Máquina Mortífera 4 (Lethal Weapon 4)

 

Cara, se tem uma franquia que define o conceito de "buddy cop" no cinema, essa franquia é Máquina Mortífera. E o quarto filme, lançado lá no final dos anos 90, fechou esse ciclo com uma energia absurda. Eu lembro de assistir e pensar como o entrosamento entre o Mel Gibson e o Danny Glover parecia algo natural, de dois caras que realmente se aguentam há décadas.

Vou te contar por que Lethal Weapon 4 (título original) ainda é um baita passatempo e o que faz dele um capítulo tão importante dessa saga.

O Retorno de Riggs e Murtaugh em 1998

O filme chegou aos cinemas em 10 de julho de 1998. Naquela época, a fórmula já era conhecida, mas o diretor Richard Donner — que comandou todos os quatro filmes, aliás — conseguiu dar um fôlego novo para a história.

Desta vez, a dupla de detetives Riggs e Murtaugh precisa lidar com questões mais "maduras", como a idade chegando e responsabilidades familiares, enquanto tentam derrubar uma rede de tráfico humano e falsificação vinda da China. É aquele equilíbrio clássico: muita bala, perseguições insanas e o humor ácido de sempre.

No IMDb, o filme sustenta uma nota 6.6/10. Pode não ser a maior da franquia, mas para um quarto filme de ação, é um número bem honesto que reflete a diversão que ele entrega.

Elenco de Peso e a Estreia de uma Lenda

O que segura a onda aqui é o elenco. Além do Mel Gibson e do Danny Glover, temos a volta do Joe Pesci como Leo Getz — que é aquele alívio cômico que você ou ama ou odeia — e a Rene Russo como Lorna Cole.

Mas o grande trunfo de Máquina Mortífera 4 foi apresentar Jet Li ao público ocidental. Ele faz o vilão Wah Sing Ku e, vou te falar, as cenas de luta dele são de outro nível. O cara é rápido demais, e ver o Riggs e o Murtaugh tentando acompanhar um mestre do Kung Fu traz um contraste muito legal para a pancadaria mais "bruta" dos americanos. Foi a primeira vez que o Li trabalhou em Hollywood, e ele roubou a cena.

Ficha Técnica Rápida:

  • Direção: Richard Donner

  • Elenco Principal: Mel Gibson, Danny Glover, Joe Pesci, Rene Russo, Chris Rock e Jet Li.

  • Trilha Sonora: Michael Kamen, Eric Clapton e David Sanborn (aquele saxofone clássico que todo mundo reconhece).

Bastidores, Locações e Prêmios

A produção não economizou nas cenas externas. As filmagens rolaram em diversas partes da Califórnia, incluindo Los Angeles, San Diego e os estúdios da Warner Bros. em Burbank. Aquela perseguição na estrada, que é uma das marcas registradas, mostra bem o uso dessas locações urbanas para criar o caos que a gente gosta de ver na tela.

Em termos de premiações, o filme não é um "papa-Oscar", claro. Ele foi feito para o grande público. Ainda assim, levou o BMI Film Music Award pela trilha sonora e teve algumas indicações no MTV Movie Awards, principalmente pelas cenas de luta do Jet Li e pela performance cômica do Chris Rock, que entrou para o time como o detetive Butters.

Curiosidades que Você Talvez não Saiba

Todo filme desse tamanho tem suas histórias de bastidores. Separei as que eu acho mais interessantes:

  • Velocidade do Jet Li: Dizem que o Jet Li era tão rápido que as câmeras não conseguiam captar seus movimentos com clareza. Ele teve que dar uma segurada na velocidade para que os golpes fossem visíveis para o público.

  • Roteiro em Cima da Hora: O roteiro foi sendo finalizado enquanto o filme já estava em produção. Isso é um pesadelo para qualquer diretor, mas o Donner tinha tanta experiência com esses personagens que tirou de letra.

  • O "Tô velho demais para isso": A frase icônica do Murtaugh ganha um peso real aqui, já que o filme brinca o tempo todo com o fato de eles estarem sendo promovidos a capitães apenas para serem tirados das ruas por causa da idade.

Máquina Mortífera 4 é o tipo de filme que não se faz mais hoje em dia: ação raiz, efeitos práticos e uma química entre os atores que dinheiro nenhum compra. Se você quer uma tarde de nostalgia e adrenalina, dar o play nesse clássico é uma aposta sem erro.



A Era do Gelo: As Aventuras de Buck (The Ice Age Adventures of Buck Wild)

 

Sempre fui fã de animações que não tentam ser mais complexas do que precisam. A Era do Gelo: As Aventuras de Buck segue exatamente essa linha. O filme, cujo título original é The Ice Age Adventures of Buck Wild, chegou ao streaming do Disney+ em 28 de janeiro de 2022.

Desta vez, o foco sai um pouco do trio principal (Manny, Diego e Sid) e cai direto no colo do Buck, aquela doninha caolha e completamente maluca que conhecemos lá no terceiro filme. Se você está procurando uma análise direta sobre o que esperar dessa produção, separei os pontos principais aqui embaixo.

Quem está por trás das vozes e da direção

Diferente dos filmes anteriores da franquia, que passaram pelas mãos de Carlos Saldanha e Chris Wedge, este aqui foi dirigido por John C. Donkin. É uma estreia dele na direção, mas ele já era produtor de longa data da Blue Sky Studios.

No elenco de vozes originais, temos uma mudança considerável. Simon Pegg retorna como a voz icônica de Buck — e, honestamente, ele carrega o filme nas costas. Já os gambás Crash e Eddie são dublados por Vincent Tong e Aaron Harris. Para quem gosta de números e recepção do público, o filme segura uma nota de 4.3 no IMDb. Não é a maior da franquia, mas serve bem ao seu propósito de entretenimento leve.

O que acontece no Mundo Perdido

A história é simples: os irmãos gambás Crash e Eddie decidem que precisam de independência e acabam voltando para o Mundo Perdido, aquele lugar subterrâneo cheio de dinossauros que vimos em filmes passados. Lá, eles reencontram Buck, que está ocupado tentando manter a ordem contra um novo vilão, um dinossauro chamado Orson.

O roteiro foca muito na dinâmica de "irmandade" e na coragem, mas sem aquele peso dramático exagerado. É um filme de aventura pura. Sobre as locações de filmagem, por ser uma animação 100% digital, o "set" de gravação foram os computadores da Bardel Entertainment, no Canadá, que assumiu a produção após o fechamento da Blue Sky.

Trilha sonora e reconhecimento

A trilha sonora ficou sob a responsabilidade de Batu Sener. Ele mantém aquele tom heróico e acelerado que combina com as loucuras do Buck. Sobre premiações, o longa não chegou a levar estatuetas de grandes festivais, sendo uma produção pensada especificamente para o catálogo direto do streaming, focada em expandir o universo para as crianças e fãs dos personagens secundários.

Curiosidades que você talvez não saiba

Existem alguns detalhes de bastidores que explicam o tom desse filme:

  • Mudança de estúdio: Esse foi o primeiro filme da franquia lançado após a Disney adquirir a Fox. Isso explica algumas mudanças estéticas e de elenco.

  • Spin-off: A ideia original era que Buck tivesse uma série de TV, mas o projeto acabou sendo transformado em um longa-metragem.

  • Dublagem brasileira: No Brasil, a franquia sempre teve vozes muito marcantes, e a essência dos personagens foi mantida para não causar estranheza em quem cresceu assistindo aos filmes nos cinemas.

Se você quer apenas relaxar e ver algumas cenas de ação absurdas com dinossauros, vale o play. Não é uma obra de arte que vai mudar sua vida, mas cumpre o papel de distrair por pouco mais de uma hora.