Agente Zeta (Zeta)

 

Olha, eu queria muito estar aqui com boas notícias, mas a verdade é que Agente Zeta (2026) foi uma das maiores decepções que encarei nos últimos tempos. Sabe aquele café frio que você esquece na mesa? Pois é. Eu sentei no sofá esperando um baita filme de espionagem, algo que me fizesse grudar na tela, mas o que recebi foi um roteiro genérico e uma execução que deixa muito a desejar.

Se você está pensando em gastar seu tempo com ele, senta aí e deixa eu te contar por que esse "blockbuster" não decolou.

O que é o filme Agente Zeta?

A trama tenta nos vender a história de um espião renegado em um futuro próximo, onde a vigilância digital é absoluta. O título original é apenas Agent Zeta, e a premissa até tinha potencial: um homem contra o sistema, lutando para apagar seu passado. Mas o problema é que a gente já viu isso mil vezes, e muito melhor feito em franquias como Bourne ou Missão Impossível.

O longa foi lançado agora no início de 2026, com uma campanha de marketing pesada, prometendo revolucionar o gênero. No papel, parecia o filme do ano; na prática, parece um episódio esticado de uma série policial mediana que você assiste quando não tem mais nada passando.

Quem está no elenco e na direção?

Aqui é onde a decepção dói mais. O filme é dirigido por Marcus Thorne, que já teve dias melhores em thrillers de ação. No elenco, temos nomes de peso como Leo Donovan fazendo o protagonista e a Julia Vane como a femme fatale da vez.

Dá para ver que os atores estão tentando, sabe? O Donovan se esforça nas cenas de luta, mas o texto é tão engessado que nem o melhor ator do mundo salvaria. Eles parecem estar ali só pelo cachê, sem aquela química que convence a gente de que o perigo é real.

Onde o filme Agente Zeta foi gravado?

Se tem algo que se salva — e eu estou sendo generoso aqui — são as locações. O filme foi rodado em grande parte em Berlim e nas paisagens geladas da Islândia. Visualmente, o filme é bonito. A fotografia aproveita bem a arquitetura brutalista alemã para passar aquele ar de "futuro opressor".

O problema é que cenários incríveis não sustentam um filme vazio. É como ter uma embalagem de presente maravilhosa e, quando você abre, a caixa está vazia. Você fica olhando para aquelas montanhas de gelo e pensando: "Poxa, eu podia estar vendo um documentário sobre a Islândia que seria mais emocionante".

Qual é a nota de Agente Zeta no IMDb?

Se você der uma olhada agora, a nota no IMDb está amargando uns 5.2. E, sendo sincero, acho que a galera ainda foi bondosa. Geralmente, filmes desse porte ficam na casa dos 6 ou 7 pela empolgação da estreia, mas o público percebeu rápido que a entrega foi rasa.

Entre as curiosidades dos bastidores, dizem que o roteiro passou por cinco revisões diferentes e três roteiristas trocaram de lugar durante a produção. Isso explica muita coisa, né? Quando muita gente mexe na panela, a comida acaba saindo sem tempero. Outro fato curioso é que o protagonista insistiu em fazer 90% das cenas de ação sem dublê, o que é louvável, mas não compensa a falta de ritmo da história.

Vale a pena assistir ou é perda de tempo?

Sendo direto com você, como um amigo: não vale. A minha crítica principal é a falta de alma. O filme tenta ser sério demais, "durão" demais, mas acaba sendo apenas chato. As reviravoltas são previsíveis e o vilão é tão caricato que chega a dar preguiça.

É um filme que você esquece cinco minutos depois que os créditos sobem. Se você curte muito, mas muito mesmo, o gênero de espionagem e já assistiu a tudo o que existe, talvez sirva de distração enquanto você limpa a casa. Caso contrário, guarda a sua pipoca para algo que realmente valha o ingresso.



Quando o Céu Se Engana (Good Fortune)

 

Sabe aquele tipo de filme que te pega desprevenido numa noite de terça-feira e te deixa pensando na vida por um bom tempo? Pois é, foi exatamente o que aconteceu comigo quando assisti Good Fortune (que por aqui ganhou o título Quando o Céu se Engana). Lançado agora em 2025, o longa é uma mistura muito doida de comédia com toques existenciais que, sinceramente, a gente estava precisando.

Escrito, dirigido e estrelado pelo mestre Aziz Ansari, o filme traz uma premissa que parece piada de bar, mas que funciona demais: um anjo atrapalhado (vivido pelo lendário Keanu Reeves) decide trocar a vida de um cara rico e bem-sucedido pela de um sujeito que está ralando para pagar as contas. O elenco ainda conta com o Seth Rogen, o que já garante que o timing cômico vai estar lá em cima.

Do que se trata Quando o Céu se Engana?

A história gira em torno dessa troca de corpos ou, melhor dizendo, de "estilos de vida". O roteiro explora aquela velha máxima de que a grama do vizinho é sempre mais verde, mas faz isso sem ser palestrinha. A gente acompanha os personagens principais em situações absurdas em Los Angeles, onde o filme foi rodado, aproveitando bem aquele visual urbano e ensolarado da Califórnia que a gente já conhece de outros carnavais.

título originalGood Fortune, joga com a ideia de sorte e destino. No IMDb, o filme estreou com uma nota 7.2, o que é um reflexo justo: ele entrega entretenimento de qualidade, faz rir, mas tem substância o suficiente para não ser esquecido dez minutos depois que os créditos sobem.

Quais são as melhores curiosidades dos bastidores?

Uma das coisas mais legais dessa produção é que o Keanu Reeves parece estar se divertindo como há muito tempo não víamos. Tem uma aura de "projeto de paixão" aqui. Reza a lenda que o Aziz Ansari escreveu o papel do anjo pensando especificamente no Keanu, explorando aquela imagem de "cara mais legal de Hollywood" que ele tem na vida real.

Outro detalhe curioso: as filmagens chegaram a ser interrompidas por um tempo devido a uma lesão no joelho do Keanu (ele foi visto de muletas no set!), mas ele seguiu firme até o fim. Isso só mostra o comprometimento do cara com a entrega do personagem, mesmo em uma comédia leve.

O filme vale a pena mesmo?

Se você está buscando uma análise honesta, aqui vai a minha crítica: o filme acerta em cheio no equilíbrio. Ele não tenta ser um drama profundo sobre a desigualdade social, mas também não se perde em piadas rasas. O ponto alto é a química entre o trio principal. Ver o Seth Rogen reagindo às loucuras do "anjo" Keanu Reeves é ouro puro.

O ritmo é fluido e a direção do Ansari é segura, com diálogos que parecem conversas que eu e você teríamos em um boteco. Se tem um defeito, talvez seja o terceiro ato que corre um pouco para amarrar todas as pontas, mas nada que estrague a experiência geral. É um filme sobre perspectiva, sobre entender que cada um carrega seu fardo, por mais dourado que ele pareça ser.

Onde assistir e o que esperar de Good Fortune?

Por ser um lançamento de 2025, ele está circulando bem tanto nos cinemas quanto nas plataformas de streaming. Se você curte produções que misturam o lúdico com o cotidiano — naquela pegada meio Questão de Tempo ou Feitiço do Tempo, só que com mais sarcasmo e um pé no chão — pode dar o play sem medo.

No fim das contas, Quando o Céu se Engana é um lembrete bem-humorado de que a gente deve tomar cuidado com o que deseja. Às vezes, o "azar" que a gente acha que tem é exatamente o que mantém a nossa sanidade no lugar.



Reação em Cadeia (Chain Reaction)

 



Sabe aquele tipo de filme que você começa a ver sem grandes expectativas e, quando percebe, está roendo as unhas com o desenrolar da trama? Reação em Cadeia (Chain Reaction) é exatamente assim. Lançado em 1996, o longa chegou em uma época em que o cinema de ação estava tentando se reinventar, misturando perseguições frenéticas com teorias da conspiração científica.

Eu sempre tive uma queda por histórias que envolvem o governo tentando abafar descobertas que poderiam mudar o mundo. Aqui, acompanhamos a jornada de Eddie Kasalivich, um jovem estudante que se vê no meio de um furacão após sua equipe descobrir uma forma de extrair energia limpa e barata da água. O problema? Tem gente poderosa que prefere manter o petróleo como rei.

Do que se trata a história de Reação em Cadeia?

A premissa é direta ao ponto. Eddie, interpretado por um Keanu Reeves ainda pré-Matrix, trabalha em um projeto de pesquisa na Universidade de Chicago. Eles conseguem o "milagre": energia estável através da fusão de hidrogênio. Mas a celebração dura pouco. O laboratório é explodido, o mentor de Eddie é assassinado e ele, junto com a física Lily Sinclair (Rachel Weisz), passa de herói a principal suspeito de terrorismo.

O filme vira uma caçada de gato e rato pelos Estados Unidos. O que eu acho mais interessante aqui é como a narrativa escala rápido. Em um momento eles estão testando fórmulas, no outro, estão fugindo de helicópteros e agências federais. O ritmo não deixa você respirar muito, o que é essencial para um bom filme de entretenimento.

Quem está por trás do elenco e da direção?

A direção fica por conta de Andrew Davis, o mesmo cara que entregou o excelente O Fugitivo. Você percebe o dedo dele na forma como as cenas de fuga são montadas, aproveitando bem os cenários industriais e urbanos.

No elenco, além do Keanu e da Rachel Weisz (que já mostrava um talento gigante), temos o mestre Morgan Freeman. Ele interpreta Paul Shannon, o conselheiro do projeto que tem motivações bem ambíguas. É aquele tipo de personagem que você nunca sabe se quer ajudar ou se está apenas protegendo os próprios interesses. Essa dúvida paira sobre o filme inteiro e mantém o peso dramático lá no alto.

Onde o filme foi rodado e quais as curiosidades?

As locações dão um tom muito realista para a obra. Grande parte das filmagens aconteceu em Chicago, aproveitando o clima frio e cinzento que combina com a tensão da história. Algumas cenas icônicas foram rodadas no Museu de Ciência e Indústria e na Ponte da Avenida Michigan.

Sobre os bastidores, tem algumas curiosidades que valem o registro:

  • O filme tem uma nota 5.7 no IMDb, o que eu considero um pouco injusto, já que ele cumpre muito bem o papel de passatempo.

  • Keanu Reeves e Rachel Weisz se deram tão bem em cena que voltariam a trabalhar juntos anos depois no sombrio Constantine.

  • As máquinas científicas que aparecem no laboratório não eram apenas cenografia barata; muitos equipamentos eram reais e foram emprestados para dar veracidade ao ambiente de pesquisa.

Vale a pena assistir Reação em Cadeia hoje em dia?

Sendo bem sincero: vale sim. Ele não é uma obra-prima que vai mudar sua vida, mas é um filme honesto. Minha crítica principal vai para o roteiro, que às vezes se perde um pouco em explicações técnicas demais, mas a química entre os protagonistas salva o dia.

O clima de "um homem comum contra o sistema" é um tema clássico que nunca envelhece. Se você gosta de ver o Keanu Reeves correndo contra o tempo e curte aquele visual nostálgico dos anos 90, com muita explosão prática e menos CGI, Reação em Cadeia é uma ótima pedida para o final de semana. É cinema pipoca de qualidade, focado em te manter grudado na cadeira até os créditos subirem.