcia

Para quem gosta de saber quem comanda o barco, o diretor Stephen Sommers voltou para a sequência com a faca nos dentes. Ele já tinha a fórmula na mão: uma mistura de humor, ação desenfreada e um toque de terror que não espantava as famílias. No elenco, a química entre Brendan Fraser (Rick O'Connell) e Rachel Weisz (Evelyn) continuava sendo o ponto alto. Eles pareciam se divertir em cena, o que tornava tudo mais crível.

Além do casal principal, tivemos o retorno de John Hannah como o alívio cômico Jonathan, Arnold Vosloo como o implacável Imhotep e Oded Fehr como o guerreiro Ardeth Bay. Mas o grande chamariz da época foi a estreia de Dwayne "The Rock" Johnson no cinema, interpretando o Escorpião Rei. Naquele momento, ele ainda era uma estrela do WWE tentando a sorte em Hollywood.

Notas, premiações e a trilha sonora de peso

Se você for olhar hoje no IMDb, o filme ostenta uma nota 6.4. Pode parecer pouco para os padrões atuais de exigência, mas para um blockbuster de aventura pura, é uma média bem honesta. O filme não foi feito para ganhar o Oscar de melhor roteiro, mas sim para entreter. Mesmo assim, levou alguns prêmios de público, como o Teen Choice Awards, e recebeu indicações em premiações de gênero, como o Saturn Awards.

Um ponto que eu sempre destaco é a trilha sonora. O mestre Alan Silvestri assumiu a batuta e entregou um trabalho épico. As músicas conseguem ditar o ritmo das perseguições e dar aquele tom grandioso que o deserto pede. É o tipo de trilha que você ouve e imediatamente visualiza as dunas e as múmias correndo.

Por onde a produção passou: locações e bastidores

A escala de O Retorno da Múmia foi global. Para entregar aquele visual autêntico, a equipe viajou para o Marrocos (especificamente em Erfoud), usou desertos na Jordânia e, claro, filmou bastante nos estúdios em Londres. Essa mistura de locações reais com cenários construídos ajudou a dar uma textura que os filmes feitos 100% em tela verde hoje em dia costumam perder.

Sobre os bastidores, existem algumas curiosidades interessantes que valem o registro:

  • Brendan Fraser sofreu bastante fisicamente, chegando a lesionar o joelho e as costas durante as filmagens.

  • The Rock teve uma insolação pesada e uma intoxicação alimentar durante as gravações no deserto.

  • O exército de anubis, que na época era o ápice da computação gráfica, foi um dos maiores desafios técnicos do período.

Vale a pena rever hoje em dia?

Mesmo com os efeitos visuais do Escorpião Rei tendo envelhecido de um jeito... digamos, questionável, o filme ainda se sustenta. O ritmo é frenético. A narrativa não perde tempo com explicações desnecessárias e vai direto ao ponto: uma corrida contra o tempo para salvar o mundo e a própria família.

É um filme que respeita o gênero de aventura clássica. Não tenta ser mais profundo do que precisa e entrega exatamente o que promete: diversão honesta. Se você está procurando algo para assistir no fim de semana e quer desligar um pouco a cabeça, revisitar essa obra de 2001 é uma escolha segura.