Desejo de Matar 4: Operação Crack

 

Se você curte um bom filme de ação das antigas, com aquela pegada de justiça feita com as próprias mãos, senta aí que hoje o papo é sobre um clássico do "brucutu" consciente. Vamos falar de Desejo de Matar 4: Operação Crack (Death Wish 4: The Crackdown), um filme que traz o lendário Charles Bronson de volta ao papel que definiu sua carreira.

Lançado em 1987, esse longa é um mergulho profundo na estética dos anos 80: neon, vilões caricatos e muita pólvora. No IMDb, ele sustenta uma nota 5.4, o que, para os íntimos do gênero, não diz muito sobre a diversão que ele entrega. É aquele tipo de obra que a gente assiste sabendo exatamente o que vai encontrar.

Qual é a história por trás de Desejo de Matar 4?

Desta vez, Paul Kersey (Bronson) tenta levar uma vida sossegada em Los Angeles como arquiteto. Ele está namorando uma jornalista e parece ter deixado o passado de vigilante para trás. Tudo muda quando a filha da sua namorada morre de overdose.

Diferente dos filmes anteriores, onde ele saía apenas caçando bandidos de rua, aqui ele é contratado por um bilionário misterioso para desmantelar dois cartéis de drogas rivais. O diretor J. Lee Thompson (que já tinha trabalhado com Bronson em outras ocasiões) conduz a trama de um jeito que Kersey vira quase um estrategista, colocando um grupo contra o outro. No elenco, além de Bronson, temos Kay Lenz e John P. Ryan.

Onde o filme foi gravado e qual a atmosfera da obra?

locação principal foi a cidade de Los Angeles. Diferente do clima sujo e claustrofóbico de Nova York dos primeiros filmes, aqui temos as ruas largas da Califórnia, mansões e armazéns industriais.

A atmosfera é pura década de 80. A narrativa é fluída porque não tenta ser um drama existencial; o foco é a missão. Kersey usa de tudo: de rifles de precisão a bombas caseiras escondidas em caixas de vinho. É o tipo de filme que você assiste com um café do lado, apreciando a eficiência de um protagonista que não perde tempo com diálogos desnecessários.

Quais são as principais curiosidades de Desejo de Matar 4?

Uma coisa que muita gente não sabe é que este foi o primeiro filme da franquia que não foi produzido pela Paramount Pictures, mas sim pela famosa Cannon Films, a casa dos filmes de ação "B" daquela época. Isso explica o aumento na escala das explosões e a abordagem um pouco mais exagerada.

Outro ponto interessante: Charles Bronson já estava na casa dos 65 anos durante as filmagens. Mesmo assim, o cara mantinha uma presença de tela impressionante. Ele não precisava correr uma maratona; um olhar semicerrado e o dedo no gatilho já resolviam qualquer cena. Além disso, o filme apresenta algumas das mortes mais criativas da saga, mantendo o nível de entretenimento lá no alto para quem gosta de ação direta.

Vale a pena assistir ao filme hoje em dia?

Sendo bem direto na minha crítica: vale sim, mas com a mentalidade certa. Se você busca uma obra-prima do cinema com roteiro complexo, vai se decepcionar. Mas, se você quer ver um ícone do cinema de ação fazendo o que faz de melhor, é um prato cheio.

O filme tem um ritmo honesto. Ele entrega o que promete: vingança, tiroteios e um senso de justiça muito particular. O viés é prático. Kersey é um homem de poucas palavras que resolve problemas que o sistema não consegue resolver. É um exemplar clássico de uma era onde o herói era um homem comum levado ao limite, e Bronson faz isso como ninguém.



Mick & Nick e Nick & Alice

 

Fala, pessoal! Se você é como eu e não dispensa um filme de ação "deixa a vida me levar" para relaxar depois de um dia cheio, senta aí que a gente precisa trocar uma ideia sobre o mais novo lançamento do Disney Plus.

Eu estava navegando pelo catálogo ontem à noite e me deparei com Mike & Nick & Nick & Alice. O título já entrega que a confusão é em dose dupla (ou tripla, sei lá), e como a curiosidade falou mais alto, dei o play. O que eu encontrei foi uma mistura bem doida de filme de gângster com ficção científica que, olha... é uma experiência, no mínimo, curiosa.

O que esperar da ficha técnica de Mike & Nick & Nick & Alice?

Para começar, vamos situar a galera. O filme, que mantém o título original de Mike & Nick & Nick & Alice, chegou ao streaming agora em 2026. A direção e o roteiro são assinados por BenDavid Grabinski, um cara que claramente não tem medo de acelerar o passo e deixar a lógica um pouco de lado em nome da diversão.

No IMDb, a nota está batendo os 5.8. Se você é exigente e só assiste clássicos premiados, talvez esse número te assuste. Mas, sendo sincero? Para um filme de "terça-feira à noite", é uma nota honesta. O elenco é o grande chamariz aqui:

  • James Marsden vive o Mike, o criminoso que se mete em furada por amor.

  • Vince Vaughn está em sua melhor forma como Nick (e sim, ele aparece dobrado!).

  • Eiza González interpreta a Alice, o pivô de toda a bagunça.

  • Keith David dá as caras como o chefão Sosa, trazendo aquele peso de vilão das antigas.

A produção foi rodada em locações urbanas nos Estados Unidos, e o uso das luzes neon e becos escuros ajuda muito a criar aquele clima de submundo do crime, só que com uma pegada bem vibrante e "pop".

Quais são as maiores curiosidades dessa produção?

O que me ganhou — e talvez te ganhe também — são as bizarrices escondidas no roteiro. O filme tenta ser "descolado" o tempo todo. Em um momento os caras estão trocando tiros e, no segundo seguinte, começam um debate profundo sobre a série Gilmore Girls. É o tipo de humor aleatório que te pega de surpresa.

Outro ponto alto é o dispositivo de viagem no tempo. Se você espera algo complexo como Interestelar ou Dark, esquece. Aqui, a ciência é só um acessório de roteiro para colocar dois Vince Vaughns na tela e multiplicar a pancadaria. É puro suco de entretenimento sem compromisso.

Ah, e fiquem de olho no Keith David. O cara tem uma voz tão imponente que, mesmo quando o filme flerta com o rídiculo, ele consegue manter a pose de vilão ameaçador. O contraste entre a seriedade dele e as piadinhas do James Marsden é um dos pontos altos da dinâmica do elenco.

Qual é a minha crítica sobre o resultado final?

Sendo bem direto com vocês: o filme é um espetáculo de excessos. Ele é rápido, barulhento e visualmente bem acabado, mas falta um pouco de "sustância". O roteiro de Grabinski foca tanto no ritmo que acaba atropelando o desenvolvimento dos personagens. A gente se diverte com o Mike e o Nick, mas não espere chorar ou se emocionar com o destino deles.

A parte da ficção científica é, honestamente, o ponto mais fraco. O objeto de viagem no tempo entra na história meio que "porque sim" e sai sem grandes explicações. É uma ferramenta para gerar caos, e só. Se você começar a pensar muito na lógica temporal da coisa, vai acabar com dor de cabeça. Os personagens são um pouco caricatos, mas como a proposta é ser uma sátira de gângster, dá para dar um desconto.

Vale a pena assistir a essa sátira de gângster no Disney Plus?

No fim das contas, a pergunta que fica é: vale o seu tempo? Se você quer desligar o cérebro, ver o circo pegar fogo e dar umas risadas com o carisma inegável do Vince Vaughn, a resposta é sim. É aquele filme "oco": legal enquanto dura, ótimo para acompanhar uma pizza, mas que você provavelmente vai esquecer daqui a uma semana.

A narrativa quebra bastante e deixa algumas pontas soltas, mas se você não levar a sério — assim como o próprio filme não se leva — vai acabar tendo uma experiência bem divertida. Às vezes, tudo o que a gente precisa é de um show de mentirinhas bem feito para fechar o dia, e nisso Mike & Nick & Nick & Alice entrega o que promete.