O Quinto Elemento (Le Cinquième élément) (The Fifth Element)

 

Se você curte ficção científica e ainda não parou para ver O Quinto Elemento, você está perdendo um dos visuais mais icônicos do cinema. Eu assisti a esse filme de novo recentemente e é impressionante como ele envelhece bem. Não é aquele tipo de ficção científica "cabeçuda" e lenta; o negócio aqui é ritmo, cores vibrantes e uma estética que você não encontra em nenhum outro lugar.

Aqui vou te contar por que esse clássico de 1997 continua sendo uma referência absoluta no gênero.

O que é The Fifth Element e quem está por trás dele

O título original é The Fifth Element e o filme chegou aos cinemas em maio de 1997. Quem comanda a bagunça é o diretor francês Luc Besson. Dá para sentir o toque europeu em cada cena, fugindo daquele padrão estético que Hollywood costuma repetir exaustivamente.

A história se passa no século 23, onde um motorista de táxi azarado acaba sendo a peça chave para salvar a Terra de uma força maligna ancestral. O elenco é pesado: Bruce Willis faz o papel do herói "estou cansado disso tudo", Milla Jovovich surge como a enigmática Leeloo e Gary Oldman entrega um vilão excêntrico que só ele sabe fazer.

Elenco, trilha sonora e o visual de tirar o fôlego

O filme não seria o mesmo sem o figurino assinado por Jean-Paul Gaultier. Sim, um estilista de alta costura desenhou as roupas, e isso explica por que tudo parece um desfile de moda futurista e bizarro ao mesmo tempo.

  • Trilha Sonora: A música é do Éric Serra. O destaque absoluto vai para a cena da Diva Plavalaguna — aquela alienígena azul cantando uma ópera que mistura lírico com batidas eletrônicas. É de arrepiar.

  • Locações: Embora a história se passe em uma Nova York vertical e lotada de carros voadores, as filmagens rolaram boa parte no Pinewood Studios na Inglaterra e algumas cenas de deserto na Mauritânia.

  • Recepção: No IMDb, o filme mantém uma nota sólida de 7.6, o que é excelente para uma ficção científica que divide opiniões pelo seu estilo exagerado.

Prêmios e o reconhecimento da crítica

Mesmo sendo um filme de "gênero", ele não passou batido pelas premiações. O Quinto Elemento levou o César (o Oscar francês) de Melhor Diretor para o Besson e também faturou prêmios técnicos de fotografia e design de produção. No Oscar americano, chegou a ser indicado por Edição de Efeitos Sonoros.

O interessante é que, na época, muita gente não entendeu a proposta. Ele é uma mistura de comédia, ação e ficção, tudo embrulhado em um pacote visualmente saturado. Hoje, é considerado um filme cult obrigatório para qualquer cinéfilo.

Curiosidades que você provavelmente não sabia

Para fechar o papo, separei alguns detalhes de bastidores que mostram o nível de detalhamento dessa produção:

  1. Linguagem Própria: A língua que a Leeloo fala foi inventada pelo Luc Besson e refinada pela Milla Jovovich. Eles conversavam nesse idioma no set para praticar.

  2. Cabelo de Fogo: O tom de laranja do cabelo da Milla era tão difícil de manter que o cabelo dela acabou ficando danificado durante as filmagens, obrigando a produção a usar perucas em várias cenas.

  3. Explosões Reais: A cena da explosão no saguão do hotel em Fhloston Paradise foi a maior explosão interna já filmada na época e quase saiu do controle dos bombeiros no set.

  4. Encontro Zero: O herói (Bruce Willis) e o vilão (Gary Oldman) nunca se encontram pessoalmente e nem trocam uma linha de diálogo durante o filme inteiro.

O Quinto Elemento é uma experiência visual que você precisa ter. É divertido, barulhento na medida certa e visualmente impecável.




Um Tira da Pesada 2 (Beverly Hills Cop II)

 

A sequência que definiu os anos 80 e consolidou Eddie Murphy como o rei das bilheterias continua sendo uma aula de como fazer um filme de ação com humor ácido. Se você gosta de perseguições, jaquetas de faculdade e sintetizadores, Um Tira da Pesada 2 (ou Beverly Hills Cop II) é parada obrigatória.

Vou te contar por que esse filme ainda funciona tão bem e o que faz dele um clássico do gênero.

O retorno de Axel Foley ao luxo de Beverly Hills

Diferente de muitas sequências que tentam inventar a roda, aqui a receita foi aprimorada. Lançado em 22 de maio de 1987, o filme traz Axel Foley de volta ao cenário de mansões e palmeiras da Califórnia. O motivo? O capitão Andrew Bogomil sofre um atentado ligado aos misteriosos "Crimes do Alfabeto".

Foley larga Detroit novamente para ajudar seus parceiros Billy Rosewood (Judge Reinhold) e John Taggart (John Ashton). Sob a direção de Tony Scott, que tinha acabado de sair do sucesso de Top Gun, o visual do filme é impecável. Esqueça aquela imagem granulada do primeiro; aqui temos o pôr do sol laranja, sombras marcadas e um ritmo muito mais acelerado.

Elenco, direção e o peso do IMDB

O time que entra em campo é pesado. Além do trio principal, temos o vilão Maxwell Dent, interpretado por Jürgen Prochnow, e a icônica Brigitte Nielsen como a fria Karla Fry. A dinâmica entre Murphy, Reinhold e Ashton é o que segura o filme. A improvisação de Eddie Murphy estava no auge, e você percebe que os outros atores mal conseguem segurar o riso em algumas cenas.

Atualmente, o filme sustenta uma nota 6.5 no IMDb. Pode parecer uma nota "justa", mas para o gênero de comédia de ação dos anos 80, é um selo de qualidade garantido. Ele entrega exatamente o que promete: 1 hora e 40 minutos de entretenimento puro, sem firulas.

Trilha sonora explosiva e locações icônicas

Se tem uma coisa que esse filme faz bem, é grudar música na sua cabeça. A trilha sonora é um espetáculo à parte. Temos o retorno do tema "Axel F", de Harold Faltermeyer, mas o destaque fica para "Shakedown", de Bob Seger, que chegou a ser indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro de Melhor Canção Original.

As filmagens aconteceram em locais que exalam o estilo de vida de Los Angeles:

  • Beverly Hills: Obviamente, as ruas de compras e hotéis de luxo.

  • Pasadena: Usada para várias cenas de mansões.

  • Bel Air: Onde a elite realmente se esconde.

Tudo é filmado com aquele filtro "quente" de Hollywood que faz você querer comprar um conversível na hora.

Curiosidades que você provavelmente não sabia

Mesmo sendo um blockbuster, existem detalhes de bastidores que tornam a experiência de rever o filme mais interessante:

  1. Sucesso comercial: Foi a maior bilheteria de 1987 nos EUA, provando que o público estava sedento pela volta do personagem.

  2. O "efeito Stallone": Originalmente, o primeiro filme seria um drama de ação com Sylvester Stallone. Muitas das ideias de ação pesada que sobraram acabaram sendo adaptadas para o tom desta sequência.

  3. Premiações: Além das indicações musicais, o filme venceu o Kids' Choice Awards de Filme Favorito e Ator Favorito (Eddie Murphy).

  4. Improviso puro: Muitas das falas mais engraçadas de Axel Foley não estavam no roteiro original; Murphy simplesmente ligava o "modo caos" e a câmera seguia gravando.

Um Tira da Pesada 2 é o tipo de filme que não se faz mais hoje em dia. É direto, tem personalidade e não se desculpa por ser barulhento e divertido. Se você quer uma dose de nostalgia com uma narrativa que não perde tempo, dê o play sem medo.