La La Land

 

La La Land: Por Que Este Musical Me Pegou de Jeito

Eu não sou o maior fã de musicais. Aquela coisa de gente cantando do nada no meio da rua sempre me pareceu forçada. Mas confesso, "La La Land" me fez repensar essa implicância. Este filme não é só sobre sonhos e romance; é um soco na cara sobre a realidade de quem tenta viver de arte. Lançado em 15 de dezembro de 2016 no Brasil (o lançamento nos EUA foi um pouco antes, em 9 de dezembro), ele chegou causando um burburinho que, honestamente, mereceu.

O filme, cujo título original é “La La Land” mesmo, foi dirigido por Damien Chazelle, o mesmo cara por trás do intenso "Whiplash". Chazelle tem um jeito de contar histórias que te prende, e aqui não foi diferente. Ele conseguiu pegar a leveza de Hollywood e misturar com uma pegada agridoce que me agradou bastante.


O Elenco e a Ficha Técnica Que Fizeram a Mágica Acontecer

A química entre os protagonistas é inegável, e é o motor de tudo. De um lado, temos Ryan Gosling no papel de Sebastian, um pianista de jazz teimoso e com o sonho de abrir seu próprio clube. Do outro, Emma Stone como Mia, uma aspirante a atriz que tenta a sorte em Los Angeles. Eu sou fã da atuação do Gosling, e aqui, ele não só atuou, mas também aprendeu a tocar piano de verdade para o papel! Isso é dedicação.

A produção soube usar Los Angeles como um personagem à parte. As locações de filmagem são um show, passando por estúdios de cinema clássicos até a famosa Píer de Hermosa Beach. A cidade é mostrada em todo o seu glamour e no seu caos.

Curiosidade: Chazelle e a equipe rodaram o musical em formato CinemaScope, um estilo clássico dos anos 50, o que deu aquela sensação nostálgica de cinema antigo, misturando o moderno com o clássico de forma genial.

A Trilha Sonora e a Nota Que Não Deixam Mentir

Se você não se lembra de mais nada do filme, a trilha sonora é inesquecível. Composta por Justin Hurwitz, a música é mais que um acompanhamento; ela dita o ritmo da história. A faixa "City of Stars" virou um hino quase instantâneo. E, de novo, para quem não gosta de musicais, eu me peguei baixando essa trilha. Ela consegue ser melancólica e esperançosa ao mesmo tempo.

A opinião da crítica e do público confirmam a qualidade. No IMDb, o filme sustenta uma nota sólida de 7.9/10, o que, para um musical, é um feito e tanto. Muita gente que, como eu, não esperava se emocionar com um musical, acabou se rendendo.

Premiações: O Ano Que La La Land Dominou

O ano de 2017 foi basicamente o ano de "La La Land" nas cerimônias. A performance do filme nas premiações foi histórica e mostra o impacto que ele teve.

  • Oscar: Recebeu 14 indicações (igualando o recorde de "Titanic" e "A Malvada"), levando 6 estatuetas, incluindo Melhor Diretor para Damien Chazelle e Melhor Atriz para Emma Stone.

  • Globo de Ouro: Foi o recordista absoluto, ganhando 7 prêmios (todos para os quais foi indicado), incluindo Melhor Filme de Comédia ou Musical.

Essa chuva de premiações não é por acaso. O filme é tecnicamente impecável, a fotografia é linda e a história ressoa com quem já teve um sonho grande. É a prova de que um filme pode ser ambicioso e, ao mesmo tempo, tocar o espectador de forma simples.

Minhas Impressões: Não É Sobre Finais Felizes

O que mais me prendeu em "La La Land" é que ele não cai no clichê do conto de fadas. O filme mostra o lado sujo da perseguição de sonhos: o sacrifício, as concessões e as escolhas difíceis. Sebastian e Mia se encontram, se amam, mas a ambição de cada um é um terceiro personagem na relação.

Para mim, o filme é um lembrete: alcançar o topo pode significar deixar algo ou alguém importante para trás. Se você busca um musical que te faça pensar, com uma trilha sonora de arrepiar e atuações de peso, "La La Land" é a pedida. Não é um final "feliz" tradicional, mas é um final honesto.

A Revolução dos Bichos (Animal Farm)

 

A Fazenda Que Virou Pesadelo: Minha Visão Sobre o Filme "A Revolução dos Bichos" (1999)

Quando ouvi pela primeira vez sobre uma adaptação de "A Revolução dos Bichos" para as telas, fiquei na expectativa. Não por ser um clássico da literatura, mas porque a premissa é forte: animais se rebelando contra humanos. O que chegou em 1999, na forma de um filme para TV, não é só uma história de bichos falantes; é um soco no estômago sobre poder e como ele corrompe.

Pra quem não sabe, o título original é Animal Farm. E, honestamente, é um título que traduz bem a frieza e o pragmatismo da história. É sobre uma fazenda – a Granja do Solar – que passa de um lugar de exploração para um experimento de autogoverno que, bem, deu errado.


Bastidores e Ficha Técnica de "Animal Farm"

Falo a verdade: não sou o cara que chora no cinema, mas sou o que presta atenção nos detalhes técnicos. Este filme é um exemplar curioso de como uma produção pode ser feita com um orçamento relativamente modesto e ainda entregar uma mensagem pesada.

O lançamento oficial foi em 3 de outubro de 1999, direto para a televisão. Isso explica muito da sua estética. A direção ficou por conta de John Stephenson, um nome que fez um trabalho decente ao traduzir a alegoria de George Orwell para o formato live-action com o uso de animatrônicos e efeitos digitais.

  • Diretor: John Stephenson

  • Título Original: Animal Farm

  • Lançamento: 3 de outubro de 1999

  • Nota no IMDB: A nota de 6.7/10 (na data em que estou escrevendo) reflete o que muitos sentem: é uma adaptação controversa, mas com seus méritos.

O elenco vocal é o que realmente brilha. Se você assistir com o áudio original, vai reconhecer um time de peso que empresta a voz aos bichos, incluindo nomes como Kelsey Grammer (o Major, o porco que lidera a revolução) e o lendário Patrick Stewart (o porco Napoleão). Eles dão vida a esses animais de uma forma convincente, sem cair no exagero de um desenho animado.

Trilha Sonora e Onde a Fazenda Ganhou Vida

Uma coisa que sempre me pega é a trilha sonora. Em um filme onde os personagens são animais, a música precisa criar a atmosfera. A trilha, composta por Richard Harvey, faz um trabalho eficaz ao criar um tom que é, ao mesmo tempo, épico e melancólico. Não é uma trilha que você sai assobiando, mas ela amplifica a sensação de que algo importante — e perigoso — está acontecendo na fazenda.

A locação das filmagens, que em grande parte se deu na Irlanda, é outro ponto a favor. As paisagens verdes e abertas dão credibilidade ao cenário da fazenda, reforçando a ideia de que essa história de opressão pode acontecer em qualquer lugar, sob o sol ou sob o mau tempo. Não é um estúdio fechado; é a natureza.

Premiações e Curiosidades Desse Filme Polêmico

"A Revolução dos Bichos" de 1999 não é o tipo de filme que sai varrendo prêmios, mas teve seu reconhecimento, principalmente no circuito de premiações de TV. Ele conseguiu levar para casa alguns prêmios, notavelmente um BAFTA na categoria de Melhores Efeitos Visuais, o que mostra o esforço técnico para dar vida aos animais falantes.

E já que estamos nas curiosidades, aqui vai uma que resume a complexidade da obra:

Curiosidade: O final do livro e o do filme são diferentes. A equipe de produção de 1999 optou por um final que, sem dar spoiler, oferece um tom de desfecho ligeiramente distinto do que George Orwell escreveu. Isso gerou muita discussão, mas é um movimento que, no contexto de uma produção de TV americana, faz algum sentido. Eles precisavam de um fecho que fosse, digamos, mais digerível.

Minha Conclusão: Por Que Você Deve Ver "Animal Farm"

No fim das contas, "A Revolução dos Bichos" de 1999 não é uma obra-prima inquestionável. Tem seus problemas e momentos datados nos efeitos. Mas, como alguém que aprecia uma boa história política, eu digo: vale o tempo. É um filme que te faz pensar sobre ciclos de poder e sobre como ideais nobres podem ser rapidamente sequestrados.

Não espere um filme fofo com animais. Espere uma fábula crua e direta. É um drama sobre a natureza humana — e como ela se manifesta, até mesmo, no corpo de um porco. É um bom material para uma noite de reflexão. Se você tiver a oportunidade de ler o livro, não deixe de fazê-lo.