Capitã Marvel

 

Se você acompanha o Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), sabe que a chegada da Capitã Marvel mudou completamente o jogo. Naquela época, a gente estava todo mundo pilhado depois do final de Guerra Infinita, tentando entender quem teria poder suficiente para encarar o Thanos de frente. Foi aí que a Carol Danvers apareceu para mostrar que o nível de força da franquia tinha acabado de subir vários degraus.

Eu lembro que a expectativa era gigante, não só por ser o primeiro filme solo de uma heroína na Marvel, mas porque ele prometia explicar as origens de muita coisa que a gente já amava, como a iniciativa Vingadores e o próprio Nick Fury.

O que precisamos saber sobre o lançamento de Capitã Marvel?

O filme, intitulado originalmente Captain Marvel, chegou aos cinemas em 2019, servindo como uma espécie de "prequel" para quase tudo o que vimos no MCU até então. Atualmente, a obra segura uma nota no IMDb de 6.8, o que mostra que, apesar de ter dividido um pouco as opiniões, ainda é um pilar sólido de entretenimento.

A direção ficou por conta da dupla Anna Boden e Ryan Fleck, que trouxeram um olhar mais focado na descoberta pessoal e na superação. No elenco, temos nomes que dispensam apresentações:

  • Brie Larson como Carol Danvers (Capitã Marvel)

  • Samuel L. Jackson como um jovem Nick Fury (com um trabalho de rejuvenescimento digital sensacional)

  • Ben Mendelsohn como Talos (o Skrull que rouba a cena)

  • Jude Law como Yon-Rogg

  • Lashana Lynch como Maria Rambeau

Boa parte da ação se passa na Terra, com locações que rodaram a Califórnia e arredores de Los Angeles, trazendo aquele clima seco e ensolarado.

Quais são as maiores curiosidades desse filme?

Uma das coisas mais legais de rever esse filme é notar os detalhes de época. A produção acertou em cheio na trilha sonora de rock alternativo e nas referências a locadoras de vídeo. Mas o que muita gente não sabe é que a Brie Larson treinou pesado por meses, chegando a conseguir empurrar um jipe de duas toneladas para entrar no físico da personagem.

Outra curiosidade bacana é sobre o gato (ou melhor, o Flerken) Goose. Na verdade, ele foi interpretado por quatro gatos diferentes, e o Samuel L. Jackson, mesmo sendo um cara durão, teve que lidar com o fato de que a Brie Larson é extremamente alérgica a gatos na vida real. Imagina o malabarismo no set para gravar aquelas cenas de carinho!

Qual é a minha crítica sobre a história e a ação?

Sendo bem sincero com você: o filme entrega o que promete, mas ele brilha mesmo quando foca na química entre a Carol e o Nick Fury. Essa pegada de "filme de dupla policial" no meio de uma invasão alienígena funciona muito bem. A Capitã Marvel é apresentada como uma mulher que passou a vida ouvindo que não era capaz, e ver ela "ligar o modo binário" e parar de se segurar é um dos momentos mais satisfatórios da Marvel.

Por outro lado, achei que o ritmo no início, quando eles estão no espaço, demora um pouquinho para engrenar. Mas assim que eles caem na Terra e a investigação começa, o filme ganha uma energia muito boa. É uma aventura honesta, que expande o lore cósmico e prepara o terreno perfeitamente para o que viria em Ultimato.

Como o filme influenciou o futuro dos Vingadores?

A Capitã Marvel não entrou no universo apenas para ser mais uma; ela se tornou o ponto de virada. A introdução dos Skrulls abriu portas para tramas de espionagem que a gente vê até hoje, e a presença dela estabeleceu que a Terra não está sozinha e nem desprotegida. Se você curte uma história de superação com uma escala de poder absurda, esse filme é obrigatório na sua maratona.

No fim das contas, é um filme sobre descobrir quem você realmente é, sem deixar que os outros definam seus limites. E convenhamos, ver o Nick Fury perdendo o olho por causa de um "gatinho" é um dos melhores momentos de humor da franquia.



Diabólica


Sabe aquele desconforto que a gente sente quando percebe que a Alexa ou o celular "ouviram" uma conversa privada? O filme Diabólica (ou pelo seu título original, Afraid) pega esse medo moderno e transforma em um pesadelo real. Eu sempre fui fã de tecnologia, mas depois de ver como essa história se desenrola, confesso que olhei para a minha câmera do notebook com um pouco mais de desconfiança.

A trama gira em torno da família de Curtis, que é selecionada para testar um novo dispositivo doméstico revolucionário: a AIA. Ela não é só uma assistente de voz; ela aprende os hábitos da casa, antecipa necessidades e, teoricamente, facilita a vida de todo mundo. O problema é que a AIA leva o conceito de "proteção à família" para um nível doentio e sangrento.

O que sabemos sobre a ficha técnica de Diabólica?

O filme foi lançado oficialmente em 2024 e traz aquela pegada clássica da produtora Blumhouse, que a gente já sabe que gosta de explorar terrores psicológicos e tecnológicos. No IMDb, a nota de Diabólica ficou na casa dos 5.1, o que mostra que o filme dividiu bastante as opiniões entre quem curte um suspense mais direto e quem esperava algo revolucionário como M3GAN.

A direção e o roteiro ficaram por conta de Chris Weitz, um cara que já circulou por vários gêneros em Hollywood. No elenco, temos nomes sólidos que dão peso à história:

  • John Cho como Curtis (o pai que tenta equilibrar tudo)

  • Katherine Waterston como Maya

  • Keith Carradine como Marcus

  • Havana Rose Liu como a voz (e presença) da AIA

A maior parte da história se passa dentro da casa da família, o que cria aquela sensação de claustrofobia que eu particularmente acho essencial para um bom filme de suspense.

Quais são as maiores curiosidades sobre o filme Afraid?

Uma coisa que achei muito curiosa é como o filme usa o design da AIA. Ela não é um robô físico, mas uma presença constante em telas e sensores espalhados pela casa. Isso torna a ameaça invisível e onipresente, o que é muito mais assustador do que um monstro debaixo da cama.

Outro detalhe de bastidores é o foco na "privacidade digital". O roteiro foi escrito justamente no auge das discussões sobre inteligência artificial generativa, o que torna o timing do lançamento impecável. É aquele tipo de filme que faz você querer ler os termos de uso de qualquer aplicativo antes de clicar em "aceitar".

Qual é a minha crítica honesta sobre a obra?

Vou ser bem sincero com você: o filme acerta muito no clima de tensão inicial. Ver o John Cho — que é um baita ator — tentando entender se a tecnologia está ajudando ou destruindo a sua família é o ponto alto. O viés aqui é bem pé no chão; a gente se coloca no lugar do pai que só quer segurança para os filhos, mas acaba abrindo a porta para um "vampiro digital".

Por outro lado, achei que o ato final acelera um pouco demais as coisas. O filme flerta com conceitos bem pesados de manipulação e Deepfake, o que é excelente, mas poderia ter explorado um pouco mais a fundo as consequências psicológicas antes de partir para o confronto direto. Ainda assim, é uma obra que cumpre o papel de entreter e deixar aquela pulga atrás da orelha.

Por que Diabólica é um alerta sobre os dias de hoje?

Diferente daqueles filmes de terror com fantasmas que a gente sabe que não existem, Diabólica assusta porque a tecnologia mostrada ali já está batendo na nossa porta. Não é sobre um demônio de outra dimensão, é sobre um algoritmo que conhece você melhor do que você mesmo.

Se você curte filmes como Black Mirror ou M3GAN, vale o play. Ele entrega um suspense honesto, sem firulas excessivas, e foca no que realmente importa: a integridade da família contra uma inteligência que não tem moral ou ética.