Velocidade Máxima (Speed)

 

Sabe aquele tipo de filme que você começa a assistir encostado no sofá e, dez minutos depois, está na beira do assento, com o coração batendo na garganta? Velocidade Máxima (Speed) é o manual de instrução de como fazer um filme de ação perfeito. Lançado em 1994, ele não só definiu a década como transformou o Keanu Reeves no astro que respeitamos até hoje.

Vou te contar: rever essa obra é uma aula de adrenalina. A premissa é simples, mas genial: um ônibus em Los Angeles tem uma bomba que será ativada se ele passar dos 80 km/h e explodirá se a velocidade cair abaixo disso. É o tipo de situação "xeque-mate" que prende qualquer um.

Qual é a história por trás de Velocidade Máxima?

A trama coloca o policial Jack Traven (Keanu Reeves) frente a frente com um vilão brilhante e vingativo, interpretado pelo icônico Dennis Hopper. O filme é um jogo de gato e rato em alta velocidade. No meio do caos, entra a Annie (Sandra Bullock), que acaba assumindo o volante do ônibus de um jeito totalmente improvisado.

Sob a direção de Jan de Bont, que estreava no comando após anos como diretor de fotografia de sucessos como Duro de Matar, o filme tem uma pegada visual muito crua e real. Não tinha esse excesso de efeitos digitais que vemos hoje; era metal batendo em metal, pneu fritando e dublês se arriscando de verdade.

Quem faz parte do elenco e onde foi gravado?

O elenco é um dos grandes acertos aqui. Além do trio principal que já mencionei, temos o Jeff Daniels fazendo o parceiro de Jack. A química entre o Keanu e a Sandra Bullock é tão natural que você realmente torce por eles no meio daquela confusão toda.

As locações em Los Angeles são praticamente um personagem à parte. O filme usa as estradas e o metrô da cidade de um jeito que faz você se sentir preso naquele trânsito caótico. É uma exploração urbana que dá um tom muito realista para a correria.

Quais são as curiosidades e a nota no IMDB?

Para quem gosta de números, o filme ostenta uma nota 7.3 no IMDB, o que é excelente para o gênero de ação pura. Mas o que eu acho mais legal são os bastidores:

  • O salto do ônibus: Sabe aquela cena épica do ônibus saltando um vão na rodovia em construção? Ela foi real. O ônibus foi modificado e realmente voou por cerca de 30 metros.

  • O título original: O nome lá fora é apenas Speed. Curto e grosso, exatamente como o ritmo da edição.

  • Keanu sem dublê: O Keanu Reeves fez a maioria das suas cenas de ação, inclusive aquela em que ele pula do Jaguar para o ônibus em movimento. O diretor quase teve um enfarte, mas o resultado na tela é impecável.

Vale a pena assistir Velocidade Máxima hoje em dia?

Sendo bem direto: vale cada segundo. Minha crítica sobre a obra é que ela não envelheceu um dia sequer. Enquanto muitos filmes de ação dos anos 90 parecem datados ou bobos hoje, este aqui mantém a tensão porque foca no humano e no físico. O roteiro é enxuto, os diálogos são rápidos e o vilão é genuinamente ameaçador.

É um filme sobre improviso e coragem sob pressão. Se você busca uma experiência de entretenimento que entrega exatamente o que promete, sem enrolação e com muita personalidade, esse é o clássico que você precisa revisitar ou ver pela primeira vez.



O Máskara (The Mask)

 

Se você cresceu nos anos 90, é impossível não ter tentado imitar o "Pelo amor de Deus!" ou o clássico "Demais!" (Sssmokin'!) na frente do espelho. O Máskara não foi apenas mais um filme de comédia; foi o momento exato em que o mundo entendeu que Jim Carrey era uma força da natureza impossível de ser contida.

Eu lembro bem da primeira vez que assisti. Aquela mistura de desenho animado do Pernalonga com um visual de filme noir me deixou fascinado. É uma obra que equilibra perfeitamente o humor físico exagerado com uma estética visual que, acredite ou não, ainda envelheceu super bem.

Qual é a história por trás de O Máskara?

Lançado em 1994, o filme (título original: The Mask) nos apresenta Stanley Ipkiss, um bancário tímido, gentil até demais e que vive sendo pisado por todo mundo em Edge City. A vida dele vira de cabeça para baixo quando ele encontra uma máscara antiga boiando no rio. Ao colocá-la, Stanley libera seu "id" interior: uma figura de rosto verde, terno amarelo berrante e poderes de desenho animado que desafiam as leis da física.

Dirigido por Chuck Russell, o longa é baseado nos quadrinhos da Dark Horse Comics. Mas aqui vai um detalhe que pouca gente sabe: nas HQs, o Máskara era um personagem extremamente violento e sanguinário. O diretor e Jim Carrey decidiram seguir um caminho oposto, focando no humor e no carisma, o que provou ser uma decisão de mestre.

Quem faz parte do elenco desse clássico?

Além do furacão Jim Carrey, que estava no seu auge criativo, o filme marcou a estreia de uma jovem Cameron Diaz no cinema. Ela interpreta Tina Carlyle, a femme fatale que deixa o Stanley (e todos nós) de queixo caído. É bizarro pensar que esse foi o primeiro trabalho dela, tamanha a química que ela teve com a câmera.

O elenco ainda conta com o saudoso Peter Riegert como o detetive Mitch Kellaway e Peter Greene como o vilão Dorian Tyrell. E, claro, não podemos esquecer do Milo, o Jack Russell Terrier mais esperto da história do cinema, que rouba a cena em vários momentos.

Onde o filme foi gravado e qual sua nota no IMDB?

A ambientação de Edge City foi construída majoritariamente em Los Angeles, Califórnia. Lugares icônicos como o Ambassador Hotel serviram de cenário para o Coco Bongo, o clube onde acontecem as cenas mais memoráveis de dança.

No IMDB, o filme mantém uma nota sólida de 6.9/10. Pode parecer pouco para quem é fã fervoroso, mas para uma comédia rasgada dos anos 90, é uma avaliação muito respeitável, mostrando que o filme furou a bolha do tempo e continua sendo descoberto por novas gerações.

Quais são as melhores curiosidades sobre a produção?

Existem alguns fatos de bastidores que tornam o filme ainda mais interessante:

  • Economia nos efeitos: O orçamento economizou uma nota em efeitos especiais porque os movimentos do Jim Carrey eram tão elásticos e exagerados que pareciam digitais, mas eram puro talento físico.

  • Dentes gigantes: Inicialmente, os dentes enormes do personagem seriam usados apenas em cenas sem fala, mas Carrey aprendeu a falar com eles na boca para tornar o personagem ainda mais caricato.

  • O terno amarelo: O figurino icônico foi baseado em um terno que a própria mãe de Jim Carrey costurou para ele usar em suas primeiras apresentações de stand-up.

Minha crítica: O filme ainda vale a pena?

Sendo bem direto: sim, vale cada minuto. O que torna O Máskara especial não é apenas o CGI (que foi revolucionário para a época), mas a mensagem de que todos nós carregamos uma faceta escondida que adoraríamos libertar de vez em quando.

O filme é uma aula de como fazer uma adaptação de quadrinhos com personalidade própria. Ele não tenta ser realista; ele abraça o absurdo. É vibrante, barulhento e extremamente divertido. Se você quer desligar o cérebro e dar risadas sinceras com um dos maiores comediantes de todos os tempos, dê o play sem medo.