Parasita (기생충)

 

Se você ainda não parou para assistir Parasita, sinto dizer que está perdendo uma das experiências mais viscerais do cinema recente. O filme não é só um suspense; é um soco no estômago que te faz questionar quem é o verdadeiro "parasita" na nossa sociedade.

Abaixo, preparei um guia completo sobre essa obra-prima sul-coreana, sem entregar as reviravoltas que fazem o filme ser o que é.

O que torna Parasita um fenômeno mundial?

Lançado em 2019, o filme dirigido por Bong Joon-ho (o mesmo de Expresso do Amanhã) quebrou barreiras que pareciam intransponíveis para o cinema estrangeiro. O título original é Gisaengchung e a trama foca na família Kim, que vive em um semiporão apertado, sobrevivendo de bicos e muita esperteza.

A história engata de vez quando o filho, Ki-woo, consegue um emprego como tutor de inglês para a filha de uma família riquíssima, os Park. A partir daí, o que vemos é uma infiltração social executada com uma precisão cirúrgica. O contraste entre o luxo dos Park e a escassez dos Kim é o motor que move toda a tensão do filme.

Direção, elenco e a nota no IMDB

O trabalho de Bong Joon-ho é milimétrico. Ele transita entre a comédia ácida e o suspense de roer as unhas sem perder o ritmo. No elenco, temos nomes de peso do cinema coreano:

  • Song Kang-ho (o pai, Ki-taek)

  • Lee Sun-kyun (Sr. Park)

  • Cho Yeo-jeong (Sra. Park)

  • Choi Woo-shik (Ki-woo)

  • Park So-dam (Ki-jung)

O reconhecimento do público é evidente. No IMDB, o filme mantém uma nota sólida de 8.5/10, figurando na lista dos melhores filmes de todos os tempos da plataforma.

Premiações e o marco histórico no Oscar

Não dá para falar de Parasita sem mencionar a noite em que ele fez história. Ele foi o primeiro filme de língua não inglesa a vencer o Oscar de Melhor Filme. Além dessa estatueta, levou também:

  1. Melhor Diretor;

  2. Melhor Roteiro Original;

  3. Melhor Filme Internacional.

Antes disso, já tinha levado a Palma de Ouro em Cannes, provando que agradava tanto a crítica refinada quanto o grande público.

Trilha sonora e as locações de tirar o fôlego

A música de Jung Jae-il é fundamental para criar aquele clima de desconforto crescente. Ela não tenta te assustar, mas te deixa em um estado de alerta constante.

Quanto às locações, a casa dos Park é praticamente um personagem à parte. Muita gente acha que ela existe de verdade, mas a mansão foi construída do zero em sets de filmagem para que cada ângulo de câmera fosse perfeito. Já as cenas do bairro pobre foram filmadas em locações reais e sets que reproduzem áreas de Seul, trazendo uma autenticidade brutal para a tela.

Curiosidades que você precisa saber

Para fechar, separei alguns pontos que mostram a atenção aos detalhes do diretor:

  • A "música" da Jessica: O jingle que a personagem Ki-jung canta antes de entrar na casa é baseado em uma música infantil coreana usada para decorar informações.

  • O uso da luz: Repare como a luz solar é usada para diferenciar as classes sociais. Os ricos têm janelas enormes e sol; os pobres lutam por um fresta de claridade.

  • Significado do título: O termo "parasita" é ambíguo. Conforme o filme avança, você percebe que a dependência mútua entre as classes torna difícil apontar o dedo para apenas um lado.

Se você gosta de cinema que te faz pensar por dias após os créditos subirem, Parasita é obrigatório. É direto, sem enrolação e visualmente impecável.



Lado a Lado (Stepmom)

 

O filme Lado a Lado (Stepmom) é aquele tipo de drama que sobrevive ao tempo sem precisar de efeitos especiais ou reviravoltas mirabolantes. Ele foca no que é real: o conflito entre uma mãe que não quer ser substituída e uma madrasta que tenta encontrar seu lugar em uma família que já existe.

Separei aqui os pontos principais sobre essa produção de 1998, que continua sendo uma referência quando o assunto é drama familiar.

O enredo e a direção de Chris Columbus

Muita gente conhece o Chris Columbus por Esqueceram de Mim ou pelos primeiros filmes do Harry Potter, mas em Lado a Lado ele mostrou que sabe lidar muito bem com a sensibilidade humana sem ser excessivamente meloso. A história gira em torno de Jackie e Isabel.

Jackie é a mãe dedicada e um pouco controladora, enquanto Isabel é a nova namorada do ex-marido de Jackie, uma fotógrafa de Nova York focada na carreira. O filme evita o clichê da "madrasta má" e foca na dificuldade genuína de duas mulheres que precisam conviver pelo bem de duas crianças, especialmente quando uma notícia inesperada muda o peso dessa relação.

Elenco de peso e recepção no IMDB

Não tem como falar desse filme sem citar o duelo de atuação entre Julia Roberts (Isabel) e Susan Sarandon (Jackie). A química — ou a falta dela, propositalmente — entre as duas é o que segura o filme do início ao fim. O elenco ainda conta com Ed Harris, que faz o papel do pai tentando equilibrar os dois lados.

  • Título Original: Stepmom

  • Data de lançamento: 18 de dezembro de 1998 (EUA)

  • Diretor: Chris Columbus

  • Nota no IMDB: 6.8/10

  • Principais Prêmios: Susan Sarandon foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz em Drama por sua performance marcante.

Trilha sonora e as locações marcantes

A trilha sonora foi composta por John Williams. Sim, o mesmo cara de Star Wars e Tubarão, mas aqui ele entrega algo muito mais intimista e acústico. A música ajuda a ditar o ritmo das cenas sem tentar forçar uma emoção que o roteiro já entrega.

Sobre as locações, o filme respira o outono de Nova York. As filmagens aconteceram em lugares como Manhattan e em áreas mais rurais do estado, como Nyack e Bedford. Aquela casa vitoriana da Jackie, cercada por folhas secas, virou um símbolo visual do filme e ajuda a criar aquela sensação de "conforto de casa" que o longa transmite.

Curiosidades que você talvez não saiba

Mesmo sendo um filme direto, existem alguns detalhes de bastidores que tornam a experiência de rever o longa mais interessante:

  1. Dedicação Pessoal: O filme é dedicado a Irene Columbus, mãe do diretor Chris Columbus, que faleceu de câncer um ano antes do lançamento. Isso explica o tom respeitoso e realista de certas cenas.

  2. Amizade Real: Diferente de suas personagens no início do filme, Julia Roberts e Susan Sarandon são grandes amigas na vida real e queriam muito trabalhar juntas.

  3. Sucesso de Bilheteria: Apesar de ser um drama de nicho, o filme arrecadou mais de 150 milhões de dólares ao redor do mundo na época.

Lado a Lado é um filme sobre transição e maturidade. Ele não entrega soluções mágicas, mas mostra que, às vezes, a necessidade de cooperação supera qualquer diferença pessoal. É uma escolha sólida para quem quer um filme com substância e boas atuações.