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A Estrada

 

Cara, se você está procurando um filme para passar o tempo sem pensar em nada, A Estrada (The Road) não é esse filme. Eu assisti de novo hoje e ele continua me acertando em cheio. Não é sobre zumbis ou explosões; é sobre o que sobra de nós quando o mundo acaba.

Aqui vou te contar por que essa obra de 2009, dirigida pelo John Hillcoat, ainda é uma das visões mais cruas do pós-apocalipse que eu já vi, sem dar nenhum spoiler da trama.

O peso do título original: The Road

O filme é baseado no livro do Cormac McCarthy, e o título original The Road diz exatamente o que você vai encontrar: uma jornada linear e implacável. A história segue um pai (Viggo Mortensen) e seu filho (Kodi Smit-McPhee) tentando sobreviver em um mundo cinza, onde o sol não aparece mais e a comida praticamente acabou.

É um filme seco. A fotografia é lavada, sem cores vibrantes, o que passa uma sensação de frio constante. Lançado nos cinemas em 25 de novembro de 2009, o longa não tenta te ganhar pelo espetáculo, mas pela honestidade brutal de como seria o fim da civilização.

O elenco e o adeus ao gigante Robert Duvall

O trabalho de atuação aqui é de outro nível. O Viggo Mortensen entregou tudo, mas o que me trouxe de volta a esse filme hoje foi a notícia da partida do Robert Duvall. Ele interpreta o "Velho", um sobrevivente que o pai e o filho encontram pelo caminho.

Duvall sempre foi um monstro sagrado do cinema, e em A Estrada ele traz uma humanidade cansada que faz você parar para respirar. Ele faleceu hoje, e rever sua participação nesse filme é uma forma de honrar um dos maiores atores que já pisaram em um set. Ele não precisava de muito tempo de tela para dominar a cena.

Além dele, temos a Charlize Theron em flashbacks que dão um contexto doloroso para o vazio que o protagonista sente.

Bastidores, locações reais e a trilha de Nick Cave

Uma coisa que muita gente não sabe é que aqueles cenários destruídos não são só computação gráfica. A produção rodou o filme em locações reais na Pensilvânia, Louisiana e Oregon. Eles usaram áreas atingidas pelo furacão Katrina e trechos de estradas abandonadas para dar aquele ar de desolação autêntica.

A trilha sonora também ajuda a ditar o tom. Foi composta por Nick Cave e Warren Ellis. Se você conhece o trabalho do Nick Cave, sabe que ele não faz nada alegre. É uma música minimalista, meio assombrada, que gruda na cabeça e te deixa no clima de tensão que o filme pede.

Algumas curiosidades sobre a produção:

  • Viggo Mortensen dormia com suas roupas de cena para que elas parecessem realmente gastas e sujas.

  • Ele também perdeu bastante peso para parecer um homem que não come direito há anos.

  • O filme evita explicar o que causou o fim do mundo, mantendo o foco no comportamento humano.

Nota no IMDb e reconhecimento da crítica

Se você liga para números, A Estrada tem uma nota 7.2 no IMDb. É uma nota sólida, especialmente para um filme que é pesado e não agrada quem busca entretenimento fácil.

Em termos de premiações, ele não foi o queridinho do Oscar, mas teve indicações importantes, incluindo no BAFTA (Melhor Fotografia) e no Festival de Veneza, onde o diretor John Hillcoat concorreu ao Leão de Ouro. É o tipo de filme que a crítica respeita pelo rigor técnico e pela coragem de ser triste.

No fim das contas, A Estrada é um teste de resistência emocional. É sobre a relação entre pai e filho e até onde a ética sobrevive quando a fome aperta. Se você curte cinema de sobrevivência que te faz pensar por dias, precisa ver (ou rever) essa obra.

Escape Room 2: Tensão Máxima


Cara, se você curtiu o primeiro filme, sabe que a premissa é simples, mas te prende pela garganta: pessoas comuns presas em salas cheias de armadilhas mortais. Outro dia parei para assistir Escape Room 2: Tensão Máxima e o ritmo continua frenético. É aquele tipo de filme que não te deixa respirar, ideal para quem quer desligar do mundo e focar só em como diabos os personagens vão sair vivos dali.

Vou te contar o que achei e o que você precisa saber sobre essa sequência sem entregar nenhuma surpresa, porque o legal aqui é justamente tentar resolver o enigma junto com o pessoal da tela.

O jogo agora é em outro nível

No primeiro filme, a gente viu a Zoey e o Ben sobreviverem por pouco. Em Escape Room: Tournament of Champions (que é o título original), eles decidem que não vão ficar parados esperando a próxima rodada. Eles partem para Nova York para tentar expor a Minos, a organização por trás de tudo.

O problema é que os caras são muito maiores do que eles imaginavam. Antes que percebam, eles estão presos novamente, mas agora o grupo é formado apenas por "campeões" — pessoas que já venceram outros jogos antes. Isso muda a dinâmica, porque ninguém ali é amador, o que torna os enigmas muito mais complexos e perigosos.

Direção, elenco e os bastidores da tensão

O Adam Robitel volta na direção, e dá para ver que ele pegou o que funcionou no primeiro e acelerou. A Taylor Russell e o Logan Miller continuam mandando bem como a dupla principal, trazendo aquela sensação de cansaço e urgência de quem já passou pelo inferno uma vez. O elenco ganha reforços bons, como a Indya Moore e a Holland Roden, que trazem camadas interessantes para o grupo de sobreviventes.

Um ponto que sempre me chama a atenção é a trilha sonora. O Brian Tyler e o John Carey conseguem criar um som que parece um relógio tiquetaqueando na sua orelha, aumentando a ansiedade a cada segundo. Curiosamente, embora o filme se passe em Nova York, boa parte das locações de filmagem foi na Cidade do Cabo, na África do Sul. Os caras conseguiram recriar um vagão de metrô e uma praia de um jeito que você nem desconfia que não é real.

Ficha técnica e o que os críticos dizem

Se você é do tipo que gosta de ver os números antes de dar o play, aqui vai um resumo direto ao ponto:

InformaçãoDetalhes
Título OriginalEscape Room: Tournament of Champions
LançamentoJulho de 2021
DireçãoAdam Robitel
Nota IMDb5.8/10
Elenco PrincipalTaylor Russell, Logan Miller, Holland Roden
Trilha SonoraBrian Tyler e John Carey
Principais IndicaçõesSaturn Awards (Melhor Filme de Terror)

Curiosidades que mudam o filme

Uma coisa que pouca gente sabe é que existem duas versões desse filme. A versão que foi para o cinema e a "Versão Estendida" do Blu-ray/Digital. Se você assistir à estendida, o início e o fim são completamente diferentes, revelando muito mais sobre quem controla a Minos. É quase como ver dois filmes distintos.

Além disso, as salas deste segundo filme são bem mais grandiosas. Tem desde um vagão de metrô eletrificado até uma conta bancária gigante que vira uma armadilha de laser. O nível de detalhe da produção é absurdo, e cada objeto em cena pode ser uma pista ou uma sentença de morte.

Vale a pena gastar seu tempo?

Se você está procurando um suspense que não te faz pensar em dramas profundos, mas foca na agilidade e na inteligência prática, Escape Room 2: Tensão Máxima entrega o que promete. Não é uma obra de arte profunda, mas é um entretenimento honesto e muito bem executado tecnicamente.

O ritmo é tão rápido que, quando você percebe, o filme já acabou e você está ali, tentando entender o que faria se estivesse no lugar deles. É uma boa pedida para uma noite de sexta-feira.