A Era do Gelo 4 (Ice Age: Continental Drift)

 

O quarto capítulo da franquia da Blue Sky Studios chegou com a missão de expandir um universo que já parecia completo. Em A Era do Gelo 4 (ou Ice Age: Continental Drift), a receita de sucesso é mantida, mas a escala aumenta drasticamente. Saímos das cavernas e do subsolo para encarar o oceano aberto.

Falei um pouco sobre os detalhes técnicos e o que esperar dessa produção que continua sendo um pilar da animação moderna.

Ficha técnica e o comando da produção

Lançado oficialmente em 29 de junho de 2012 no Brasil, o longa trouxe uma mudança no comando. Dessa vez, a direção ficou nas mãos de Steve Martino e Mike Thurmeier. O desafio era grande: manter o interesse em personagens que o público já conhecia há uma década.

O título original, Continental Drift, entrega bem a premissa. Tudo começa com a divisão dos continentes, causada, claro, pela obsessão do esquilo Scrat por sua noz. Isso separa o grupo principal e coloca Manny, Diego e Sid em uma balsa improvisada de gelo, perdidos no mar.

Elenco de vozes e o peso do IMDb

A força dessa franquia sempre esteve na química entre os protagonistas. No original, temos Ray Romano (Manny), John Leguizamo (Sid) e Denis Leary (Diego). Mas o destaque aqui vai para as novas adições, como Peter Dinklage dublando o vilão Capitão Gutt, e Jennifer Lopez como Shira.

No Brasil, a dublagem manteve o nível altíssimo com Diogo VilelaTadeu Mello e Márcio Garcia. Atualmente, o filme sustenta uma nota 6.5 no IMDb. É uma pontuação sólida para uma quarta parte, mostrando que, embora não tenha o frescor do primeiro, ainda entrega o que o fã de animação procura: entretenimento direto.

Trilha sonora e bastidores visuais

Diferente de grandes musicais da Disney, a trilha aqui serve mais para pontuar a ação e o humor. O compositor John Powell, veterano da franquia, retornou para ditar o ritmo das perseguições marítimas. A trilha sonora mistura temas orquestrais com batidas mais modernas, adequadas ao tom de aventura épica.

Sobre as locações de filmagem, por ser uma animação 100% digital, o "set" foi o estúdio da Blue Sky em Connecticut. O que impressiona é a evolução tecnológica nas texturas da água e nos pelos dos animais, que dão um salto de qualidade visível em relação aos filmes anteriores. Em termos de premiações, o longa não chegou ao Oscar, mas garantiu diversas indicações no Annie Awards (o Oscar da animação) e no Kids' Choice Awards.

Curiosidades que cercam a franquia

Mesmo sendo um filme focado no público familiar, existem detalhes que passam batido. Separei alguns pontos interessantes:

  • Pirataria animal: O conceito de piratas na Era do Gelo foi uma jogada para aproveitar a onda de filmes de aventura no mar daquela época.

  • Vovó do Sid: A personagem da Vovó, dublada por Wanda Sykes no original, foi planejada para ser apenas uma piada rápida, mas acabou roubando a cena e se tornando fixa.

  • O fator Scrat: A sequência inicial de Scrat dividindo a Terra foi tão bem recebida que foi lançada como um curta-metragem separado antes da estreia do filme.

No fim das contas, o filme cumpre o papel de expandir a mitologia desses animais pré-históricos sem inventar demais. É uma aventura de sobrevivência que funciona tanto para quem acompanhou desde 2002 quanto para as gerações mais novas.



A Era do Gelo: O Big Bang (Ice Age: Collision Course)

 

Olha, se você tem crianças em casa ou simplesmente acompanhou a saga do Esquilo Scrat ao longo dos anos, sabe que a franquia da Blue Sky sempre deu um jeito de escalar as confusões. Em A Era do Gelo: O Big Bang (Ice Age: Collision Course), a coisa saiu literalmente do planeta. Assisti ao filme e, independentemente de ser o quinto da série, ele tem aquela dinâmica de "caos controlado" que a gente já conhece.

Para quem busca os detalhes técnicos, o filme estreou nos cinemas brasileiros em 7 de julho de 2016. A direção ficou nas mãos de Mike Thurmeier e Galen T. Chu. No elenco de vozes originais, temos o time de elite: Ray Romano (Manny), John Leguizamo (Sid) e Denis Leary (Diego). No Brasil, a dublagem manteve o nível lá no alto com nomes como Márcio Garcia e Tadeu Mello.

O que acontece quando o Scrat vai longe demais?

Tudo começa, como sempre, com a busca implacável pela noz. Só que dessa vez o Scrat acaba ativando uma nave espacial (sim, você leu certo) e provoca uma série de eventos cósmicos que ameaçam a Terra. O título original faz jus ao enredo: é uma "rota de colisão" com um asteroide gigante que pode acabar com a era glacial de vez.

Enquanto o céu está caindo, o grupo principal lida com problemas mais "terrenos". O Manny está sofrendo porque a Amora quer casar e sair de casa, o Diego e a Shira pensam em ter filhotes e o Sid... bom, o Sid continua sendo o Sid, tentando encontrar um amor em meio ao apocalipse iminente.

Trilha sonora, notas e recepção

Se você liga para a crítica especializada, o filme segura uma nota de 5.7 no IMDb. Não é a maior da franquia, mas cumpre o papel de entretenimento passageiro. No quesito premiações, ele não levou o Oscar, mas foi indicado ao Annie Awards (o Oscar da animação) em categorias técnicas como Design de Produção e Storyboarding.

A trilha sonora é assinada por John Debney, que trouxe uma pegada mais épica para combinar com o tema espacial. Vale destacar a música "Figaro", que embala um dos momentos mais surtados do filme. Sobre as locações de filmagem? Bem, sendo uma animação 100% digital, tudo foi gerado nos computadores da Blue Sky Studios, em Connecticut, nos Estados Unidos.

Curiosidades que você provavelmente não sabia

Mesmo sendo um filme focado no público infantil, existem várias referências escondidas para os mais velhos. Aqui vão algumas:

  • Referência a 2001: A cena inicial com a nave é uma paródia clara de 2001: Uma Odisseia no Espaço.

  • Neil deGrasse Tyson: O astrofísico famoso faz uma "ponta" dublando o personagem Neil deBuck Weasel, uma versão científica dentro da mente do Buck.

  • O fim de uma era: Esse foi o último filme da franquia lançado pela Blue Sky antes do estúdio ser fechado após a compra pela Disney.

Vale a pena assistir hoje em dia?

Sendo direto: se você quer uma obra-prima do roteiro, talvez se decepcione. Mas, se a ideia é relaxar e ver o Sid se estrepar em situações absurdas, o filme entrega o que promete. É uma narrativa fluida, visualmente muito bonita (as cores do espaço e dos cristais são excelentes) e que encerra um ciclo importante para esses personagens que a gente aprendeu a gostar desde 2002.

É o tipo de filme para ver em um domingo à tarde, sem grandes expectativas, apenas para rir das trapalhadas de um esquilo que, por causa de uma semente, mudou a história do universo.