Beijos Que Matam (Kiss the Girls)

 

Beijos que Matam é um daqueles suspenses policiais que não tentam reinventar a roda, mas entregam exatamente o que o gênero pede: tensão, uma investigação séria e um vilão que realmente incomoda. O filme é baseado no livro de James Patterson e coloca o detetive Alex Cross no centro de um jogo de gato e rato bem perigoso.

O enredo e a caçada ao Casanova

A história começa pra valer quando a sobrinha de Alex Cross desaparece. Ele viaja até a Carolina do Norte e descobre que ela não é a única vítima; um psicopata que se autodenomina "Casanova" está sequestrando mulheres jovens e mantendo-as em um esconderijo no meio da floresta.

O diferencial aqui é que o vilão não quer apenas matar. Ele quer dominar e colecionar essas mulheres. A trama ganha corpo quando uma das vítimas, a médica Kate McTiernan, consegue escapar e se junta a Cross para tentar localizar o cativeiro. A narrativa é direta, focada na investigação e no cerco fechado que eles tentam montar em torno do sequestrador.

Ficha Técnica e Dados de Produção

Para quem gosta de organizar a biblioteca ou saber os detalhes técnicos antes de dar o play, aqui estão as informações principais:

  • Título Original: Kiss the Girls

  • Data de Lançamento: 3 de outubro de 1997

  • Diretor: Gary Fleder

  • Elenco Principal: Morgan Freeman, Ashley Judd, Cary Elwes e Tony Goldwyn

  • Nota IMDb: 6.6/10

  • Premiações: Ashley Judd recebeu uma indicação ao Satellite Award como Melhor Atriz Coadjuvante.

  • Trilha Sonora: Composta por Mark Isham, focada em tons sombrios que ajudam a manter o clima de mistério.

  • Locações de Filmagem: Grande parte foi rodada na Carolina do Norte (Durham e Chapel Hill) e na Califórnia.

A atuação de Morgan Freeman e o clima do filme

Não tem como errar com Morgan Freeman no papel de um detetive brilhante. Ele traz uma sobriedade para o Alex Cross que equilibra bem com a energia mais física e desesperada da personagem de Ashley Judd. O filme foge de excessos emocionais ou dramas familiares desnecessários, focando no processo investigativo e na inteligência necessária para bater de frente com um criminoso meticuloso.

O ritmo é fluido. Você não sente o tempo passar porque o roteiro sabe distribuir as pistas e os momentos de confronto. É um filme que sobreviveu bem ao tempo, mantendo aquele visual característico dos thrillers policiais dos anos 90, que priorizavam a atmosfera em vez de efeitos visuais mirabolantes.

Curiosidades que cercam a produção

Mesmo sendo um filme focado no suspense, os bastidores trazem alguns pontos interessantes para quem acompanha cinema de perto:

  1. Sequência: Este foi o primeiro filme a apresentar Alex Cross no cinema. Anos depois, Freeman voltou ao papel em Na Teia da Aranha (2001).

  2. Adaptação: Embora seja o primeiro filme, o livro Beijos que Matam é, na verdade, o segundo volume da série escrita por James Patterson.

  3. Realismo: A preparação de Ashley Judd envolveu treinamento físico para que ela pudesse realizar as cenas de fuga com mais naturalidade.

  4. Bilheteria: O filme foi um sucesso comercial considerável, o que ajudou a solidificar o gênero de "thriller psicológico" na época.

O filme entrega uma experiência sólida para quem busca um bom mistério sem muitas voltas. Vale a pena assistir pela dinâmica entre a dupla principal e pela construção da tensão.



Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões (Robin Hood: Prince of Thieves)

 

Assisti a Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões outro dia e me dei conta de como esse filme ainda segura a onda, mesmo décadas depois. Se você cresceu nos anos 90, provavelmente tem uma memória afetiva com essa versão, ou pelo menos com a música tema que tocava em todo lugar.

Vou mandar a real sobre o que faz esse filme ser um clássico do cinema de aventura, sem enrolação e sem aquele papo de crítico de cinema entediante.

O básico sobre Robin Hood: Prince of Thieves

Lançado em 1991, o filme traz Kevin Costner no auge da carreira, logo após o sucesso de Dança com Lobos. O título original é Robin Hood: Prince of Thieves e a direção ficou nas mãos de Kevin Reynolds.

A história a gente já conhece: o nobre que volta das Cruzadas, encontra sua terra devastada pelo Xerife de Nottingham e decide lutar contra o sistema. O elenco é pesado, com Morgan Freeman (Azeem), Mary Elizabeth Mastrantonio (Marian), Christian Slater (Will Scarlett) e o mestre Alan Rickman, que entrega um dos vilões mais icônicos daquela década.

No IMDb, o filme mantém uma nota sólida de 6.9/10, o que é bem justo para um blockbuster de aventura que não tenta ser mais profundo do que precisa.

Trilha sonora e o domínio das paradas de sucesso

Não dá para falar desse filme sem citar a música. A trilha sonora, composta por Michael Kamen, é grandiosa, mas foi a canção tema que roubou a cena.

  • (Everything I Do) I Do It for You, do Bryan Adams, ficou semanas no topo das paradas mundiais.

  • O filme recebeu uma indicação ao Oscar justamente por Melhor Canção Original.

  • Levou o BAFTA de Melhor Ator Coadjuvante para Alan Rickman, que basicamente carregou o antagonismo do filme nas costas com um humor ácido sensacional.

Onde a magia aconteceu: Locações e curiosidades

Muita gente acha que tudo foi filmado em estúdio, mas a produção usou cenários reais bem interessantes na Inglaterra e na França.

As cenas da floresta de Sherwood foram gravadas em lugares como Burnham Beeches e a famosa Sycamore Gap (aquela árvore isolada que virou ponto turístico e, infelizmente, foi derrubada recentemente). Já as cenas de castelo usaram a imponência de lugares como o Carcassonne, na França.

Algumas curiosidades rápidas:

  • Sean Connery faz uma participação rápida no final do filme. Ele recebeu 250 mil dólares por dois dias de trabalho e doou tudo para caridade.

  • Alan Rickman recusou o papel de Xerife várias vezes até que lhe dessem liberdade total para improvisar e alterar suas falas. O resultado foi aquela performance única.

  • Kevin Costner foi criticado na época por não usar um sotaque britânico, mantendo seu sotaque americano padrão, mas isso não impediu o filme de ser a segunda maior bilheteria de 1991.

Por que vale a pena rever hoje?

Mesmo com os efeitos práticos da época e aquele visual "sujo" medieval, o filme tem um ritmo que muitos blockbusters de hoje perderam. Ele foca na jornada do herói e na construção da equipe de foras-da-lei de um jeito muito fluido.

É um filme de ação raiz, com arco e flecha, lutas de espada e uma pitada de misticismo que funciona bem. Se você quer desligar o cérebro e aproveitar uma boa história de "roubar dos ricos para dar aos pobres", essa versão de 91 ainda é a minha favorita.