Homem de Ferro 3

 

Sempre que paro para rever a trilogia do bilionário da Marvel, percebo que Homem de Ferro 3 (ou Iron Man 3) é, de longe, o filme que mais divide opiniões. Lançado em 2013, logo após o estrondo do primeiro Vingadores, ele traz um Tony Stark lidando com algo que a gente raramente vê em super-heróis: a vulnerabilidade.

O filme tem uma nota de 7.1 no IMDb, o que eu considero uma avaliação honesta para uma obra que tentou sair da zona de conforto. Com a direção de Shane Black, o longa troca um pouco a pancadaria desenfreada por um clima de investigação e crise de identidade.

Qual é a história por trás de Homem de Ferro 3?

A trama nos joga no meio das crises de ansiedade do Tony. O cara enfrentou deuses e alienígenas em Nova York e agora não consegue dormir. No meio desse caos mental, surge o Mandarim, um terrorista que começa a atacar os EUA. O problema é que o Tony acaba perdendo tudo: sua casa em Malibu, suas armaduras e sua segurança. Ele fica isolado no Tennessee, tendo que se virar apenas com sua inteligência e o que encontra em uma garagem de subúrbio.

O elenco é pesado. Além do Robert Downey Jr., temos a Gwyneth Paltrow como Pepper Potts, o Don Cheadle como Máquina de Combate (ou Patriota de Ferro) e o Ben Kingsley entregando uma das reviravoltas mais polêmicas do cinema no papel do Mandarim. Guy Pearce também aparece como o vilão Aldrich Killian, o mentor por trás da tecnologia Extremis.

Onde o filme foi gravado e quais as curiosidades?

As gravações rolaram em vários lugares, mas o destaque fica para a Carolina do Norte e a Flórida. Aquela cena épica do resgate no ar, por exemplo, foi filmada em Oak Island.

Sobre os bastidores, tem muita coisa legal que nem todo mundo nota:

  • O Robert Downey Jr. se machucou feio no tornozelo durante uma acrobacia, o que atrasou a produção por semanas.

  • A armadura Mark 42 foi pensada para ser imperfeita. Ela falha, as peças batem umas nas outras e isso traz um realismo bem legal para o "brinquedo" do Tony.

  • Shane Black, o diretor, é o mesmo cara que escreveu Máquina Mortífera, e você sente esse DNA de "filme de dupla" e humor ácido ao longo de toda a narrativa.

Vale a pena assistir Homem de Ferro 3 hoje em dia?

Sendo bem direto: vale muito. Muita gente torceu o nariz na época por causa da mudança no Mandarim, mas se você olhar para o filme como um estudo sobre o homem por trás da máquina, ele cresce muito. É um filme sobre reconstrução. O Tony prova que, mesmo sem o traje de metal de milhões de dólares, ele ainda é o gênio que consegue construir uma arma com peças de uma loja de ferragens.

A ação é criativa, o ritmo é acelerado e o final, com o protocolo "Festa de Arromba" (todas as armaduras lutando juntas), é um deleite visual para quem gosta de tecnologia e estratégia.

Qual a minha crítica sincera sobre a obra?

Na minha visão, o filme acerta em cheio ao humanizar o herói. Gosto da pegada mais "pé no chão" no segundo ato, onde o Tony precisa investigar pistas como um detetive clássico. O ponto fraco talvez seja o vilão principal, que acaba caindo em alguns clichês de "vingança corporativa".

No fim das contas, Iron Man 3 é um encerramento digno para a jornada solo do personagem. Ele encerra um ciclo de dependência tecnológica para aceitar que ele é o Homem de Ferro, com ou sem o reator no peito. É um filme sobre resiliência, e isso é algo que qualquer cara consegue respeitar. Se você quer ver explosões, mas também quer uma história com substância, dá o play sem medo.



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