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Casamento Armado

 

Se você está procurando um filme para relaxar no fim de semana sem precisar fritar o cérebro com tramas complexas, Casamento Armado (título original: Shotgun Wedding) cumpre bem esse papel. Eu assisti recentemente e a sensação é de que ele entrega exatamente o que promete: uma mistura de comédia romântica com pitadas de ação que não se leva nem um pouco a sério.

Lançado oficialmente em 27 de janeiro de 2023 diretamente no Prime Video, o longa é dirigido por Jason Moore. Se o nome não te soa familiar, ele é o cara por trás de A Escolha Perfeita, então ele entende de ritmo e de como conduzir uma história leve. A premissa é simples. Um casal decide fazer um "destination wedding" em uma ilha paradisíaca, mas o evento é interrompido por criminosos que tomam todos como reféns. A partir daí, os noivos precisam parar de brigar entre si para salvar a família.

O que esperar de Casamento Armado

A narrativa foge um pouco daquela melação excessiva. O tom aqui é mais prático. Temos a Jennifer Lopez (Darcy) e o Josh Duhamel (Tom) entregando uma dinâmica de casal que está sob pressão constante. O que eu achei interessante é que, apesar de ser uma comédia, as cenas de ação são bem montadas. Não espere um John Wick, mas os momentos de "vire-se como pode" com objetos de festa de casamento são bem criativos.

No IMDb, o filme ostenta uma nota 5.5. Sendo bem honesto entre amigos: é uma nota justa. Não é uma obra-prima do cinema que vai ganhar o Oscar de Melhor Filme, mas como entretenimento de entretenimento rápido, ele funciona. Em termos de premiações, ele não chegou a limpar as prateleiras de troféus, mas teve uma recepção sólida de público no streaming, ficando entre os mais vistos por um bom tempo.

Por trás das câmeras: direção e elenco de peso

Além da dupla principal, o elenco de apoio é o que realmente dá o tempero especial. Ter a Jennifer Coolidge no filme é quase garantia de boas risadas. Ela interpreta a mãe do noivo e mantém aquele estilo cômico que a consagrou. Outro ponto que vale destacar, especialmente para nós brasileiros, é a presença da Sônia Braga interpretando a mãe da JLo. É bom ver uma atriz do calibre dela em uma produção desse tamanho, mesmo que em um papel mais leve.

O diretor Jason Moore conseguiu equilibrar bem o tempo de tela de todo mundo. Ele não tenta fazer nada revolucionário, apenas conduz a história de forma fluida. Você começa a ver e, quando percebe, o filme já acabou. É o tipo de narrativa direta que eu aprecio quando só quero deslogar do trabalho e ver algo divertido.

Locações paradisíacas e aquela trilha sonora

Se tem uma coisa que chama a atenção logo de cara são as paisagens. Embora a história se passe nas Filipinas, as locações de filmagem foram, na verdade, na República Dominicana. O visual é impecável. Dá até uma certa inveja de ver aquele mar azul enquanto os protagonistas estão correndo para salvar a vida.

A trilha sonora também não decepciona quem gosta de um pop bem encaixado. O destaque vai para a música "I'll Be", do Edwin McCain, que acaba virando um elemento importante na trama em momentos de tensão e alívio cômico. É aquele tipo de música que todo mundo conhece o refrão e que ajuda a ditar o clima do filme.

Curiosidades que você provavelmente não sabia

Para quem gosta de saber o que rolou nos bastidores, Casamento Armado tem algumas histórias curiosas. A principal é que o Josh Duhamel não foi a primeira escolha para o papel. Originalmente, o filme seria estrelado pelo Ryan Reynolds, que acabou ficando apenas como produtor executivo. Depois dele, Armie Hammer chegou a ser escalado, mas precisou sair do projeto e o Duhamel assumiu o posto de última hora. No fim das contas, acho que a química dele com a JLo funcionou melhor do que eu esperava.

Outro detalhe é que a Jennifer Lopez também assina a produção. Ela tem focado bastante em comédias de ação ultimamente e parece ter encontrado uma fórmula que agrada o algoritmo e o sofá da galera.

Se você está em dúvida, dê o play. É um filme honesto, que diverte sem prometer o mundo. Vale o tempo pela diversão e pelas risadas pontuais.

Tudo Em Todo O Lugar Ao Mesmo Tempo

 

Eu confesso que demorei um pouco para sentar e assistir Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo (originalmente Everything Everywhere All at Once). Com tanta história de multiverso saindo de todo lado, achei que seria só mais um filme de herói com roupa colorida. Me enganei. O que os diretores Daniel Kwan e Daniel Scheinert — conhecidos como "Os Daniels" — fizeram aqui é um nó na cabeça, mas do tipo bom.

Vou te contar por que esse filme virou um marco sem te entregar nenhuma surpresa da trama, porque a graça é justamente ser pego de surpresa pelo caos.

O que torna esse multiverso diferente?

A história foca em Evelyn Wang, vivida pela Michelle Yeoh. Ela é uma imigrante chinesa que toca uma lavanderia nos Estados Unidos e está atolada em problemas: o imposto de renda tá atrasado, o casamento com o Waymond (Ke Huy Quan) está por um fio e a relação com a filha, Joy (Stephanie Hsu), é tensa.

Diferente de outros filmes que usam o multiverso para fanservice, aqui ele serve para mostrar as vidas que a Evelyn poderia ter tido se tivesse feito escolhas diferentes. Lançado em março de 2022, o longa consegue misturar drama familiar com uma ficção científica de baixo orçamento que parece de milhões.

Elenco, nota no IMDb e o som do caos

O elenco é um dos pontos mais fortes. Além da Michelle Yeoh, que entrega tudo, temos o retorno triunfal do Ke Huy Quan (que você deve lembrar de Indiana Jones ou Goonies). Tem também a Jamie Lee Curtis num papel de auditora da Receita Federal que é impagável.

Se você liga para números, a nota no IMDb gira em torno de 7.8, o que é bem alto para um filme tão fora da curva. Outro detalhe que me chamou a atenção foi a trilha sonora, assinada pela banda Son Lux. Eles conseguiram criar um som que acompanha a velocidade frenética das cenas, incluindo parcerias com David Byrne e Mitski.

Quanto às locações, o filme foi rodado majoritariamente em Simi Valley, na Califórnia. A maior parte das cenas da Receita Federal, por exemplo, aconteceu em um prédio de escritórios desativado, o que traz aquele ar burocrático e cinzento que contrasta com o colorido do multiverso.

A avalanche de prêmios e o reconhecimento

Não dá para falar de Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo sem mencionar o que ele fez no Oscar. O filme não só foi indicado, como passou o rodo: levou 7 estatuetas, incluindo Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Atriz para Yeoh.

Foi um fenômeno da produtora A24. O segredo do sucesso, no meu entendimento, foi o equilíbrio. Ele usa um humor ácido, às vezes até meio bobo (tem uma cena com dedos de salsicha que é bizarra), mas no fundo é uma história sobre niilismo e como encontrar sentido em um mundo onde nada parece importar. É um filme "pé no chão" dentro de uma proposta totalmente maluca.

Curiosidades que você precisa saber

Para quem gosta de bastidores, tem uns pontos bem interessantes sobre a produção:

  • Efeitos Visuais Caseiros: A equipe de efeitos visuais era composta por apenas cinco pessoas. Eles aprenderam a fazer a maioria dos efeitos vendo tutoriais na internet. Nada de grandes empresas de CGI.

  • Jamie Lee Curtis Real: A atriz insistiu em não usar nenhum tipo de enchimento ou compressão abdominal para parecer "perfeita". Ela queria que a personagem parecesse uma pessoa real e comum.

  • A Pochete: Aquela cena da luta com a pochete? O Ke Huy Quan fez praticamente todas as acrobacias sozinho, resgatando o tempo em que trabalhava como coreógrafo de dublês.

Se você está procurando algo que saia do óbvio e não tem medo de ver uma narrativa que acelera de 0 a 100 em segundos, esse filme é a escolha certa. É direto, criativo e, honestamente, uma das melhores coisas que o cinema entregou nos últimos anos.

Esqueceram de Mim 2 - Perdido Em Nova York

 

Cara, se tem um filme que eu não canso de rever quando chega o final do ano, esse filme é Esqueceram de Mim 2 - Perdido Em Nova York. Eu sei, muita gente diz que sequências raramente superam o original, mas aqui a gente tem um caso onde a fórmula foi repetida com uma escala muito maior. Em vez de uma casa nos subúrbios de Chicago, o moleque está solto na maior metrópole do mundo.

Vou te contar por que esse clássico de 1992 ainda segura a onda e o que faz dele um item obrigatório na lista de qualquer pessoa que curte um bom cinema de entretenimento.

O retorno de Kevin McCallister e o caos em Manhattan

O título original é Home Alone 2: Lost in New York e a premissa é aquela que a gente já conhece, mas com um upgrade geográfico. Exatamente um ano depois dos eventos do primeiro filme, a família McCallister decide viajar novamente, só que dessa vez o destino é a Flórida. No meio da confusão do aeroporto, Kevin acaba seguindo um cara que veste o mesmo casaco do pai dele e para em um avião com destino a Nova York.

O diretor Chris Columbus foi muito inteligente aqui. Ele não tentou reinventar a roda, ele apenas trocou o cenário. Kevin, interpretado pelo Macaulay Culkin no auge do seu carisma, agora tem o cartão de crédito do pai e a cidade inteira para explorar. É interessante ver como o roteiro coloca ele de volta no caminho dos "Bandidos Molhados", que agora se autointitulam "Bandidos Grudentos".

O elenco de peso e a direção de Chris Columbus

Uma das coisas que mais me agrada nesse filme é o elenco. Além do Macaulay, temos a volta da dupla dinâmica de vilões: Joe Pesci (Harry) e Daniel Stern (Marv). A química desses dois é absurda, eles funcionam como uma engrenagem de desenho animado na vida real. Catherine O'Hara também volta como a mãe desesperada, entregando aquela atuação sólida de sempre.

A direção de Columbus mantém o ritmo acelerado. O filme foi lançado oficialmente em 20 de novembro de 1992 e conseguiu manter a essência do original sem parecer uma cópia barata. Na verdade, tudo parece mais caro e bem produzido. O garoto não está mais apenas se defendendo, ele está dominando a cidade.

Locações icônicas e a trilha sonora de John Williams

Nova York é praticamente um personagem no filme. As locações de filmagem são pontos turísticos que hoje todo mundo quer visitar por causa do Kevin. Tem o Hotel Plaza, onde ele se hospeda com o cartão do pai, o Central Park (especialmente a ponte onde ele conhece a mulher dos pombos) e o Rockefeller Center, com aquela árvore de Natal gigante que é o cenário de um dos momentos mais memoráveis do filme.

E não dá para falar de Esqueceram de Mim 2 sem mencionar a trilha sonora. O mestre John Williams voltou para compor a música e o resultado é aquela sensação imediata de nostalgia. Sempre que ouço o tema principal, já me sinto no clima de feriado. É uma trilha que conduz a aventura e a comédia com uma precisão que poucos compositores conseguem atingir.

Notas, prêmios e algumas curiosidades de bastidores

Se você for olhar no IMDb, o filme mantém uma nota respeitável de 6.9, o que é excelente para uma comédia familiar dessa época. Em termos de premiações, ele levou o People's Choice Award de Filme de Comédia Favorito, provando que o público realmente abraçou a sequência tanto quanto o primeiro.

Existem algumas curiosidades que eu acho sensacionais sobre essa produção:

  • O "Talkboy", aquele gravador de voz que o Kevin usa, foi criado originalmente apenas como um acessório para o filme, mas a demanda foi tão grande que acabaram lançando o brinquedo na vida real.

  • A participação de Donald Trump no saguão do Hotel Plaza aconteceu porque ele era o dono do hotel na época e exigiu aparecer no filme para permitir as gravações lá dentro.

  • Macaulay Culkin recebeu um cachê de 4,5 milhões de dólares, um valor recorde para um ator mirim naquele tempo.

É um filme direto, sem enrolação e que entrega exatamente o que promete. Se você quer uma diversão garantida, sem precisar pensar muito em tramas complexas, rever o Kevin em Nova York é sempre uma boa escolha.