Faça a Coisa Certa (Do the Right Thing)

 

Olha, se tem um filme que continua atual mesmo décadas depois de passar no cinema, esse filme é Do the Right Thing (o nosso famoso Faça a Coisa Certa). Assisti de novo esses dias e a sensação é a mesma: o Spike Lee não estava brincando em serviço quando colocou essa história na rua em 1989.

O filme é um soco no estômago, mas com uma estética tão vibrante que você fica hipnotizado pela tela. Vou te contar por que essa obra ainda é o que chamamos de "item obrigatório" na lista de qualquer cinéfilo.

O calor escaldante do Brooklyn em 1989

A história toda se passa no dia mais quente do ano em Bedford-Stuyvesant, no Brooklyn. O título originalDo the Right Thing, já entrega o dilema ético que permeia cada cena. O diretor Spike Lee, que também protagoniza o longa como Mookie, consegue transformar uma pizzaria de bairro no centro de um conflito racial que explode de forma inevitável.

Com uma nota 8.0 no IMDb, o filme não é só barulho; é execução técnica de primeira. A fotografia usa tons de vermelho e amarelo para você quase sentir o suor dos personagens saindo da TV. É cinema visceral, direto ao ponto, sem as firulas sentimentais que a gente vê em muito drama por aí.

Um elenco que carrega o peso da narrativa

Um dos pontos fortes aqui é o elenco. Além do próprio Spike Lee, temos nomes que entregam atuações brutas e reais:

  • Danny Aiello (como Sal, o dono da pizzaria)

  • Giancarlo Esposito (muito antes de Breaking Bad, já brilhando como Buggin' Out)

  • Bill Nunn (o icônico Radio Raheem)

  • John Turturro (sempre impecável)

  • Samuel L. Jackson (como o DJ Mister Señor Love Daddy)

A dinâmica entre eles é o que faz o filme funcionar. Não tem "bonzinho" ou "vilão" de desenho animado; são apenas pessoas tentando sobreviver ao calor e às tensões de convivência em um espaço que parece ficar menor a cada hora que passa.

Trilha sonora e o impacto visual das locações

Se você falar de Faça a Coisa Certa, a primeira coisa que vem à cabeça é o som. A trilha sonora é dominada pelo hino "Fight the Power", do Public Enemy. A música não é apenas um fundo; ela é um personagem que dita o ritmo da revolta e da resistência.

Sobre as locações de filmagem, o Spike Lee escolheu a Stuyvesant Avenue, entre a Quincy Street e a Lexington Avenue. Ele basicamente "tomou conta" da rua para filmar, criando aquele microcosmo perfeito. É uma aula de como usar o ambiente para contar uma história sem precisar de efeitos especiais caros.

Curiosidades e o legado nas premiações

Mesmo sendo um filme que incomodou muita gente na época (e ainda incomoda), ele não passou batido pelas premiações. Foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original e Melhor Ator Coadjuvante (Danny Aiello), além de ter concorrido à Palma de Ouro em Cannes.

Aqui vão algumas curiosidades rápidas para você soltar na próxima conversa sobre cinema:

  1. Estreia de peso: Foi o primeiro filme da carreira de Rosie Perez e Martin Lawrence.

  2. Produção rápida: As filmagens duraram apenas cerca de 40 dias.

  3. Base real: O roteiro foi inspirado em incidentes reais de violência racial ocorridos em Nova York nos anos 80.

No fim das contas, o filme não te dá respostas prontas. Ele te joga a pergunta: o que é "fazer a coisa certa"? Se você ainda não viu, reserve duas horas do seu dia. É o tipo de conteúdo que te faz pensar muito depois que os créditos sobem.



Vingadores: Ultimato (Avengers: Endgame)

 

Falar de Vingadores: Ultimato é mexer com a memória emocional de quem acompanhou mais de uma década de cinema. Eu lembro exatamente da sensação de entrar na sala escura em 2019; parecia que estávamos indo para uma final de campeonato. Depois do soco no estômago que foi o estalo do Thanos em Guerra Infinita, a gente precisava de um fechamento, e a Marvel entregou o evento cinematográfico de uma geração.

O filme não é apenas uma sequência, é a conclusão da "Saga do Infinito". Ele pega tudo o que aprendemos a amar sobre o Homem de Ferro, Capitão América e os outros membros originais e coloca em xeque. É uma jornada sobre perda, mas, acima de tudo, sobre o que significa fazer "o que for preciso" para consertar as coisas.

Qual é a ficha técnica de Vingadores: Ultimato?

Lançado originalmente em 2019, o filme ostenta o título de uma das maiores bilheterias da história. No IMDb, a recepção foi gigante, mantendo uma nota de 8.4, o que é um feito absurdo para um filme de herói com tanto tempo de tela.

O título original é Avengers: Endgame, e a direção ficou por conta dos irmãos Anthony e Joe Russo, que já tinham provado que sabiam lidar com elencos gigantescos. Falando em elenco, temos o ápice da reunião de estrelas de Hollywood:

  • Robert Downey Jr. como Tony Stark (Homem de Ferro)

  • Chris Evans como Steve Rogers (Capitão América)

  • Mark Ruffalo como Bruce Banner (Hulk)

  • Chris Hemsworth como Thor

  • Scarlett Johansson como Natasha Romanoff (Viúva Negra)

  • Jeremy Renner como Clint Barton (Gavião Arqueiro)

  • Brie Larson como Carol Danvers (Capitã Marvel)

  • Paul Rudd como (Homem-Formiga)

  • Don Cheadle como (Máquina de Guerra)

  • Elisabeth Olsen como (Wanda Maximoff)

  • Tom Holland como (Homem-Aranha)

  • Josh Brolin como (Thanos)

  • Chadwick Boseman como (Pantera Negra)

  • Chris Pratt como (Senhor das Estrelas)

  • Robert Redford como (Alexandre Pierce)

  • Gwyneth Paldrow como (Pepper Potts)

  • Samuel L. Jackson como (Nick Fury)

  • Benedict Cumberbatch como (Doutor Estranho)

As locações variaram muito devido aos cenários digitais, mas grande parte das filmagens aconteceu nos Pinewood Atlanta Studios, na Geórgia, além de cenas icônicas rodadas no centro de Atlanta e em Durham, na Inglaterra (usada como base para a Nova Asgard).

Quais são as maiores curiosidades dos bastidores?

Uma das coisas que eu mais curto saber é o nível de segredo que envolveram a produção. O roteiro era tão protegido que o Tom Holland (Homem Aranha), conhecido por soltar spoilers, nem recebeu o script completo. Ele gravava as cenas sem saber exatamente contra quem estava lutando!

Outro ponto animal é o sacrifício físico e tecnológico. O "Thor Gordo" não foi CGI; o Chris Hemsworth usou uma prótese de silicone que pesava quase 30 kg para passar aquela imagem de um herói que tinha desistido de tudo. E aquela cena final, o "Avante, Vingadores"? Foi gravada com praticamente todos os atores no mesmo set, algo quase impossível de coordenar hoje em dia.

Como o filme se sustenta como uma obra cinematográfica?

Se a gente olhar com calma, Ultimato é dividido em três atos muito distintos que funcionam como um relógio. O primeiro é um drama sobre o luto; o segundo é uma carta de amor à história da Marvel com o "Assalto no Tempo"; e o terceiro é a maior batalha já vista no cinema de heróis.

O que eu acho mais foda aqui é como eles deram um final digno para o Tony Stark e para o Steve Rogers. É difícil agradar todo mundo, mas o arco do playboy que aprende o sacrifício e do soldado que finalmente consegue a sua dança foi o fechamento perfeito. O filme consegue ser grandioso sem esquecer que o que a gente gosta mesmo é da interação entre os personagens.

Por que Ultimato ainda é o ápice do gênero?

Muita gente pergunta se a Marvel perdeu a mão depois disso. A real é que Vingadores: Ultimato foi o cume de uma montanha russa que demorou 11 anos para ser construída. É um filme que recompensa o fã fiel. Cada frase, como o "Eu sou o Homem de Ferro", ressoa porque a gente viu aquele cara começar do zero em uma caverna.

Para quem gosta de cinema como entretenimento puro, é uma obra obrigatória. Ele tem o equilíbrio certo entre o humor (o Professor Hulk é hilário), a ação desenfreada e aqueles momentos de arrepiar os pelos do braço. É o tipo de filme que, sempre que passa na TV, eu acabo parando para assistir os últimos 40 minutos de novo.