Ladrões (Caught Stealing)

 

Cara, se você curte aquele clima de tensão constante e personagens que andam no fio da navalha, precisa colocar Ladrões na sua lista. O filme, que chegou com tudo em 2025, é um prato cheio para quem gosta de um bom suspense policial com uma pegada urbana bem crua.

Eu dei uma mergulhada no que está rolando sobre a produção e vou te passar a visão geral do que esperar, sem estragar a experiência com spoilers.

O que é Caught Stealing e o que esperar da trama

O título original, Caught Stealing, já entrega um pouco do espírito da coisa, mas a história vai muito além de um simples furto. A trama foca em Hank Thompson, um ex-jogador de beisebol que, sem querer, acaba envolvido em uma luta sangrenta pela sobrevivência no submundo de Nova York nos anos 90.

O filme é baseado no livro de Charlie Huston, e a narrativa é bem direta ao ponto. Não espere heróis perfeitos ou lições de moral açucaradas. É sobre um cara comum em uma situação péssima, tentando não ser engolido por gente muito pior que ele.

Direção de peso e um elenco de respeito

A primeira coisa que me chamou a atenção foi quem está por trás das câmeras. O diretor é o Darren Aronofsky. Se você conhece o trabalho dele (O LutadorCisne Negro), sabe que o cara não brinca em serviço quando o assunto é intensidade psicológica.

No elenco, temos nomes que carregam o filme com facilidade:

  • Austin Butler: Fazendo o protagonista Hank Thompson.

  • Zoë Kravitz: Em um papel que promete ser marcante.

  • Regina King: Trazendo toda aquela presença de cena absurda.

  • Matt Smith: Que sempre entrega personagens peculiares e intensos.

Essa mistura de um diretor visceral com atores que estão no auge da carreira é o que faz o hype em torno do filme ser tão alto.

Produção, trilha sonora e o clima de Nova York

As filmagens rolaram em locações reais em Nova York, o que é essencial para manter a autenticidade que o roteiro pede. O filme respira a cidade, mas não a parte turística, e sim os becos e o clima pesado do centro.

Sobre a trilha sonora,  ajuda a ditar o ritmo frenético da perseguição. Aronofsky costuma ser muito criterioso com o som, então, temos de IDLES a Barry Manilow, com direito a Smash Mouth, Madonna e até Buju Banton..

Quanto aos números,  a nota no IMDb está em 6,9/10. As premiações ainda não estão consolidadas, mas o burburinho nos festivais já aponta para uma recepção crítica bem forte, especialmente para a atuação de Butler.

Curiosidades que você precisa saber

Separei alguns pontos interessantes para você entender o contexto da obra:

  1. Adaptação fiel: Charlie Huston, o autor do livro, também trabalhou no roteiro, o que geralmente garante que a essência da história não se perca.

  2. Preparação de Austin Butler: O ator foi visto circulando por áreas menos badaladas de NY para pegar o jeito dos locais e entrar no clima do personagem.

  3. Estilo Visual: O filme tem uma estética que remete ao cinema noir clássico, mas com a crueza moderna do Aronofsky.

No fim das contas, Caught Stealing é aquele tipo de filme que você assiste sem piscar, focado na ação e na estratégia de sobrevivência do protagonista. É cinema de gênero feito por quem entende do assunto.




Nomadland - Sobreviver na América (Nomadland)

 

Assisti a Nomadland recentemente e, olha, o filme é um soco no estômago, mas do jeito certo. Não é aquela tristeza apelativa de Hollywood; é algo mais seco, mais "pé no chão". Se você quer entender o que significa viver à margem do sistema americano atual, esse filme é o ponto de partida.

O que é o projeto Nomadland e o estilo de Chloé Zhao

O título original é apenas Nomadland, e a direção ficou nas mãos de Chloé Zhao. O que me chamou a atenção logo de cara foi a escolha estética. Não parece um filme ensaiado. A diretora tem esse estilo de misturar ficção com documentário, usando pessoas reais que vivem como nômades na vida moderna.

O filme foi lançado oficialmente no final de 2020 (chegando com força em 2021) e traz Frances McDormand como protagonista. Ela carrega o piano sozinha, interpretando Fern, uma mulher que perde tudo após o colapso econômico de uma cidade industrial e decide viver em uma van.

O elenco e a trilha sonora que dita o ritmo

Além da Frances, o elenco conta com David Strathairn, mas a mágica acontece com as participações de nômades reais, como Linda May e Swankie. Eles interpretam a si mesmos, o que dá uma camada de autenticidade absurda para a narrativa. Você sente que aquelas mãos calejadas e as rugas não são maquiagem.

A trilha sonora é um capítulo à parte. Composta por Ludovico Einaudi, a música é minimalista. São notas de piano que parecem ecoar o vazio das estradas americanas. Não é uma trilha que te obriga a chorar, ela apenas te acompanha na solidão da estrada. No IMDb, o filme mantém uma nota sólida de 7.3, refletindo bem essa recepção de quem busca algo mais profundo que o entretenimento comum.

Locações reais e a beleza do deserto

Se tem algo que me prendeu foram as locações de filmagem. O filme passa por:

  • Dakota do Sul (Badlands)

  • Nevada

  • Arizona

  • Califórnia

  • Nebraska

O visual é cru. São horizontes imensos e pores do sol que fazem você se sentir pequeno. A fotografia aproveita muito a "hora dourada", aquele momento em que a luz do sol está sumindo, o que deixa tudo com um ar de melancolia e liberdade ao mesmo tempo.

Premiações e curiosidades de bastidores

Não dá para falar de Nomadland sem mencionar que ele passou o rodo nas premiações. Levou os principais Oscars: Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Atriz. Foi um marco, especialmente pela vitória da Zhao.

Algumas curiosidades que achei interessantes:

  1. Imersão total: A Frances McDormand realmente viveu na van durante parte das gravações para entender a rotina.

  2. Trabalho real: Muitas das cenas em que ela aparece trabalhando (na Amazon ou colhendo beterrabas) foram feitas com ela executando as tarefas de verdade.

  3. Base literária: O roteiro foi adaptado do livro de não-ficção da Jessica Bruder, que investigou esse fenômeno dos trabalhadores nômades idosos nos EUA.

Vale a pena ver hoje?

Se você busca um filme de ação ou uma conclusão mastigada, passe longe. Agora, se quer refletir sobre o que sobra de nós quando perdemos nossas posses, é obrigatório. É um filme sobre resistência silenciosa. No fim das contas, a Fern não está fugindo de algo; ela está apenas seguindo em frente, e há uma dignidade brutal nisso.