Normal

 


Se você curte aquele estilo de ação frenética com uma pegada de humor ácido, bizarro e tiroteios coreografados, sabe que achar um filme que realmente entregue isso sem enrolação é um baita desafio. Quando ouvi falar da parceria entre o Bob Odenkirk e o criador de John Wick, Derek Kolstad, meus olhos brilharam. Eu precisava ver o que eles tinham aprontado dessa vez. O resultado é uma obra insana que mistura neve, conspiração e muita pólvora.

Vou te contar tudo sobre a minha experiência assistindo a esse neo-Western moderno, trazendo os bastidores, curiosidades e por que você deveria dar uma chance para essa loucura.

Qual é a história por trás do título original e do lançamento?

O longa foi batizado simplesmente como Normal (título original mantido no Brasil). A estreia mundial aconteceu no aclamado Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) em 7 de setembro de 2025, dentro da prestigiada e maluca mostra Midnight Madness — o lugar perfeito para produções com essa energia caótica. Com uma recepção inicial calorosa, a distribuição de grande porte nos cinemas ficou agendada para o início de 2026, consolidando o projeto como um dos grandes momentos do gênero nos últimos tempos.

A trama acompanha Ulysses, um xerife interino com um passado pesado e problemas no casamento que se muda para a pacata e fictícia cidade de Normal, em Minnesota. O plano dele era apenas relaxar e curtir o frio, mas tudo vai para o espaço quando um assalto a banco dá totalmente errado, revelando que a cidade esconde um segredo bizarro envolvendo uma facção da Yakuza.

Quem está por trás das câmeras e no elenco de peso?

A direção ficou nas mãos do britânico Ben Wheatley, um cara conhecido por comandar obras viscerais e cheias de estilo (como Free Fire e High-Rise). Ele sabe perfeitamente como filmar o caos sem deixar o espectador perdido no meio das explosões.

No elenco, Bob Odenkirk brilha como o Sheriff Ulysses. Ele repete aquela fórmula de "homem comum que se transforma em uma máquina de combate" que funcionou tão bem em Anônimo. Dividindo a tela com ele, temos a sensacional Lena Headey (a eterna Cersei de Game of Thrones) vivendo Moira, uma barmaid local bem intrigante, e o veterano Henry Winkler como o prefeito Kibner. É uma escalação que esbanja carisma e entrega atuações afiadas na medida certa.

Onde o filme foi gravado e quais as melhores curiosidades?

Embora a história se passe no gelo rigoroso de Minnesota, as locações reais de filmagem exploraram paisagens canadenses perfeitas para recriar o clima isolado e a nevasca intensa que serve como cenário de fundo para o tiroteio principal. Essa atmosfera claustrofóbica do inverno transforma a própria cidade em um personagem ativo na trama.

Sobre os bastidores, existem algumas curiosidades ótimas sobre a produção:

·         DNA de Peso: O argumento original do roteiro foi escrito pelo próprio Bob Odenkirk em parceria com Derek Kolstad. A ideia era criar algo que superasse os níveis de tiroteio de Anônimo.

·         Aposta Alta: A distribuidora Magnolia Pictures comprou os direitos e preparou o maior lançamento de sua história para os cinemas americanos, apostando alto na força do nome de Odenkirk no cinema de ação.

·         A Nota IMDB: Atualmente, a nota IMDb do filme é 6,3, refletindo o gosto do público por uma ação puramente divertida, sem grandes pretensões intelectuais, focada no entretenimento bruto.

Vale a pena assistir? Confira a crítica da obra

Se você vai dar o play esperando um drama profundo com grandes questionamentos existenciais, pode esquecer. Esse filme sabe exatamente o que é e não tem vergonha disso. É um "double-barreled shotgun blast" de pura pancadaria e humor negro. O ritmo flui muito bem em seus pouco mais de 90 minutos de duração.

O grande trunfo é ver Odenkirk entregando aquela presença meio cansada e rústica, mas extremamente letal. A transição da calmaria bucólica da cidade para um tiroteio generalizado no meio de uma tempestade de neve é muito bem executada por Wheatley. O filme derrapa um pouco em alguns clichês de conspirações locais e o final vira um banquete de absurdos sangrentos — o que pode afastar os espectadores mais sensíveis —, mas para quem busca adrenalina de qualidade com uma pegada firme e divertida, o saldo é extremamente positivo. Vale cada minuto do seu tempo no sofá.


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