O Incrível Hulk (The Incredible Hulk)

 

Se você curte o universo dos heróis, sabe que o Hulk é um caso à parte. Não é só sobre um cara forte que esmaga coisas, mas sobre o conflito interno de Bruce Banner. Hoje vou falar de O Incrível Hulk (The Incredible Hulk), o filme de 2008 que muita gente esquece que faz parte do início do MCU, mas que entrega uma das versões mais viscerais do Gigante Esmeralda.

Vem conferir os detalhes desse longa que, mesmo anos depois, ainda gera boas discussões entre os fãs.

Onde tudo começou: A direção e o elenco

O filme foi lançado em 13 de junho de 2008, logo depois do primeiro Homem de Ferro. A direção ficou nas mãos de Louis Leterrier, que trouxe uma pegada mais voltada para a ação e o suspense de fuga, bem diferente da abordagem psicológica do filme de 2003.

No papel principal, temos Edward Norton como Bruce Banner. Ele trouxe uma intensidade de "homem acuado" que funcionou muito bem. O elenco ainda conta com:

  • Liv Tyler como Betty Ross (o eterno interesse amoroso).

  • Tim Roth interpretando o vilão Emil Blonsky (o futuro Abominável).

  • William Hurt como o implacável General Thaddeus "Thunderbolt" Ross.

A trama e a recepção do público

A história foca em Banner escondido no Brasil, tentando encontrar uma cura para sua "condição" enquanto foge do exército americano. Ele quer paz, mas o governo quer transformar o Hulk em uma arma. A dinâmica de gato e rato conduz o filme até o confronto final em Nova York.

Atualmente, o longa segura uma nota 6.6 no IMDb. Não é a maior nota da Marvel, mas o filme entrega o que promete: porradaria honesta e um herói que realmente parece uma ameaça constante. Sobre premiações, ele não chegou a levar nenhum Oscar, mas foi indicado ao Saturn Awards e ao Teen Choice Awards na época, mostrando que caiu no gosto do público jovem que buscava adrenalina.

Trilha sonora e os cenários brasileiros

Um ponto que eu curto muito é a trilha sonora composta por Craig Armstrong. Ela foge um pouco daquele tema heróico genérico e foca mais na melancolia do isolamento de Banner.

As locações de filmagem são um destaque à parte, especialmente para nós. O início do filme foi rodado no Rio de Janeiro, com cenas icônicas na Favela de Tavares Bastos. Além do Brasil, a produção passou por Toronto e Hamilton, no Canadá, que serviram de cenário para as batalhas e para a universidade onde Betty trabalha.

Curiosidades que você talvez não saiba

Mesmo sendo um filme "direto ao ponto", os bastidores de O Incrível Hulk são cheios de detalhes interessantes:

  1. O Hulk de verdade: Lou Ferrigno, que interpretava o Hulk na série clássica de TV, faz uma ponta como segurança e também emprestou sua voz para os rosnados do gigante.

  2. Roteiro mexido: Edward Norton, conhecido por ser bem exigente, reescreveu várias partes do roteiro durante as filmagens para dar mais profundidade ao Bruce Banner.

  3. Conexão S.H.I.E.L.D.: O filme está cheio de referências sutis à organização do Nick Fury e ao soro do supersoldado do Capitão América.

  4. Cena deletada no gelo: Havia uma cena de abertura no Ártico onde, por um frame, era possível ver o escudo do Capitão América congelado. Ela acabou ficando de fora da versão final dos cinemas.

No fim das contas, O Incrível Hulk é um filme que merece ser revisitado. Ele tem uma pegada mais crua e menos colorida do que o que a Marvel se tornou depois, e isso dá um charme único para a obra.



RoboCop: O Policial do Futuro

 

Se você gosta de cinema visceral, o tipo que te faz pensar enquanto a adrenalina sobe, precisa parar um pouco para falar sobre RoboCop: O Policial do Futuro. Lançado lá em 1987, esse filme não é só mais um "brucutu" dos anos 80; é uma crítica ácida embrulhada em aço e tiroteio.

Vou te contar por que esse clássico ainda é relevante e como ele foi construído.

O nascimento de uma lenda em Detroit

O título original é apenas RoboCop, e a premissa parece simples: em uma Detroit distópica, um policial honesto é quase morto e transformado em um ciborgue pela corporação OCP. Mas, nas mãos do diretor holandês Paul Verhoeven, a história ganhou camadas de sátira social e violência estilizada.

O filme chegou aos cinemas em 17 de julho de 1987 e, de cara, mostrou que não estava para brincadeira. No papel principal, temos Peter Weller entregando uma atuação física impressionante como Alex Murphy/RoboCop. Ao lado dele, Nancy Allen faz a parceira durona Anne Lewis, e Kurtwood Smith interpreta um dos vilões mais detestáveis da história do cinema, Clarence Boddicker.

Bastidores, trilha sonora e locações

Muita gente acha que o filme foi rodado inteiramente em Detroit, mas a verdade é que a maior parte das locações de filmagem rolou em Dallas, Texas. Os prédios modernos de Dallas na época passavam muito bem aquela sensação de futuro frio e corporativo que o roteiro pedia.

Outro ponto que segura o filme no topo até hoje é a trilha sonora de Basil Poledouris. O tema principal é heróico, mas tem um peso industrial que combina perfeitamente com os passos de metal do protagonista. É aquele tipo de música que você reconhece nos primeiros três segundos.

No IMDb, o filme ostenta uma nota 7.6, o que é altíssimo para um longa de ação e ficção científica dessa pegada. Ele também não passou batido nas premiações: levou o Oscar de Melhor Edição de Som (Prêmio de Contribuição Especial) e foi indicado em outras categorias técnicas.

Curiosidades que você talvez não saiba

Fazer o RoboCop não foi nada fácil. Aqui estão alguns fatos rápidos sobre a produção:

  • O calor da armadura: Peter Weller perdia quilos de suor por dia dentro do traje de borracha e fibra de vidro. Chegaram a instalar ar-condicionado dentro da roupa, mas nem sempre funcionava.

  • Quase um X-men: O roteirista Edward Neumeier teve a ideia do filme após passar pelo set de Blade Runner e perguntar sobre o que era a história.

  • A mão de ferro: A cena em que o RoboCop pega as chaves de um carro no ar demorou um dia inteiro para ser gravada, porque a luva era muito escorregadia.

Por que assistir (ou rever) hoje em dia?

Diferente de muitos filmes de ação daquela época que envelheceram mal, RoboCop continua atual. Ele fala sobre privatização da segurança pública, gentrificação e a perda da identidade humana em um mundo tecnológico. Sem contar que os efeitos práticos de Rob Bottin dão um banho em muito CGI moderno que vemos por aí.

É um filme direto, seco e extremamente eficiente. Se você busca algo que une inteligência com ação de primeira, esse é o seu filme.