Um Drink no Inferno 3: A Filha do Carrasco (From Dusk Till Dawn 3: The Hangman's Daughter)

 

Um Drink no Inferno 3: A Filha do Carrasco (From Dusk Till Dawn 3: The Hangman's Daughter) - Minha Opinião Sem Frescura

E aí, beleza? Se você é como eu, que curte um filme de vampiro com uma pegada mais trash e ação desenfreada, já deve ter ouvido falar da franquia Um Drink no Inferno. Não estou falando dos dois primeiros, que são mais famosos, mas sim do terceiro, o "A Filha do Carrasco". Fiquei curioso pra ver como essa história começou e, sinceramente, não me decepcionei. O filme é um prequel que te joga direto no México selvagem do início do século XX.

Lançamento, Direção e Elenco de Respeito

Lembro bem de quando peguei para assistir. O filme é de 1999, e a vibe da época tá toda lá. O diretor é o P. J. Pesce, que soube pegar a essência gore e cheia de referências que o Robert Rodriguez (que dirigiu o original e produziu este) criou.

O elenco, talvez não tenha os nomes bombásticos dos primeiros filmes, mas entrega o que promete. O protagonista, que faz o gângster (o Johnny Madrid), é o Marco Leonardi, um cara com uma presença de tela que funciona. Mas a estrela aqui, pra mim, é a Ara Celi como a Esmeralda (a tal Filha do Carrasco). Ela tem aquele ar misterioso e perigoso que a personagem pedia. Outros nomes que aparecem são o Michael Parks (fazendo o Ambrose Bierce) e a Sônia Braga, que dá o ar da graça como a vampira líder, a Quixtla. A química da galera, especialmente no meio do caos, é o ponto alto.

Locações, Trilha Sonora e a Nota Sincera no IMDb

Uma coisa que me prendeu no filme foi a ambientação. A história se passa no México de 1913, e as locações de filmagem foram todas feitas lá, em Cidade do México e arredores. Isso dá uma autenticidade visual que faz toda a diferença para um filme de faroeste com vampiros. É poeira, tequila e sangue. Não tem erro.

A trilha sonora segue a linha que a franquia estabeleceu: um mix de rock de garagem com aquele toque de música latina e mariachi, que casa perfeitamente com a ação. A banda do bar, a famosa Titty Twister, já aparece de forma diferente, mas a música ainda dita o ritmo da carnificina.

E a nota, você me pergunta? No IMDb, ele segura uma média de 5.4/10. Ok, não é um 10, mas pra um filme straight-to-video (que foi o caso dele aqui no Brasil), é uma nota honesta. Quem assiste, sabe o que está buscando: diversão sem compromisso, com uma boa dose de violência estilizada.

Curiosidades da Produção e O Começo da Lenda

O que achei mais legal nesse prequel é como ele amarra algumas pontas soltas da mitologia da franquia. Ele conta a história de como a Santánico Pandemonium (a personagem da Salma Hayek no primeiro filme) chegou ao poder. É um easter egg gigante para os fãs.

Uma curiosidade bacana é que o Michael Parks, que interpreta o Ambrose Bierce, foi o único ator a aparecer nos três filmes (embora o papel fosse diferente em cada um). É um ator de peso que empresta credibilidade até para a cena mais bizarra.

Outro ponto é a conexão com o faroeste. O roteiro usa elementos da Revolução Mexicana e lendas locais, o que deixa o filme mais interessante do que só mais um conto de vampiros. A forma como os vampiros são apresentados, vindo de uma linhagem antiga ligada aos deuses astecas, é uma sacada genial para explicar a origem do bar Titty Twister.

O Desfecho: Vale a Pena Dar Um Gole?

No fim das contas, se você já assistiu aos outros e curtiu a vibe, Um Drink no Inferno 3: A Filha do Carrasco é um prato cheio. É um filme que não se leva a sério e entrega tudo o que promete: ação, vampiros sedentos e um visual de faroeste. A narrativa fecha o círculo e nos mostra o primeiro massacre que deu origem à lenda. É o tipo de filme que você assiste com a galera, sem esperar uma obra-prima, mas sabendo que vai ter entretenimento de qualidade pulp.

Não é o melhor da série, mas cumpre seu papel de prequel com uma boa dose de rock and roll e sangue. Recomendado para quem quer ver onde tudo começou.


Era Uma Vez em… Hollywood (Once Upon a Time in Hollywood)

 

Uma Volta no Tempo: Minha Experiência com "Era Uma Vez em Hollywood"

Eu sempre tive uma queda por filmes que nos jogam de cabeça em outra época. E quando soube que o mestre Quentin Tarantino estava preparando algo sobre a Los Angeles de 1969, a expectativa foi lá em cima. "Era Uma Vez em Hollywood" é exatamente isso: uma viagem nostálgica, cheia de referências, com aquele toque único que só o Tarantino consegue dar. Se você curte o cinema da velha guarda e histórias sobre os bastidores de Hollywood, este é um prato cheio.

O Elenco de Peso e a Trama no Auge de 1969

O filme me fisgou logo de cara pela dupla principal. Ter Leonardo DiCaprio e Brad Pitt dividindo a tela é um show à parte. DiCaprio interpreta Rick Dalton, um ator de TV que está lutando para se manter relevante em uma Hollywood em constante mudança. Já Pitt vive Cliff Booth, o dublê e faz-tudo de Rick, um cara tranquilo e misterioso que é a sombra fiel do protagonista.

A trama, lançada em 26 de julho de 2019 no Brasil, gira em torno desses dois enquanto eles tentam navegar pela indústria do entretenimento, que está prestes a mudar drasticamente. A coisa fica mais interessante quando percebemos que Rick Dalton é vizinho da atriz Sharon Tate (interpretada por Margot Robbie), que, na vida real, teve um destino trágico. A maneira como Tarantino lida com essa tensão histórica é um dos pontos altos da obra.

O Diretor, claro, é o icônico Quentin Tarantino. A forma como ele costura a ficção com fatos históricos e personagens reais é magistral, mantendo a narrativa fluida, mesmo com o ritmo mais cadenciado do filme.

Trilha Sonora e Locações: O Coração de Los Angeles em 1969

Se tem uma coisa que o Tarantino acerta sempre, é na trilha sonora. Em "Era Uma Vez em Hollywood" não é diferente. As músicas são um personagem à parte, um verdadeiro mapa sonoro da época. São faixas de rock, pop e R&B que embalavam a rádio de Los Angeles em 69. A seleção musical é impecável e ajuda a criar aquela atmosfera de "pôr do sol de verão" que permeia o filme inteiro. É daquelas trilhas que você salva para ouvir no carro depois.

As locações de filmagem também são vitais para a imersão. Tarantino fez questão de usar lugares icônicos de Los Angeles. Ver a recriação da Hollywood Boulevard com os letreiros da época, o Musso & Frank Grill (o restaurante mais antigo de Hollywood) e o Spahn Ranch (onde a infame "Família Manson" vivia) dá um peso de autenticidade à produção. É uma carta de amor visual à cidade e àquela década.

Curiosidades e A Recepção da Crítica

O filme tem mantido uma boa aceitação do público e da crítica, ostentando uma Nota IMDb de 7.6 (no momento em que escrevo). Isso atesta o seu apelo, especialmente para quem já é fã do estilo do diretor.

Curiosidades que valem a pena mencionar:

  • O Carro de Cliff Booth: O Karmann Ghia amarelo que Cliff dirige é um detalhe que chama a atenção, um clássico da época.

  • Referências de TV: O filme está cheio de clipes e cenas de programas de TV fictícios de Rick Dalton, que são recriações perfeitas dos seriados western daquela época. É um show de metalinguagem.

  • A Amizade na Tela: A química entre DiCaprio e Pitt é palpável. Eles venderam a ideia de uma amizade de anos de forma muito convincente, o que sustenta boa parte da narrativa.

O Meu Veredito

Para fechar, "Era Uma Vez em Hollywood" é um filme que vale a pena ser assistido com calma. Não espere a ação frenética de outros trabalhos do Tarantino. Este é mais contemplativo, focado em diálogos e na construção de personagens. É uma história de amizade, de luta pela sobrevivência em uma indústria cruel e, acima de tudo, uma homenagem a uma era de ouro do cinema.

Apesar de ser longo, a narrativa se desenvolve de forma muito envolvente. O final, claro, tem a marca registrada do Tarantino, com uma mudança brusca de tom que faz valer cada minuto investido. Recomendo muito para quem quer ver um drama ambientado em Hollywood com um visual espetacular e uma direção de primeira.