Roubar é Uma Arte (The Art of the Steal)

 

Roubar é Uma Arte": O Golpe Final de um Ladrão Lendário

Sempre fui fascinado por planos, os que funcionam. Não pela grana em si, mas pela engenharia por trás da execução perfeita. Por isso, quando se fala em filmes de assalto, minha referência imediata é "Roubar é Uma Arte". É a história de como um lendário ladrão de arte e piloto de fuga, que já tinha pendurado as luvas, é puxado de volta para o jogo. Não é um drama choroso; é sobre músculo cerebral, confiança e a arte de enganar. Se você curte a adrenalina de um bom esquema, sem sentimentalismo barato, esse filme é um prato cheio.

Conhecendo a Equipe e a Mente por Trás do Caos

O que segura um filme de golpe é o elenco. E aqui, a escalação é de primeira linha.

O centro de tudo é Kurt Russell (o "Snake" Plissken), interpretando Crunch Calhoun. Ele está incrível no papel do cara que sabe que é o melhor, mas está cansado da confusão. O diretor Jonathan Sobol acertou em cheio ao dar a ele uma presença de tela que é meio "mestre-sacana", meio "pai de família ferrado".

A equipe é complementada por caras como Matt Dillon, no papel de Nicky Calhoun, o irmão mais novo e instável, e Jay Baruchel, que traz aquele alívio cômico necessário.

  • Diretor: Jonathan Sobol

  • Título Original: The Art of the Steal

  • Data de Lançamento: A estreia foi em 20 de setembro de 2013 no Canadá (e chegou ao Brasil logo depois). É um filme da safra pós-2010 que merece mais reconhecimento.

Para quem se guia por números, o filme tem uma nota IMDb de 6.3/10. É um placar justo. Não é um clássico de Scorsese, mas é um entretenimento de golpe sólido e bem-feito.

Câmera, Ação e o Dinheiro da Trilha Sonora

Um bom filme de roubo precisa de dois elementos: locações de respeito e uma trilha que te mantenha ligado na tensão.

Locações de Filmagem: Grande parte da ação foi capturada no Canadá, principalmente em Toronto e Hamilton, na província de Ontário. Isso dá ao filme um visual urbano, moderno e frio que combina perfeitamente com a natureza calculista dos personagens. Não é aquele cenário clichê de Los Angeles ou Nova York; é mais cru, mais pé no chão.

Trilha Sonora: A música é o motor do ritmo em um heist movie. A trilha sonora original, composta por Jongnic Bontemps, é um mix esperto de jazz, funk e batidas eletrônicas. É o tipo de som que você ouve enquanto dirige à noite, pensando no seu próximo movimento. Ela não rouba a cena, mas sustenta o suspense de maneira eficiente.

Curiosidades

Ao contrário de muitos filmes de grande orçamento, "Roubar é Uma Arte" é um filme que não se concentrou em prêmios. A força dele está no roteiro e na interação dos atores, não nas luzes de Hollywood. O filme teve algumas indicações em premiações menores, principalmente em categorias técnicas, mas o foco aqui é a diversão garantida da trama.

 Este filme é um achado para quem curte o gênero. A narrativa é construída para te fazer duvidar de quem está roubando quem até o último segundo. A grande sacada, e a curiosidade mais interessante, é que o filme explora a ideia de que o golpe final não é sobre o que você rouba, mas sobre quem você consegue roubar e como você se safa.

  • Curiosidade: O protagonista, Crunch Calhoun, é apresentado como um antigo piloto de motocicleta, o que adiciona um toque extra de adrenalina às cenas.

Não espere lições de moral, espere um bom e velho esquema criminoso contado de forma direta e sem frescura. É um filme feito para quem entende que a verdadeira arte do roubo está em nunca mostrar todas as suas cartas.

Bad Boys: Até o Fim (Bad Boys: Ride or Die)

 

Bad Boys: Até o Fim - A Adrenalina Corre Solta 

Sempre fui o cara que vive no limite, e confesso: não tenho tempo para muita frescura ou drama. Por isso, quando a dupla mais explosiva de Miami volta à cena, eu paro tudo para conferir. Estou falando de "Bad Boys: Até o Fim" (título original: Bad Boys: Ride or Die). Se você está esperando um filme de ação puro, com a química inconfundível de Will Smith e Martin Lawrence, pode respirar aliviado. Eles entregam exatamente o que prometem.

A franquia Bad Boys nunca decepcionou no quesito tiro, porrada e bomba, e este novo capítulo não é diferente. Mas desta vez, o bicho pega de um jeito pessoal.

Miami, Explosões e a Nova Missão dos Bad Boys

A história de "Bad Boys: Até o Fim" começa com Marcus Burnett (Lawrence) e Mike Lowrey (Smith) sendo forçados a fazer o que fazem de melhor: quebrar regras para provar a inocência do falecido Capitão Howard, que foi postumamente acusado de envolvimento com o tráfico de drogas. A honra do chefe está em jogo, e para Mike e Marcus, isso é uma missão pessoal que vale mais que a própria carreira.

O que diferencia este filme é o humor afiado de Martin Lawrence, que serve como contraponto perfeito para a ação implacável de Will Smith. Os diálogos são rápidos e a química é instantânea, a mesma de 30 anos atrás. Não é à toa que o longa já tem uma nota sólida no IMDb, na faixa de 6.5 (claro, isso pode mudar, mas para um action-comedy, está mandando bem).

data de lançamento oficial no Brasil foi em 6 de junho de 2024.

Por Trás das Câmeras: Direção, Elenco e Locações

Um filme de ação depende 90% de quem está no comando, e neste caso, a direção ficou por conta da dupla Adil El Arbi e Bilall Fallah. Esses caras já haviam dirigido o anterior, Bad Boys para Sempre, e trouxeram de volta aquela estética vibrante e cheia de closes de carro que a gente gosta. Eles entendem de ritmo.

No elenco, além dos protagonistas Will Smith (Mike Lowrey) e Martin Lawrence (Marcus Burnett), a gente tem a volta de Joe Pantoliano como o Capitão Howard (em flashbacks e gravações, claro) e Vanessa Hudgens (Kelly).

Um dos pontos altos para mim é sempre a ambientação. As locações de filmagem são, como de costume, predominantemente em Miami, Flórida. A cidade é um personagem à parte, com seus arranha-céus, praias de South Beach e, claro, os drives noturnos alucinantes. Algumas cenas também foram capturadas em Atlanta.

Trilha Sonora e a Pegada Certa para a Ação

Em um filme de ação, se a trilha sonora não for boa, o impacto cai pela metade. E a franquia Bad Boys sabe disso. A música sempre foi um pilar, com aquele hip-hop e R&B pegando fogo. A trilha sonora original de "Bad Boys: Até o Fim" consegue manter a tradição, com uma seleção de raps e batidas eletrônicas que aumentam o volume das perseguições.

Não dá para falar de Bad Boys sem mencionar o tema clássico, mas a trilha deste novo filme é moderna e se encaixa perfeitamente no ritmo frenético dos cortes de câmera. É o tipo de som que você coloca no carro para pegar a estrada e sentir a adrenalina.

     Curiosidades e o Legado da Dupla Dinâmica

Para quem curte os bastidores como eu, "Bad Boys: Até o Fim" tem umas curiosidades bacanas.

  • Premiações: A franquia em si é mais focada na bilheteria e na diversão do que em prêmios de academia, e até o momento, este filme não tem grandes premiações internacionais, mas é um sucesso de público, que é o que importa.

  • O Retorno de Will Smith: Este foi o primeiro grande projeto de Will Smith após a polêmica do Oscar de 2022, e ele estava determinado a entregar um trabalho que fizesse o público vibrar. E funcionou.

  • Câmeras Novas: O diretor de fotografia, Robrecht Heyvaert, usou lentes e técnicas que dão um visual ainda mais dinâmico e imersivo às cenas de tiroteio e combate corpo a corpo.

No fim das contas, "Bad Boys: Até o Fim" é um filme que entrega o que promete: ação de alto nível, piadas no tempo certo e a irmandade inabalável de dois policiais em apuros. Não tem tempo para choradeira, só para a próxima explosão.