Harold e o Lápis Mágico (Harold and the Purple Crayon)

 

Assisti a Harold e o Lápis Mágico recentemente e, olha, o filme é uma experiência curiosa. Se você cresceu lendo o livro de Crockett Johnson ou simplesmente gosta de produções que misturam live-action com animação, vale a pena entender o que essa adaptação trouxe para as telas.

Vou te contar o que achei dos detalhes técnicos e da construção desse universo sem entregar nenhuma surpresa da trama.

O que esperar de Harold e o Lápis Mágico

O filme, cujo título original é Harold and the Purple Crayon, chegou aos cinemas brasileiros em agosto de 2024. A premissa é aquela que a gente já conhece: tudo o que o protagonista desenha com seu giz de cera roxo ganha vida. A diferença aqui é que o Harold cresceu e decide sair das páginas do livro para encarar o mundo real.

A direção ficou nas mãos de Carlos Saldanha, o brasileiro que a gente já conhece bem por A Era do Gelo e Rio. É o primeiro trabalho dele dirigindo atores de verdade em um longa-metragem, e dá para notar que ele trouxe aquele olhar de quem entende muito de ritmo visual e fantasia.

Elenco e os bastidores da produção

O papel principal é do Zachary Levi. Ele já tem esse estilo "adulto com alma de criança" que funcionou bem em Shazam!, então o encaixe foi natural. Ao lado dele, temos Lil Rel Howery e Zooey Deschanel, que traz aquele tom mais pé no chão que a história precisa para não virar uma bagunça completa.

Sobre a parte técnica, aqui estão os pontos que costumam aparecer nas buscas:

  • Nota IMDb: O filme gira em torno de 5.6/10, o que mostra que ele divide opiniões — agrada muito as crianças, mas o público mais velho às vezes acha simples demais.

  • Locações: Grande parte das filmagens aconteceu em Atlanta, na Geórgia, que hoje é o hub principal para esses filmes de grandes efeitos visuais.

  • Premiações: Como é uma produção voltada para o entretenimento familiar de massa, ainda não acumulou grandes estatuetas, focando mais na bilheteria do verão americano.

A trilha sonora e o visual do mundo real

Um ponto que me chamou a atenção foi a trilha sonora. Ela é assinada por Batu Sener, que manteve uma pegada orquestral clássica, mas com sintetizadores que lembram essa transição do desenho para a realidade. Não é o tipo de música que você vai ficar cantarolando por dias, mas ela cumpre muito bem o papel de ditar a urgência das cenas.

O visual do "lápis" em si é interessante. Eles conseguiram fazer o traço parecer algo tangível no mundo real, sem que ficasse com cara de efeito especial barato de dez anos atrás.

Curiosidades que você talvez não saiba

Para quem gosta de ir além do que está na tela, separei alguns fatos que achei interessantes sobre o projeto:

  1. Projeto Antigo: Esse filme tentou sair do papel por décadas. Nomes como Steven Spielberg e Spike Jonze já estiveram ligados à ideia em diferentes momentos desde os anos 90.

  2. O Livro: A obra original de 1955 tem apenas 64 páginas e pouquíssimo texto. Expandir isso para um filme de 1h30 foi o maior desafio do roteiro.

  3. Zachary Levi: O ator declarou em entrevistas que se sentiu muito à vontade no set, já que o personagem exige uma energia física constante, algo que ele já estava acostumado nos filmes de herói.

No fim das contas, Harold e o Lápis Mágico é um filme direto ao ponto. Ele não tenta ser uma obra filosófica profunda sobre a existência; é uma aventura sobre imaginação e como a gente perde um pouco disso quando vira adulto. Se você quer algo leve para o fim de semana, é uma escolha honesta.



Os Fantasmas se Divertem (Beetlejuice)

 

Eu assisti a esse filme pela primeira vez há pouco tempo e, sinceramente, entendi na hora por que ele virou esse ícone cultural. Os Fantasmas se Divertem (ou Beetlejuice, no título original) é aquela mistura estranha de terror e comédia que só o Tim Burton conseguia fazer funcionar nos anos 80. Ele não tenta te emocionar ou ser profundo demais; é um filme visual, prático e muito divertido de acompanhar.

Se você está procurando entender do que se trata essa história sem estragar as surpresas, preparei um guia direto ao ponto sobre essa obra-prima do humor mórbido.

O começo de tudo e o estilo de Tim Burton

Lançado originalmente em 30 de março de 1988, o filme foi o grande cartão de visitas do diretor Tim Burton. Ele trouxe um visual que hoje todo mundo reconhece: listras pretas e brancas, maquiagem exagerada e cenários que parecem saídos de um pesadelo cartunesco.

A trama gira em torno de um casal que, após um acidente, se vê preso como fantasmas na própria casa. O problema surge quando uma família de vivos — bem peculiares, por sinal — se muda para lá. É aí que o caos começa. O filme não perde tempo com explicações filosóficas sobre a vida após a morte; ele foca na burocracia engraçada de ser um fantasma e na tentativa desesperada de expulsar os novos moradores.

Elenco de peso e o astro principal

O que sustenta o filme é o elenco. Michael Keaton entrega uma das melhores performances da carreira como o bio-exorcista Beetlejuice. O curioso é que ele aparece em apenas cerca de 17 minutos do filme, mas a energia dele é tão caótica que parece que ele está em todas as cenas.

Além dele, temos:

  • Winona Ryder como a jovem Lydia Deetz, a ponte entre os dois mundos.

  • Alec Baldwin e Geena Davis como o casal de fantasmas novatos.

  • Catherine O’Hara e Jeffrey Jones como os excêntricos novos donos da casa.

Essa dinâmica entre os atores funciona muito bem porque ninguém tenta ser o herói clássico. São apenas pessoas (e mortos) tentando resolver seus problemas de convivência de um jeito bem torto.

Trilha sonora e reconhecimento técnico

Não dá para falar de Beetlejuice sem mencionar a trilha sonora. O trabalho de Danny Elfman é fundamental para criar aquele clima de "parque de diversões mal-assombrado". Mas o que realmente ficou marcado na memória de todo mundo são as canções de Harry Belafonte, como "Day-O (The Banana Boat Song)". Aquela cena do jantar é, provavelmente, uma das mais memoráveis da história do cinema.

Em termos de crítica, o filme tem uma nota 7.5 no IMDb, o que é bem alto para uma comédia desse gênero. No Oscar de 1989, ele levou a estatueta de Melhor Maquiagem, o que faz total sentido quando você olha para o visual das criaturas que aparecem na sala de espera do "pós-morte".

Curiosidades e os bastidores das filmagens

Para quem gosta de detalhes técnicos, as locações de filmagem foram concentradas na pequena cidade de East Corinth, em Vermont, nos Estados Unidos. Aquela casa icônica, na verdade, não existia por dentro; era apenas uma fachada construída para o filme, e as cenas internas foram feitas em estúdio.

Aqui vão alguns fatos rápidos que você talvez não saiba:

  1. O nome do filme quase foi "House Ghosts" (Fantasmas da Casa).

  2. Beetlejuice é o nome de uma estrela na constelação de Orion (Betelgeuse).

  3. O estúdio queria uma pegada mais terror, mas Tim Burton insistiu no tom de comédia pastelão.

O filme continua atual porque não depende de efeitos digitais datados; ele usa efeitos práticos, marionetes e maquiagem, o que dá uma textura real para aquela bizarrice toda. Se você ainda não viu, vale cada minuto pela originalidade.