O Próprio Enterro (The Burial)

 

"O Próprio Enterro (The Burial)": O Filme que Juntou Jamie Foxx e Tommy Lee Jones

Sempre que um drama de tribunal baseado em fatos  aparece, a gente fica com um pé atrás. Muitos caem no clichê ou forçam a barra no melodrama. Mas, olha, "O Próprio Enterro" (título original: The Burial) é uma exceção daquelas. Eu decidi conferir esse filme e a primeira coisa que me pegou foi a dupla principal.

É a história de como um empresário do Mississippi, um cara das antigas, contrata um advogado carismático da Flórida para salvar o negócio da família. Não é um papo mole sobre a amizade, é sobre negócios, a lei e a performance que rola dentro e fora do tribunal.

Lançamento e Ficha Técnica: Os Nomes Por Trás da Tela

O filme chegou para o público no dia 13 de Outubro de 2023 e foi direto para o Amazon Prime Video. A direção ficou nas mãos da Maggie Betts. Ela conseguiu manter o ritmo do filme, misturando o drama jurídico sério com um toque de comédia que a química dos protagonistas trouxe. Não é fácil fazer isso, e ela acertou no tom.

No elenco, a força é indiscutível. O ator que brilha é o Jamie Foxx, no papel do advogado Willie E. Gary. Ele entrega um carisma que domina a tela. E do outro lado, com aquela seriedade de sempre, temos o lendário Tommy Lee Jones, interpretando o empresário Jeremiah O'Keefe. É um prazer ver esses dois caras, com estilos tão diferentes, contracenando.

A produção soube escolher bem, e isso reflete na crítica. A nota no IMDb está em 7.3/10, o que, para um drama jurídico, é um número bem respeitável e mostra que o público comprou a ideia.

Trilha Sonora e Onde a Mágica Aconteceu

Se você for prestar atenção na trilha sonora, vai notar que ela tem uma pegada bem focada no Sul dos EUA, com aquele blues e gospel que dão o clima de Mississippi. A música acompanha a narrativa sem roubar a cena, apenas sublinhando os momentos de tensão e vitória. É o tipo de trilha que te coloca no ambiente da história real.

As locações de filmagem foram bem pensadas. O filme foi rodado em Nova Orleans, no estado de Louisiana. A cidade, com sua arquitetura e clima únicos, serviu perfeitamente para recriar o ambiente da região Sul dos Estados Unidos onde a história original aconteceu. Isso ajuda a dar aquela autenticidade visual que faz o espectador se sentir dentro da trama.

Premiações e o Reconhecimento da Crítica (E do Público)

Embora o filme tenha saído há pouco tempo, ele já está fazendo barulho. Jamie Foxx foi o nome mais cotado e já recebeu indicações importantes, como a de Melhor Ator Coadjuvante no Critics' Choice Awards. O filme também recebeu uma indicação de Melhor Filme no mesmo evento.

Isso não é pouca coisa. Um filme receber esse tipo de reconhecimento logo na largada é um indicativo de que a história e, principalmente, a performance dos atores, estão calando fundo no público e na crítica especializada. É bom ver que o trabalho deles não passou despercebido.

      Curiosidades que Vão Além do Tribunal

  • História Real, Quase Impossível: A trama é baseada em um artigo de 1999 da revista The New Yorker, escrito por Jonathan Harr. A história do empresário O'Keefe é tão maluca que parece ficção, mas aconteceu de verdade.

  • A "Batalha" de Estilos: A maior curiosidade é a diferença de approach dos advogados na vida real e no filme. De um lado, o estilo mais tradicional e reservado. Do outro, o showman Willie E. Gary, que realmente era conhecido por fazer um verdadeiro espetáculo no tribunal.

  • O Toque de Tommy Lee Jones: Inicialmente, a produção pensou em outro ator para o papel do empresário Jeremiah O'Keefe. Mas a escalação de Tommy Lee Jones deu um peso e uma credibilidade que casaram perfeitamente com a figura do empresário.

Vale o Seu Tempo?

Com certeza. "O Próprio Enterro" é um filme que entrega o que promete: um drama de tribunal esperto, com boas doses de humor, e uma performance estelar que realmente faz você torcer pelo desfecho.

Se você está procurando um filme bem feito, com diálogos afiados e sem a necessidade de explosões ou efeitos especiais mirabolantes, pode dar o play. É cinema de gente grande, sem enrolação.

Um Dia Fora de Controle (Playdate)

 

Um Dia Fora de Controle (Playdate): quando tudo sai do roteiro

Eu comecei “Um Dia Fora de Controle” esperando uma comédia leve, dessas que a gente coloca sem compromisso. O filme até começa assim, mas aos poucos vai mostrando que a ideia é levar o espectador para um dia que dá errado do jeito mais improvável possível. Sem exagerar na emoção, dá pra dizer que é aquele tipo de história que cresce na bagunça e se sustenta no carisma do elenco.

Sobre o filme

O longa tem direção de Luke Greenfield, conhecido por trabalhar bem com comédia de ritmo rápido.
O título original é Playdate, e o filme foi lançado oficialmente em 2023.

A história gira em torno de um encontro aparentemente comum entre famílias, que rapidamente sai do controle. A proposta é simples, direta e funciona justamente por isso: situações cotidianas ganham proporções absurdas, sem precisar apelar para grandes reviravoltas.

Elenco principal e atuações

O elenco é um dos pontos que mais chamam atenção:

  • Kevin James

  • Alan Ritchson

  • Banks Pierce

Kevin James entrega o tipo de personagem que já virou sua marca registrada, enquanto Alan Ritchson traz um contraste físico e de personalidade que ajuda a manter o ritmo da comédia. Banks Pierce completa o trio com naturalidade, sem exageros.

O entrosamento entre os atores é o que segura o filme do começo ao fim.

Direção, trilha sonora e aspectos técnicos

A direção de Luke Greenfield aposta em cenas curtas e dinâmicas, o que ajuda a manter o ritmo acelerado. Nada fica parado por muito tempo.

trilha sonora é discreta e funcional, usada mais para marcar situações do que para roubar a cena. Ela acompanha bem o tom do filme e não pesa emocionalmente.

As locações de filmagem ficam principalmente em áreas residenciais e urbanas da América do Norte, com destaque para bairros suburbanos que ajudam a reforçar a ideia de normalidade antes do caos.

Nota IMDb e recepção

No IMDbUm Dia Fora de Controle (Playdate) tem uma nota em torno de 5,7, refletindo uma recepção mista. Não é um filme feito para unanimidade, mas agrada quem busca uma comédia simples, sem grandes pretensões.

O filme não recebeu grandes premiações, mas também não foi ignorado. Ele se encaixa naquele grupo de produções feitas para entretenimento direto, mais focadas no público do que em festivais.

Curiosidades sobre Um Dia Fora de Controle

  • O título original Playdate faz referência direta ao ponto de partida da história

  • Alan Ritchson também atua como produtor do filme

  • A proposta era criar uma comédia que se passasse praticamente em tempo real

  • O roteiro aposta mais em situações do que em piadas verbais

Vale a pena assistir?

No fim das contas, Um Dia Fora de Controle é um filme honesto dentro do que se propõe. Não tenta ser mais do que é. Eu diria que funciona bem para quem quer uma comédia leve, com situações exageradas e um elenco carismático, sem precisar pensar muito.

É aquele tipo de filme que começa simples, cresce no caos e termina fechando o ciclo do jeito que se espera, sem prometer mais do que entrega.

Drop: Ameaça Anônima (Drop)

 

Drop: Ameaça Anônima – Um Jogo Sujo de Christopher Landon

Sempre curti um bom suspense que te prende na cadeira, e "Drop: Ameaça Anônima" é exatamente isso. O nome do diretor já diz tudo: Christopher Landon, o cara por trás de "A Morte te Dá Parabéns" e "Freaky", que sabe muito bem como misturar tensão com uma pitada de absurdo. Desta vez, ele me fisgou com uma premissa simples, mas que virou um pesadelo digital. O título original é só "Drop", direto e reto, mas a tradução brasileira de "Ameaça Anônima" já te dá uma boa pista do que está por vir.

O Início do Pesadelo e a Trama Principal

O filme segue a história de Violet, interpretada pela Meghann Fahy. Ela está tentando seguir em frente depois de uma barra, e decide ir a um primeiro encontro em um restaurante de luxo. Acompanhada por Henry, vivido por Brandon Sklenar, tudo parecia caminhar para uma noite normal, com aquele clima de "e se..." de todo primeiro encontro.

Só que a noite vira do avesso quando o celular dela começa a receber mensagens com ameaças. O remetente é anônimo, mas sabe de tudo: quem ela é, onde ela está e, o pior, que o filho dela está em casa. A tensão cresce porque o sujeito misterioso exige que Violet siga instruções cada vez mais insanas, sob a ameaça de que, se ela piscar fora da linha, as pessoas que ela ama vão pagar o preço. É um thriller psicológico ambientado, em grande parte, em um local confinado, o que aumenta a claustrofobia da situação.

Elenco, Direção e Produção de Peso

A direção de Christopher Landon é um ponto forte, criando um ritmo frenético que não te dá tempo de respirar. Ele usa recursos simples, como as mensagens de texto na tela, para aumentar a pressão, e isso funciona muito bem.

O elenco principal, com Meghann Fahy e Brandon Sklenar, segura a onda com atuações bem sólidas. Além deles, a gente vê nomes como Violett BeaneReed Diamond e Gabrielle Ryan complementando o time.

  • Direção: Christopher B. Landon

  • Roteiro: Jillian Jacobs e Chris Roach

  • Estreia no Brasil: 10 de abril de 2025

  • Título Original: Drop

  • Gênero: Suspense/Mistério

  • Duração: Aproximadamente 1 hora e 35 minutos

  • Trilha Sonora Original: Assinada por Bear McCreary, o que já é uma garantia de que a música deve ser um elemento crucial na construção da tensão.

Locações, Premiações e a Nota do Público

Um detalhe interessante é que as filmagens foram realizadas em estúdios na Irlanda (o que, confesso, eu não esperava, já que a história parece bem americana). Isso mostra como uma produção pode usar locações não óbvias para criar o cenário perfeito.

No que diz respeito ao reconhecimento, o filme teve sua estreia no festival SXSW em 9 de março de 2025 e, embora não tenha uma lista extensa de prêmios de grandes festivais ainda, ele vem sendo aclamado pela crítica. No Rotten Tomatoes, por exemplo, ele conquistou sólidos 83% de aprovação (dado de abril de 2025), elogiando o ritmo rápido e a performance da Fahy. A nota no IMDb é 6,5/10.

Curiosidades de Produção e a Escolha do Gênero

Uma curiosidade bacana é que a produção tem gente de peso envolvida: Jason Blum (Blumhouse Productions) e Michael Bay (Platinum Dunes) estão entre os produtores. Essa parceria entre o mestre do terror de baixo orçamento e o rei da ação de alto impacto deu uma combinação interessante para um thriller com essa pegada. Landon, inclusive, mencionou ter se inspirado em mestres do suspense como Hitchcock e De Palma para dar o tom certo ao filme.

"Drop: Ameaça Anônima" é um filme que te faz pensar sobre o que faria no lugar da protagonista, e como a tecnologia pode ser usada para um terror bem íntimo. Se você curte um suspense que não te deixa respirar, com uma dose de paranoia digital e uma boa reviravolta no final, esse aqui vale a pena conferir.