Mostrando postagens com marcador Animação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Animação. Mostrar todas as postagens

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

 

Se você curte ficção científica visualmente insana, já deve ter esbarrado em Valerian e a Cidade dos Mil Planetas. Eu assisti ao filme recentemente e, olha, independentemente do que dizem sobre o roteiro, o negócio é um espetáculo para os olhos. O diretor Luc Besson colocou toda a sua obsessão por mundos alienígenas nessa obra, que é baseada em uma HQ francesa que influenciou muita coisa que a gente ama hoje, inclusive Star Wars.

Aqui está um guia direto ao ponto sobre o que você precisa saber sobre essa produção, sem enrolação ou textão emocional.

O básico sobre Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

O filme, cujo título original é Valerian and the City of a Thousand Planets, chegou aos cinemas em 2017. A trama gira em torno de dois agentes especiais, Valerian e Laureline, que precisam manter a ordem nos territórios humanos e enfrentar uma ameaça no coração de Alpha, uma metrópole intergaláctica onde milhares de espécies diferentes convivem.

  • Diretor: Luc Besson (o mesmo de O Quinto Elemento).

  • Protagonistas: Dane DeHaan e Cara Delevingne.

  • Nota no IMDb: Atualmente ostenta um 6.4, o que reflete bem a divisão de opiniões entre público e crítica.

  • Elenco de apoio: Temos nomes de peso como Clive Owen, Ethan Hawke e até a cantora Rihanna em um papel bem curioso.

Produção, trilha sonora e onde tudo aconteceu

Uma coisa que me impressionou foi a escala do projeto. Besson não economizou. A trilha sonora ficou por conta de Alexandre Desplat, mas o que realmente gruda na cabeça é o uso de "Space Oddity", do David Bowie, logo na abertura. Aquela sequência histórica da construção da estação Alpha ao som de Bowie é, na minha opinião, um dos melhores momentos do cinema recente.

As locações de filmagem foram concentradas majoritariamente nos estúdios da Cité du Cinéma, em Saint-Denis, na França. Foi um trabalho massivo de fundo verde e efeitos práticos para criar os mais de 2.000 tipos de alienígenas que aparecem na tela.

Premiações e o reconhecimento técnico

Embora não tenha sido o queridinho do Oscar, o filme não passou batido nas premiações técnicas. Ele recebeu indicações em categorias como Melhores Efeitos Visuais e Design de Produção no Saturn Awards e em premiações da crítica europeia. O foco aqui foi claramente a construção de mundo, e nisso eles acertaram em cheio.

Para quem gosta de detalhes técnicos, o orçamento passou dos 200 milhões de dólares, o que o tornou o filme europeu mais caro já produzido até aquela data.

3 Curiosidades que você provavelmente não sabia

Se você gosta de saber o que rola nos bastidores, separei três pontos que mostram o tamanho da piração que foi fazer esse filme:

  1. Homenagem às HQs: O diretor Luc Besson era fã da HQ original (Valérian et Laureline) desde os 10 anos de idade. Ele esperou décadas para ter tecnologia suficiente para filmar o que imaginava.

  2. Rihanna no set: A participação da Rihanna como a transmorfa Bubble exigiu um trabalho de captura de movimento e figurinos complexos que levaram dias para serem finalizados.

  3. Figurinos Futuristas: Mais de 100 figurinos foram criados do zero apenas para as cenas de fundo, garantindo que nenhum alienígena ou humano parecesse "comum".

No fim das contas, Valerian é aquele tipo de filme que você assiste pela experiência imersiva. Se você busca uma narrativa densa e dramática, pode se decepcionar, mas se quer ver um universo rico e criativo, vale o play.

Flow

 

Se você está cansado de animações que tentam te ganhar no grito ou com piadas forçadas a cada cinco segundos, Flow (2024) é o filme que você precisa assistir. Eu vi e, sinceramente, é uma aula de como contar uma história épica sem dizer uma única palavra.

O filme, que no original se chama Straume, é uma produção da Letônia, França e Bélgica que chegou chutando a porta dos grandes festivais. Não é à toa que ele se tornou um dos favoritos da crítica e do público em 2024.

O que você precisa saber sobre a produção

O comando dessa jornada ficou nas mãos de Gints Zilbalodis, que não só dirigiu, mas também escreveu, produziu e até ajudou na trilha sonora. O cara é um exército de um homem só. Aliás, a trilha, composta por ele e Rihards Zaļupe, é o que carrega o filme nas costas, já que não existe diálogo. São os sons e a música que ditam o ritmo de tudo.

A história é simples na superfície: um gato preto acorda em um mundo onde os humanos sumiram e a água começou a subir sem parar. Para sobreviver, ele precisa dividir um barco com um grupo improvável: uma capivara (que é o alívio cômico perfeito), um lêmure acumulador, um cachorro estabanado e um pássaro secretário.

Ficha técnica rápida:

  • Título Original: Straume

  • Data de Lançamento: 22 de maio de 2024 (Cannes) / Fevereiro de 2025 (Brasil)

  • Diretor: Gints Zilbalodis

  • Nota IMDb: 8.2/10 (uma das maiores do ano para animação)

  • Vozes: Não há dubladores famosos, apenas sons reais de animais.

Por que Flow é visualmente diferente?

Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o visual. Esqueça aquele padrão Pixar de perfeição milimétrica. Flow foi feito inteiramente no Blender, um software de código aberto, e foca em uma estética que parece um quadro em movimento. As locações de filmagem — ou melhor, os cenários criados — misturam florestas densas e ruínas de uma civilização que já não existe mais, tudo cercado por um oceano infinito.

A câmera se move como se fosse um documentário de natureza, seguindo os bichos de perto, o que te joga para dentro da sobrevivência deles. Você sente a tensão do gato com a água (quem tem gato sabe como é) e a paz contemplativa da capivara no meio do caos.

Premiações e o barulho que o filme fez

Se você liga para troféus, o currículo de Flow é pesado. Ele passou pelo Festival de Cannes, brilhou em Annecy (o maior festival de animação do mundo) e foi o grande vencedor do Oscar de Melhor Animação em 2025, além de ser o primeiro filme da Letônia a ser indicado como Melhor Filme Internacional.

Ele não ganhou esses prêmios por ser bonitinho. Ganhou porque é uma sobrevivência visceral. O filme trata de amizade e confiança por necessidade pura, sem aquela moral da história mastigada que a gente vê por aí.

Curiosidades que valem o clique

Para quem gosta de saber os bastidores, separei alguns pontos que mostram o trabalho insano por trás desse projeto:

  1. Sem fala mesmo: O filme não tem diálogos humanos. A comunicação é feita por gestos, olhares e sons naturais.

  2. Som da Capivara: O diretor achou o som real das capivaras muito agudo e irritante para o personagem calmo do filme. A solução? Usaram sons de filhotes de camelo para dar aquela voz profunda e relaxada.

  3. Estátua de Ouro: O sucesso na Letônia foi tão absurdo que o gato preto protagonista ganhou uma estátua em seu país de origem.

  4. Trilha Gigante: Zilbalodis compôs cerca de sete horas de música original para o filme, selecionando os melhores 50 minutos para a versão final.

No fim das contas, Flow é cinema em sua forma mais pura. É sobre se adaptar quando o mundo vira de cabeça para baixo. Se você quer algo que te prenda pela visão e pelo som, sem distrações, reserve uma hora e meia para esse barco.