Mostrando postagens com marcador Ação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ação. Mostrar todas as postagens

Bancando o Águia (Sherlock Jr.)

 


Dia desses, conversando com um amigo no café sobre como os efeitos visuais de hoje parecem artificiais, me deu uma vontade enorme de rever um clássico absoluto que exemplifica a essência do cinema puro. Botei para rodar Bancando o Águia, conhecido no título original como Sherlock Jr.. 

Lançado em 1924, esse clássico do cinema mudo tem apenas 45 minutos de duração, mas entrega mais impacto, audácia e ritmo do que muito blockbuster moderno de três horas. Com uma nota impressionante de 8,2 no IMDb, a obra é uma verdadeira aula de como fazer arte com físico, precisão e uma câmera na mão. 

Se você gosta de produções com tomadas insanas e quer entender de onde vem a inspiração para diretores como Christopher Nolan e atores como Tom Cruise, precisa conhecer a fundo este marco da sétima arte.

Por que a genialidade de Buster Keaton mudou o cinema?

A grande força por trás dessa obra atende pelo nome de Buster Keaton, que além de estrelar o longa, assume a direção com maestria. Conhecido como "O Homem que Nunca Sorri" por conta de sua expressão impassível perante as situações mais absurdas, Keaton construiu aqui uma das narrativas mais inventivas da história. 

A trama é direta e sem enrolação. Ele interpreta um humilde projecionista de cinema que sonha em ser um grande detetive. Quando um rival o incrimina pelo roubo do relógio do pai da garota por quem é apaixonado, ele acaba expulso da casa dela. Desolado, volta para a cabine de projeção e pega no sono. É aí que a mágica acontece: sua "alma" sai do corpo, caminha até a sala de exibição e entra literalmente para dentro da tela do cinema para resolver o mistério no filme que está sendo exibido. 

O elenco conta com nomes fundamentais do cinema mudo:

·         Buster Keaton como o Projeçãoista / Sherlock Jr. 

·         Kathryn McGuire como A Garota 

·         Joe Keaton (pai de Buster na vida real) como o Pai da Garota 

·         Ward Crane como o Rival / Vilão 

·         Erwin Connelly como o Mordomo 

As gravações rolaram em locações na Califórnia, incluindo Los Angeles e os estúdios em Hollywood. A trilha sonora, como era de praxe na era muda, não existia em uma versão única gravada para o lançamento original, sendo executada por orquestras ao vivo nos cinemas. Com o passar das décadas, o filme ganhou partituras memoráveis compostas por nomes como Timothy Brock e a Club Foot Orchestra, que dão a cadência perfeita para o ritmo acelerado das cenas de ação.

Quais são as manobras e truques mais impressionantes do filme?

Falar de Sherlock Jr. sem mencionar os bastidores e os riscos envolvidos é impossível. Naquela época não existia tela verde, dublê de CGI ou recursos digitais. Se um personagem caía de um prédio ou pulava em um trem em movimento, o ator realmente estava lá fazendo aquilo. 

Keaton era um atleta impecável e fazia questão de executar cada uma das suas cenas de perigo. Separando o joio do trigo, reuni os fatos mais insanos sobre a produção:

·         Pescoço quebrado em cena: Durante a famosa cena da torre de água, Keaton se pendura no cano de um reservatório enquanto um trem passa por baixo. A descarga de água que cai sobre ele foi tão violenta que o jogou contra os trilhos de ferro. Ele sentiu dores de cabeça fortíssimas na época, mas seguiu filmando. Décadas depois, em um exame de rotina, descobriu que tinha fraturado uma vértebra do pescoço naquela queda. 

·         Edição de ilusionista: A cena em que ele entra na tela de cinema exigiu que a equipe medisse a distância da câmera e as lentes com precisão milimétrica para alinhar a projeção com a cena real. 

·         Sem premiações na época, mas histórico hoje: Por ser um filme de 1924, antecede a criação do Oscar (que só começou em 1929). No entanto, o reconhecimento veio com o tempo: o filme foi preservado no National Film Registry da Biblioteca do Congresso americano por sua relevância cultural e histórica. 

Como a linguagem visual constrói uma crítica ao próprio cinema?

O que torna Bancando o Águia uma obra-prima que resiste ao tempo é a sua capacidade de ser extremamente divertida e, ao mesmo tempo, reflexiva. Keaton constrói uma crítica sutil e brilhante sobre o poder do cinema como válvula de escapismo. 

No mundo real, o protagonista é um cara comum, meio desajeitado, que ganha pouco e é passado para trás pelo rival. Mas, dentro da tela, ele projeta seus desejos de ser um homem imbatível, elegantemente vestido, capaz de desvendar qualquer enigma e derrotar os vilões com precisão mecânica. 

A sequência em que o cenário ao redor do protagonista muda enquanto ele tenta se adaptar — passando de um jardim para um deserto, depois para um penhasco e para o meio do oceano — é uma metáfora perfeita para a linguagem da montagem cinematográfica. É o cinema consciente de si mesmo, feito por um diretor que entendia a mecânica da câmera melhor do que qualquer um de seu tempo.

Vale a pena assistir Bancando o Águia nos dias de hoje?

Se você aprecia um trabalho técnico feito na raça, a resposta é um sonoro sim. Bancando o Águia não envelheceu um dia sequer no quesito entretenimento. A sequência final, que envolve uma perseguição de motocicleta em que Keaton anda no guidão sem motorista, é de deixar qualquer um de queixo caído pela precisão matemática da execução. 

Diferente de muitas produções antigas que exigem paciência do espectador moderno, a obra de 1924 tem um ritmo rápido, ágil e focado na ação física de altíssimo nível. É o tipo de filme que nos faz recuperar o respeito pelo trabalho braçal dos dublês e pela criatividade pura dos pioneiros do cinema. 

Pegue um café, reserve pouco menos de uma hora do seu dia e assista a essa verdadeira joia. É diversão garantida e uma aula de como se faz cinema de verdade.

 

20.000 Léguas Submarinas (20.000 Leagues Under the Sea)

 


Sempre fui fascinado por como o cinema consegue materializar nossa imaginação mais selvagem. Dias atrás, decidi garimpar as origens do cinema de ficção científica e me deparei com um verdadeiro marco histórico: 20.000 Léguas Submarinas (título original: 20,000 Leagues Under the Sea), lançado em 1916. 

Confesso que assistir a um filme mudo de mais de um século exige desarmar um pouco o olhar acostumado com efeitos digitais modernos. Mas quando você entende o peso do que foi feito ali, a experiência muda completamente. Trata-se do primeiro longa-metragem da história a filmar cenas reais debaixo d'água, algo totalmente insano para a época. 

Aqui vou contar tudo o que você precisa saber sobre essa relíquia do cinema, passando pela produção, pelos bastidores e pela minha análise franca sobre a obra.

Como o filme 20.000 Léguas Submarinas de 1916 foi produzido?

Dirigido por Stuart Paton e produzido pelo lendário Carl Laemmle (fundador da Universal Pictures), o projeto foi uma aposta de altíssimo risco. O roteiro adaptou não apenas o famoso livro homônimo de Jules Verne, mas também fundiu elementos de outra obra do autor, A Ilha Misteriosa. 

Para dar vida às profundezas do oceano, a produção escalou no elenco Allen Holubar como o icônico Capitão Nemo, Jane Gail como a "Filha da Natureza", Matt Moore como o Tenente Bond e Dan Hanlon no papel do Professor Aronnax. 

A locação principal foi nas Bahamas, onde a luz natural e a clareza das águas permitiram que a equipe trabalhasse com câmeras adaptadas. Como era a era do cinema mudo, o filme não contava com uma trilha sonora original gravada em estúdio para a fita, sendo acompanhado por pianistas ou orquestras ao vivo nas salas de exibição — embora em restaurações modernas tenham sido incorporadas composições que dão o tom dramático perfeito. Hoje, o filme ostenta uma nota modesta de cerca de 6,1 no IMDb, refletindo muito mais o estranhamento do público atual com o ritmo do cinema mudo do que o seu valor histórico real.

Qual foi a grande inovação nas filmagens debaixo d'água?

O grande trunfo desta produção atende pelo nome de irmãos Williamson (Ernest e George Williamson). Eles inventaram o "Photosphere", uma estrutura tubular flexível acoplada a uma câmara de imersão que permitia descer a câmera e o operador até o fundo do mar, usando espelhos e luz solar refletida para capturar o fundo oceânico. 

As curiosidades por trás dessa engenhoca são fantásticas:

·         Mergulhadores de verdade: O público de 1916 ficou boquiaberto ao ver atores e dublês caminhando no leito marinho com trajes de mergulho pesados e capacetes de metal. 

·         O polvo gigante artesanal: Para a famosa cena do ataque do monstro marinho, construíram um polvo cenográfico controlado mecanicamente por operadores dentro da água. 

·         Orçamento explosivo: O filme custou cerca de 500 mil dólares na época — uma fortuna astronômica que quase quebrou o estúdio, mas que se pagou ao faturar mais de 8 milhões de dólares nas bilheterias. 

·         Sem premiações na época: O Oscar só surgiria em 1929, então o filme não ganhou estatuetas em seu lançamento. No entanto, sua relevância foi reconhecida quase um século depois, quando foi preservado pelo National Film Registry da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos por sua importância cultural e histórica. 

Vale a pena assistir a essa versão de 1916 hoje em dia?

Sendo direto ao ponto: depende do que você busca. Se a sua praia for apenas ritmo acelerado e computação gráfica, talvez ache a narrativa truncada. O roteiro mistura muitas tramas paralelas de vingança e romances que se afastam do foco principal do Capitão Nemo e do submarino Nautilus. 

Porém, se você aprecia o cinema como arte e história, a experiência é fascinante. Ver como aqueles pioneiros resolveram problemas técnicos complexos na raça, sem nenhuma tecnologia digital, transmite uma sensação genuína de aventura. As sequências no fundo do mar ainda carregam uma atmosfera poética, quase hipnótica, que muitos filmes genéricos de hoje não conseguem replicar.

Onde o filme se posiciona na história do cinema?

20.000 Léguas Submarinas (1916) não é apenas uma adaptação literária; é o testemunho da coragem de uma equipe que decidiu desbravar o desconhecido. Ele abriu portas para tudo o que conhecemos hoje em termos de fotografia subaquática no cinema. 

Analisando a obra com calma, fica claro que seu grande valor não está no melodrama dos atores em cena, mas no espírito desbravador de sua produção. Um verdadeiro clássico que merece respeito pelo pioneirismo e pelo legado que deixou para a ficção científica mundial.

 

Motoqueiro Fantasma (Ghost Rider)

 

Motoqueiro Fantasma


Sempre fui fascinado por histórias sobre escolhas difíceis, adrenalina e máquinas insanas. Quando assisti pela primeira vez ao filme do Motoqueiro Fantasma no cinema, fiquei impressionado com o apelo visual daquela jaqueta de couro, do fogo e daquela moto customizada que parecia ter saído direto de um pesadelo futurista. Lançado nos cinemas em 2007 sob o título original Ghost Rider, o longa marcou a primeira grande adaptação em live-action deste icônico anti-herói da Marvel Comics.
 

Dirigido por Mark Steven Johnson (o mesmo que esteve à frente de Demolidor), o filme divide opiniões até hoje. No IMDb, sua nota gira em torno dos 5,3 de 10, o que reflete bem o quanto a produção dividiu a crítica especializada e os fãs de quadrinhos. Mas a verdade é uma só: se você busca um entretenimento descompromissado com boa dose de ação e testosterona, a obra entrega exatamente o que promete.

Qual é a história por trás da maldição de Johnny Blaze?

A trama nos apresenta Johnny Blaze, interpretado por Nicolas Cage. Na juventude, para salvar a vida de seu pai afetado por um câncer, Johnny faz um pacto com Mephistopheles (vivido pelo lendário Peter Fonda). O problema é que negócios com o diabo nunca saem de graça. Enganado, ele vê o pai morrer logo em seguida em um acidente de dublê e perde o grande amor da sua vida, Roxanne Simpson (Eva Mendes). 

Anos mais tarde, Johnny se torna o maior dublê de acrobacias de moto do planeta, desafiando a morte a cada salto. É quando Mephistopheles cobra a dívida e o transforma no Motoqueiro Fantasma: um caçador de recompensas infernal com uma caveira em chamas. Sua missão principal é deter Blackheart (Wes Bentley), o filho rebelde do demônio que quer dominar a Terra. O elenco ainda conta com atores de peso como Sam Elliott no papel do enigmático Coveiro e Donal Logue como Mack, o fiel mecânico de Johnny.

Onde o filme foi gravado e como é a ambientação?

Apesar de a narrativa se passar majoritariamente no interior dos Estados Unidos, grande parte das locações foi gravada na Austrália, mais especificamente em Melbourne e no estado de Victoria. A escolha das paisagens abertas, estradas isoladas e o contraste urbano trouxeram um clima gótico e quase de faroeste moderno para as cenas de pilotagem.

 A trilha sonora composta por Christopher Young faz um trabalho competente ao misturar orquestração pesada com riffs que casam perfeitamente com o ronco do motor da Hellcycle. Músicas de bandas como Spiderbait e clássicos do rock também aparecem no longa, reforçando aquela vibe autêntica de estrada e jaqueta de couro.

Quais são as maiores curiosidades da produção?

Assistir a essa produção sabendo dos bastidores deixa tudo mais interessante. Separei alguns fatos marcantes sobre a obra:

·         A paixão de Nicolas Cage: O ator é um fã tão alucinado do personagem que possui uma tatuagem do Motoqueiro Fantasma no braço. Para filmar sem estragar a caracterização do herói na tela, a equipe de maquiagem precisou cobrir a própria tatuagem de Cage com maquiagem digital. 

·         A lendária Hellcycle: A moto usada no longa foi totalmente inspirada nas famosas choppers americanas, com um design personalizado em formato de ossos e chamas que virou objeto de desejo para quem ama o universo das duas rodas. 

·         Premiações inusitadas: O longa não conquistou grandes troféus da indústria, mas chegou a ser indicado ao prêmio de Melhor Filme de Horror no Saturn Awards. Do outro lado da moeda, a atuação caricata de Nicolas Cage renderia a ele uma indicação ao Framboesa de Ouro como Pior Ator naquele ano. 

Como a crítica avalia a transformação do herói?

Se analisarmos o filme pelos padrões atuais do cinema de heróis, fica claro que a produção peca em alguns pontos de roteiro e nos efeitos visuais que envelheceram um pouco. A crítica na época não poupou o tom meio exagerado do roteiro e a falta de vilões mais marcantes. 

No entanto, o filme tem uma energia própria que merece respeito. A performance de Nicolas Cage é intencionalmente extravagante, criando um Johnny Blaze que bebe leite em taça de martíni e escuta The Carpenters para relaxar a mente enquanto luta contra impulsos demoníacos. A "Olhada da Penitência" — o golpe em que o Motoqueiro faz o vilão sentir a dor de todas as suas vítimas olhando nos seus olhos — é uma das cenas mais marcantes do cinema pop dos anos 2000. 

No fim das contas, Motoqueiro Fantasma é um clássico cult de ação sem frescuras. Um prato cheio para quem gosta de motos, rock and roll e uma boa história de vingança sobrenatural.

O Esquadrão Suicida (The Suicide Squad)


Vou ser bem sincero com você: lá em 2016, quando saí do cinema depois de ver o primeiro filme desse bando de vilões, a sensação foi de pura decepção. Prometeram um terremoto e entregaram um desastre sem sal. Por isso, admito que fiquei com um pé atrás quando anunciaram uma nova versão em 2021. Mas aí o diretor James Gunn assumiu o projeto e a história mudou da água para o vinho. 

Lançado oficialmente em 2021, O Esquadrão Suicida (título original: The Suicide Squad) não é uma continuação direta e nem um reboot total. É quase um "deixa que eu faço do jeito certo". O filme pegou a premissa de vilões descartáveis em missões suicidas e finalmente entregou o espetáculo sangrento e absurdamente divertido que a gente queria ver. Hoje, o longa ostenta uma sólida nota 7.2 no IMDb, o que mostra como ele caiu nas graças da galera. 

Se você quer entender o que faz esse longa funcionar tão bem e por que ele merece o seu tempo no streaming, troquei uma ideia rápida aqui para resumir os principais pontos.

Qual é a história e quem comanda esse bando em O Esquadrão Suicida?

A premissa continua simples e direta: Amanda Waller (Viola Davis) pega a escória dos presídios de segurança máxima e força esses caras a cumprirem missões impossíveis em troca de redução de pena. A bola da vez é invadir a ilha de Corto Maltese para destruir um laboratório da época nazista que esconde uma ameaça bizarra conhecida como Projeto Estrela-do-Mar. 

O grande trunfo aqui é o comando de James Gunn, o mesmo cara que fez milagre com Guardiões da Galáxia na Marvel. Gunn trouxe exatamente o que faltava: liberdade total. Como o filme é para maiores de 18 anos, ele não economizou na violência estilizada, no humor ácido e na criação de personagens estranhos que a gente se apega sem querer. 

O elenco tem uma química sensacional:

·         Idris Elba brilha como Bloodsport (Sanguinário), um mercenário de elite que assume a liderança moral do grupo. 

·         Margot Robbie entrega, disparado, sua melhor atuação como Harley Quinn (Arlequina), em uma sequência de fuga que já nasceu clássica. 

·         John Cena surpreende demais como o Peacemaker (Pacificador), um cara tão obcecado pela paz que mata qualquer um para alcançá-la. 

·         Joel Kinnaman volta como o Coronel Rick Flag, mas muito melhor trabalhado do que no filme anterior. 

·         Fechando o time principal temos a Ratcatcher II (Daniela Melchior), que é o coração do filme, e o hilário King Shark (Tubarão-Rei), dublado por ninguém menos que Sylvester Stallone. 

Onde o filme foi gravado e como é a trilha sonora?

Para dar aquela cara de filme de guerra dos anos 70 misturado com quadrinhos, a produção gravou bastante coisa nos estúdios em Atlanta (EUA), construindo cenários gigantescos como praias e selvas artificiais. Já as cenas externas que dão vida às ruas e ao palácio do governo da fictícia Corto Maltese foram gravadas no Panamá e em Portugal. Essa mistura de locações reais com cenários práticos deu um peso visual incrível, fugindo daquela cara de "fundo verde" de telas de computador. 

E assim como em outros trabalhos do Gunn, a trilha sonora é um espetáculo à parte. A trilha original foi composta por John Murphy, mas o grande destaque são as músicas selecionadas para pontuar a ação. De Johnny Cash com "Folsom Prison Blues" na abertura até The Pixies com "Hey" e faixas de Grandson, as músicas ditam o ritmo de forma cirúrgica, transformando sequências de tiro e pancadaria em verdadeiros videoclipes cheios de atitude.

Quais prêmios e curiosidades marcam a produção?

Mesmo sendo um filme de super-heróis e vilões fora do padrão tradicional de Hollywood, a produção acumulou bastante atenção e indicações em premiações focadas em cinema de ação e efeitos visuais. Ganhou prêmios de dublês no Satellite Awards e acumulou indicações ao Critics Choice Super Awards, Saturn Awards e Visual Effects Society. 

Nos bastidores, existem algumas curiosidades sensacionais:

·         Gunn teve passe livre: A Warner deu total liberdade para o diretor matar qualquer personagem que quisesse. E ele levou isso muito a sério logo nos primeiros vinte minutos de filme. 

·         Sets gigantescos: O set da praia construído em Atlanta foi uma das maiores estruturas físicas já erguidas para uma produção da Warner Bros. 

·         Derivação de sucesso: O trabalho de John Cena agradou tanto o diretor que, antes mesmo do filme estrear, Gunn escreveu a série solo do Peacemaker (Pacificador), que virou um enorme sucesso de público e crítica. 

Vale a pena assistir? Confira nossa crítica do filme!

Direto ao ponto: vale cada segundo. O Esquadrão Suicida funciona porque não se leva a sério demais, mas trata seus personagens com um carinho genuíno. A dinâmica de grupo parece uma mistura doido-varrido entre um filme de resgate militar à lá Doze Condenados com o absurdo dos quadrinhos clássicos da DC. 

As cenas de ação são muito bem dirigidas, os efeitos visuais fazem sentido dentro da proposta estilizada e o texto consegue alternar entre piadas pesadas e momentos de verdadeira camaradagem sem parecer forçado. Ver caras durões e desajustados criando laços no meio do caos e enfrentando uma estrela-do-mar alienígena gigante parece ridículo no papel, mas na tela sob o comando de Gunn funciona perfeitamente. 

Se você busca uma ótima diversão para o fim de semana, com muita pancadaria, bom humor e zero enrolação, essa é uma das melhores opções do gênero nos últimos anos. Pegue a pipoca, bote o som no alto e aproveite a viagem.