Se você é fã de uma boa destruição em massa no cinema, com certeza já
parou para assistir ao colapso do planeta comandado por Roland Emmerich. Eu me
lembro exatamente do clima na época do lançamento: o mundo inteiro meio tenso,
meio rindo do tal calendário Maia que previa o fim de tudo. Pensando nisso,
decidi revisitar esse clássico dos efeitos especiais e preparar um raio-X
completo sobre o filme. Pega uma xícara de café e vem comigo nessa viagem no
tempo.
Qual é a história por trás de 2012?
A história gira em torno de uma profecia antiga que deixou muita gente
de cabelo em pé no início dos anos 2010. O enredo acompanha Jackson Curtis, um
escritor frustrado e motorista de limusine que faz de tudo para salvar sua
família quando a Terra começa a rachar ao meio.
Cientistas descobrem que o núcleo do nosso planeta está derretendo
devido a uma tempestade solar catastrófica, o que desencadeia terremotos,
erupções vulcânicas e tsunamis de proporções bíblicas. Enquanto os bilionários
e líderes mundiais tentam se salvar secretamente em arcas gigantescas, o resto
da humanidade corre contra o tempo. É aquele tipo de filme que te prende na
poltrona do início ao fim pela pura adrenalina do "e se acontecesse de
verdade?".
Quem são as mentes e os rostos por
trás do caos?
Para dar vida a essa correria toda, o longa reuniu um time de respeito
em frente e atrás das câmeras. O comando ficou por conta de Roland Emmerich, o
mestre supremo dos filmes de desastre (o cara por trás de Independence Day e O Dia Depois de Amanhã).
Ele sabe exatamente como implodir monumentos históricos como ninguém.
No elenco principal, temos John Cusack entregando aquela energia de
homem comum tentando ser um herói para os filhos. Junto com ele, Chiwetel
Ejiofor brilha como o cientista com crise de consciência, e Danny Glover faz o
papel do presidente dos Estados Unidos. O título original é simplesmente 2012 e a produção chegou aos cinemas no final de 2009 (focando no marketing do ano apocalíptico).
Embora a trama se passe no mundo todo — destruindo Los Angeles, o Parque
Yellowstone e o Vaticano —, as locações reais de filmagem se concentraram
bastante em Vancouver, no Canadá, além de estúdios em Los Angeles.
Quais são as maiores curiosidades dos
bastidores?
Uma das coisas que eu mais acho sensacional nesse filme são os
bastidores e os absurdos da produção. Separei três fatos que mostram a escala
desse projeto:
·
Orçamento astronômico: A produção custou
cerca de 200 milhões de dólares. A maior parte dessa grana foi direto para a
computação gráfica, que na época era o ápice da tecnologia para simular água e
desabamentos.
·
Proibido na Coreia do Norte: O filme foi banido
por lá porque o ano de 2012 coincidia com o centenário do nascimento do fundador
da nação, Kim Il-sung, um ano que deveria ser de celebração e não de destruição
total.
·
A ciência mandou um abraço: A NASA chegou a
classificar o filme como um dos mais absurdos e cientificamente imprecisos de
Hollywood. Para os cientistas, a ideia de neutrinos aquecendo o núcleo da Terra
daquela forma não faz o menor sentido, mas para o cinema funciona que é uma
beleza.
Vale a pena assistir a esse clássico
de desastre?
Se formos olhar friamente para os números, a nota no
IMDb é 5.8, o que mostra que o público se divide bastante. Mas a
minha crítica sincera é: você precisa saber o que está procurando. Se você quer
um roteiro profundo com diálogos filosóficos sobre a existência humana, vai
quebrar a cara.
Agora, se você quer um filme de ação raiz, para desligar o cérebro no
final de semana, ver prédios desabando e carros saltando por cima de fendas
gigantescas, o filme entrega tudo e mais um pouco. O ritmo é frenético, a
jornada do protagonista para proteger a família gera uma conexão bacana e o
espetáculo visual ainda impressiona, mesmo tantos anos depois. É uma diversão
honesta e um prato cheio para quem curte cinema de sobrevivência pura.
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