Bom Menino (Good Boy)

 



Sabe aquela velha frase que diz que o cão é o melhor amigo do homem? Pois é, o filme Bom Menino (ou Good Boy, no original) leva esse conceito para um nível completamente diferente, misturando a lealdade canina com um suspense sobrenatural que me deixou grudado na tela. Não é apenas mais um filme de bicho, é uma história sobre proteção e instinto levados ao limite.

A trama começa de um jeito que muitos de nós sonhamos: um sujeito decidido a deixar o caos da cidade para trás e se mudar para uma casa de campo isolada, buscando paz. Ele leva junto seu cão fiel, mas o que era para ser um recomeço tranquilo vira um pesadelo quando o animal começa a perceber que eles não estão sozinhos naquela propriedade. Há algo nas sombras, e só o cachorro consegue ver.

O que sabemos sobre a produção de Bom Menino?

O filme foi lançado agora em 2025, trazendo uma proposta de terror psicológico e sobrenatural sob uma perspectiva bem interessante. O título original é Good Boy e a direção ficou por conta de Ben Leonberg, que conseguiu criar uma atmosfera de isolamento muito eficiente. No IMDb, o filme ainda está ganhando corpo com o público, mas as primeiras notas giram em torno de 6.2, o que é um número sólido para o gênero de suspense independente.

No elenco, temos atuações bem honestas que ajudam a vender a história:

  • Shane Jensen (como o tutor que busca sossego)

  • Ariele Friedman

  • Indy (o verdadeiro astro da obra, o cão que rouba a cena)

As filmagens aconteceram em locações rurais reais, o que dá um ar de autenticidade para aquela casa de campo que parece saída de um livro de mistério.

Quais são as maiores curiosidades dos bastidores de Good Boy?

Uma das coisas mais legais que descobri sobre a produção é que o cão Indy passou por um treinamento específico para conseguir "atuar" reagindo ao nada, simulando a percepção das entidades sobrenaturais. É muito difícil fazer um animal parecer genuinamente aterrorizado ou protetor sem cair no clichê, e o diretor Ben Leonberg acertou em cheio nisso.

Outro ponto interessante é que o filme evita o uso excessivo de computação gráfica (CGI) para as assombrações. Eles optaram por efeitos práticos e jogos de luz e sombra, o que, para mim, funciona muito melhor para criar tensão. Aquela sensação de "tem algo ali, mas não consigo ver direito" é o que move o filme.

Qual é a minha crítica sobre o filme?

Sendo bem direto com você: o filme me surpreendeu. Eu esperava um terror genérico, mas recebi uma história de conexão muito forte. O viés aqui é bem focado na responsabilidade de proteção. Como homens, a gente se identifica com essa vontade de cuidar do que é nosso, do nosso espaço e da nossa família, e ver isso espelhado no comportamento do cão é emocionante de um jeito bem "pé no chão".

A narrativa flui bem, embora o início seja um pouco mais lento para estabelecer o clima da casa. A transição do drama rural para o sobrenatural é feita com cuidado. Se você gosta de filmes que exploram o desconhecido e dão um papel heroico aos animais sem parecer um filme infantil, esse aqui é uma ótima pedida.

Como o filme aborda o medo do desconhecido?

O grande trunfo de Bom Menino é usar o silêncio da casa de campo para construir o medo. As forças sobrenaturais não atacam de cara; elas testam os limites da percepção do animal e do dono. O cão corajoso se torna o único escudo entre o tutor e o que quer que esteja escondido nas trevas.

É um filme que faz você olhar para o seu próprio bicho de estimação depois que os créditos sobem e pensar: "será que ele também está vendo algo que eu não vejo?". Se você está procurando um suspense robusto, com uma narrativa fluída e uma abordagem autêntica, vale a pena conferir o trabalho de Leonberg.



Contatos Imediatos do Terceiro Grau (Close Encounters of the Third Kind)

 

Sabe aquele tipo de filme que parece que foi feito para ser assistido numa tela gigante, com o som no talo e uma lanterna do lado caso as luzes da casa apaguem? Contatos Imediatos do Terceiro Grau (Close Encounters of the Third Kind) é exatamente essa experiência. Lançado em 1977, o filme é uma aula de como criar suspense sem precisar de monstros pulando na tela a cada cinco minutos.

Com uma nota 7.6 no IMDb, a obra é um pilar da ficção científica. O longa foi escrito e dirigido por ninguém menos que Steven Spielberg, que aqui já mostrava que era o mestre em transformar o cotidiano em algo extraordinário. No elenco, temos Richard Dreyfuss, François Truffaut e Teri Garr entregando performances que trazem um peso humano para uma história que, nas mãos de qualquer outro, poderia ter virado só um "filme de disco voador".

Como surgiu a ideia para esse clássico?

Tudo começou com a obsessão do Spielberg pelo desconhecido. Ele não queria contar uma história de invasão alienígena onde o mundo explode; ele queria mostrar o impacto psicológico de um contato real. O filme foca em Roy Neary (Richard Dreyfuss), um eletricista comum que tem um encontro com um OVNI e fica obcecado por uma imagem mental de uma montanha.

As locações foram fundamentais para criar essa atmosfera. A mais icônica, com certeza, é a Devils Tower no Wyoming. Aquele monumento natural se tornou quase um personagem do filme. Spielberg rodou boa parte das cenas internas em hangares de aviões gigantescos no Alabama para conseguir controlar a iluminação, que é o coração da narrativa.

Quem faz parte do elenco de Contatos Imediatos?

O Richard Dreyfuss está excelente como o cara que está perdendo a cabeça (e a família) por causa de algo que ele não consegue explicar. Mas a grande sacada do Spielberg foi escalar o diretor francês François Truffaut para o papel de Claude Lacombe. Ter um dos gênios da Nouvelle Vague francesa interpretando um cientista que busca a comunicação através da música e da luz trouxe uma elegância absurda para o projeto.

Além deles, o elenco conta com Melinda Dillon e o pequeno Cary Guffey. Diz a lenda que o Spielberg conseguia as reações naturais da criança fazendo truques de mágica ou aparecendo fantasiado de gorila atrás das câmeras. O resultado é uma atuação infantil que parece 100% real, sem aquela afetação de ator mirim de comercial.

Quais são as curiosidades mais interessantes dos bastidores?

Muita gente não sabe, mas o título vem de uma classificação real criada pelo astrônomo e ufólogo J. Allen Hynek. O "terceiro grau" é justamente o contato físico ou a observação de seres vivos. O próprio Hynek faz uma participação especial (um cameo) na cena final do filme, misturado entre os cientistas.

Outra curiosidade animal é sobre a icônica sequência musical de cinco notas. O compositor John Williams testou centenas de combinações antes de chegar naquela melodia simples que todo mundo reconhece hoje. A ideia era criar algo que soasse como uma saudação, não como uma música complexa. E funcionou: até hoje, se você tocar aquelas cinco notas, qualquer fã de cinema sabe do que se trata.

O filme ainda vale a pena depois de tanto tempo?

Sendo bem direto: vale cada segundo. A crítica da obra passa muito pela forma como ela envelheceu bem. Os efeitos visuais, comandados pelo mestre Douglas Trumbull (o mesmo de 2001: Uma Odisseia no Espaço), ainda impressionam mais do que muito CGI moderno porque têm textura e profundidade.

O que eu mais curto nesse filme é a abordagem. Ele não é sobre guerra; é sobre comunicação e a nossa curiosidade nata pelo que está lá fora. Spielberg trata os alienígenas não como ameaças, mas como exploradores, assim como nós. É um filme contemplativo, técnico e, acima de tudo, muito bem executado. Se você quer entender por que o Spielberg é o que é hoje, precisa assistir a esse clássico.



O Quarto do Pânico (Panic Room)

 

Cara, se tem um filme que me deixa grudado na cadeira até hoje, mesmo sabendo cada reviravolta, é O Quarto do Pânico. Lembro direitinho da primeira vez que assisti: aquela sensação de claustrofobia misturada com uma vontade louca de conferir se todas as portas da minha casa estavam trancadas. É o tipo de suspense que não precisa de monstros ou explosões gigantescas para te deixar tenso; ele mexe com o nosso medo mais básico de ter a nossa casa invadida.

Lançado lá em 2002, o filme carrega toda a estética crua e milimétrica do início dos anos 2000. No IMDb, ele mantém uma nota sólida de 6.8, o que eu acho até injusto, porque tecnicamente ele é uma aula de cinema. O título original é Panic Room, e a premissa é aquela eficiência direta: uma mãe e uma filha se mudam para uma mansão em Nova York e, logo na primeira noite, precisam se esconder em um quarto ultrafortificado enquanto três bandidos tentam entrar.

Quem está por trás dessa tensão toda?

Para entender por que esse filme funciona tão bem, a gente precisa falar do "dono do time": o diretor David Fincher. O cara é conhecido por ser perfeccionista ao extremo (tipo repetir a mesma cena 100 vezes), e você sente isso em cada movimento de câmera que atravessa paredes e fechaduras.

O elenco também é pesado. Temos Jodie Foster como a mãe leoa, Meg Altman, e uma Kristen Stewart bem novinha (antes da saga Crepúsculo) interpretando a filha. Do lado dos invasores, o nível continua alto com Forest WhitakerJared Leto (com um visual bem questionável de trancinhas) e o intimidador Dwight Yoakam.

Onde o filme foi gravado e como é o cenário?

A história se passa quase inteira dentro de uma casa na Upper West Side, em Manhattan. Mas, na real, a produção construiu um cenário gigantesco em estúdio. A "locação" é, na verdade, uma personagem à parte. Aquela casa de quatro andares foi projetada para que a câmera de Fincher pudesse "voar" pelos cômodos, criando uma fluidez que faz você sentir que conhece cada canto daquele lugar.

O tal quarto do pânico é um bunker de concreto e aço, cheio de monitores, que deveria ser o lugar mais seguro do mundo, mas acaba se tornando uma armadilha quando as coisas começam a dar errado.

Quais são as melhores curiosidades sobre a produção?

Sempre curto saber o que rolou nos bastidores, e esse filme tem umas histórias boas:

  • Troca de protagonista: Originalmente, o papel da Meg era da Nicole Kidman. Ela chegou a gravar por algumas semanas, mas teve que sair por causa de uma lesão no joelho que sofreu em Moulin Rouge!. Nicole ainda aparece no filme, mas apenas como a voz da namorada do ex-marido da Meg ao telefone.

  • Crescimento acelerado: As filmagens demoraram tanto que a Kristen Stewart cresceu vários centímetros durante o processo. Se você reparar bem, ela parece mais alta em algumas cenas do final do que no início.

  • Câmeras inovadoras: O filme foi um dos pioneiros no uso de pré-visualização digital pesada, para que o diretor soubesse exatamente como a câmera passaria por dentro das paredes e dos objetos.

O filme ainda vale a pena hoje em dia?

Sendo bem sincero: O Quarto do Pânico envelheceu como um bom vinho. Enquanto muitos suspenses daquela época hoje parecem datados, a direção de arte e o ritmo de Fincher continuam impecáveis.

A minha crítica principal é sobre como o roteiro constrói a dinâmica entre os vilões. O personagem do Forest Whitaker não é o bandido genérico; ele tem camadas, tem um código de ética distorcido, o que torna o jogo de gato e rato muito mais interessante. É um filme sobre sobrevivência, inteligência e, acima de tudo, sobre o instinto de proteção. Se você quer um filme para assistir em uma noite de chuva e ficar com o coração acelerado, esse aqui é a escolha certa.