Venom: A Última Rodada (Venom: The Last Dance)

 

Venom: A Última Rodada 

Sempre fui fã dessa relação caótica entre o Eddie Brock e o simbionte, e confesso que fechar a porta dessa trilogia com Venom: A Última Rodada (ou Venom: The Last Dance) dá um aperto no peito, mas também aquela sensação de dever cumprido. Se você acompanhou a jornada desse anti-herói desde 2018, sabe que a pegada aqui nunca foi ser um filme de super-herói certinho, e sim uma mistura de ação desenfreada com um humor bem peculiar.

Lançado no final de 2024, o filme chegou com a missão pesada de encerrar a história de um dos personagens mais icônicos do universo do Homem-Aranha na Sony. Eu fui conferir essa despedida e o que encontrei foi uma jornada de estrada, ou um "road movie", que foca totalmente na amizade — se é que podemos chamar assim — entre o homem e o alienígena.

Qual é a história de Venom: A Última Rodada?

Desta vez, Eddie e Venom estão fugindo de tudo e de todos. Não é só a polícia ou o exército que está na bota deles; o buraco é mais embaixo. O vilão da vez é Knull, o criador dos simbiontes, uma entidade poderosíssima que envia criaturas letais à Terra para recuperar algo que está com o nosso protagonista.

A trama se concentra nessa fuga desesperada em direção a Las Vegas. É legal ver como o roteiro explora o fato de que eles não podem mais coexistir sem atrair a morte para o planeta. Existe um peso maior aqui, uma urgência que os filmes anteriores não tinham tanto, transformando a "última rodada" em algo realmente decisivo.

Quem comanda o elenco e a direção?

A direção ficou nas mãos de Kelly Marcel, que já era roteirista da franquia e conhece os personagens como ninguém. No elenco, claro, temos o monstro Tom Hardy entregando tudo mais uma vez. O cara consegue dar vozes e personalidades tão distintas para o Eddie e para o Venom que a gente até esquece que é o mesmo ator ali.

Além dele, temos nomes de peso como Chiwetel Ejiofor, vivendo um militar implacável, e Juno Temple, no papel de uma cientista que estuda os simbiontes. As locações variam entre as paisagens desérticas da Espanha (que se passam pelo México e EUA) e os luzes de Las Vegas, criando um visual bem dinâmico para a correria da dupla.

Como está a recepção e a nota no IMDb?

Atualmente, Venom: A Última Rodada segura uma nota de 6.1 no IMDb. Para um filme de conclusão de trilogia, é uma média honesta. A crítica especializada costuma pegar pesado com o tom mais "galhofa" do Venom, mas para quem é fã e entende a proposta, a nota reflete bem a diversão que o filme entrega.

Muita gente elogiou a química final da dupla e as cenas de ação, que estão em uma escala muito maior, envolvendo transformações de outros animais com o simbionte (o cavalo Venom é sensacional!). É aquele tipo de filme que você assiste para relaxar, sem precisar de uma tese de doutorado para entender o multiverso.

Quais são as curiosidades e a minha crítica final?

Uma curiosidade animal é que o Tom Hardy não apenas atua, mas também ajudou a escrever a história. Ele realmente vestiu a camisa do personagem. Outro ponto que vale mencionar é a introdução do Knull, que deixou muita gente com uma pulga atrás da orelha sobre o futuro desse universo, já que ele é um dos vilões mais temidos dos quadrinhos.

Minha crítica: O filme entrega exatamente o que promete: uma despedida digna, com muita ação e aquele humor ácido que a gente aprendeu a gostar. O ponto fraco talvez seja a subutilização de alguns personagens secundários, mas como o foco é o "casal" principal, dá para passar o pano. É um filme sobre lealdade. Se você quer ver porrada, efeitos visuais de ponta e uma conclusão emocionante para o Eddie Brock, pode ir sem medo. É um fechamento honesto para quem acompanhou essa bagunça desde o começo.




O Telefone Preto 2 (Black Phone 2)

 

O Telefone Preto 2: o terror psicológico que volta ainda mais sombrio

Quando assisti ao primeiro filme da franquia, fiquei com aquela sensação rara de ter encontrado um terror diferente, mais pesado emocionalmente e menos preocupado apenas com sustos baratos. Agora, com O Telefone Preto 2, senti que a proposta ficou ainda mais intensa. O longa chega em 2025 trazendo novamente aquele clima sufocante, silencioso e perturbador que marcou o original.

O título original do filme é Black Phone 2, dirigido mais uma vez por Scott Derrickson, o mesmo nome por trás do primeiro longa e também conhecido por trabalhos fortes no terror sobrenatural. A produção mantém o DNA sombrio da Blumhouse e aposta pesado na atmosfera psicológica.

Segundo o IMDb, o filme estreou em 2025 com nota 6,1/10.

O que acontece em O Telefone Preto 2?

A sequência acompanha Finn alguns anos depois dos eventos traumáticos do primeiro filme. Só que o passado claramente não ficou para trás. O terror volta quando sua irmã começa a receber ligações misteriosas vindas do telefone preto em sonhos perturbadores.

O roteiro expande bastante a mitologia da franquia. Agora não é apenas uma história de sobrevivência. Existe uma carga sobrenatural muito mais forte, envolvendo traumas, culpa e aquela sensação constante de que o mal nunca desapareceu completamente.

O filme não tenta reinventar tudo. Pelo contrário. Ele entende o que funcionou no original e aprofunda isso. O foco continua sendo o medo psicológico, os silêncios desconfortáveis e a tensão crescente.

Quem está no elenco do filme?

O elenco principal traz de volta nomes conhecidos do primeiro longa:

  • Ethan Hawke

  • Mason Thames

  • Madeleine McGraw

  • Demián Bichir

Ethan Hawke continua sendo um dos grandes destaques. O jeito frio, estranho e imprevisível do personagem continua assustando sem precisar exagerar. É aquele tipo de vilão que incomoda mais pelo comportamento do que pela violência explícita.

Uma coisa que gostei bastante foi perceber como Mason Thames amadureceu no papel. Dá para sentir o peso psicológico carregado pelo personagem. Isso deixa a narrativa mais humana e menos “terror adolescente genérico”.

Onde O Telefone Preto 2 foi gravado?

As filmagens aconteceram principalmente em Toronto, no Canadá e sinceramente, a escolha da locação ajudou muito na construção da atmosfera. O inverno, os cenários frios e aquele visual acinzentado deixam tudo mais desconfortável. Existe um isolamento constante no filme que faz o espectador se sentir preso junto com os personagens.

Os cenários lembram bastante os filmes de terror dos anos 70 e 80, algo totalmente proposital. Inclusive, a produção manteve referências visuais da década de 1980 para preservar a identidade do universo criado no primeiro filme.

Quais são as curiosidades mais interessantes sobre o filme?

Uma das curiosidades mais legais é que o filme continua baseado no universo criado por Joe Hill, filho de Stephen King. E sinceramente, dá para perceber bastante influência do pai no clima sombrio e psicológico da obra.

Outra curiosidade interessante é que a sequência amplia os elementos sobrenaturais. Enquanto o primeiro filme tinha um pé mais forte no suspense criminal, agora a continuação mergulha mais fundo no horror espiritual e nos sonhos perturbadores.

Também achei interessante a decisão de manter a ambientação nos anos 80. O figurino, os objetos de cena e até a abertura da Universal usam referências da época para reforçar a nostalgia. 

E tem mais: o filme teve orçamento estimado em US$ 30 milhões e acabou ultrapassando US$ 132 milhões em bilheteria mundial, mostrando que o público realmente abraçou essa franquia. 

O Telefone Preto 2 vale a pena assistir?

Na minha opinião, vale sim — principalmente para quem gosta de terror psicológico com atmosfera pesada.

O filme não depende de jumpscare a cada cinco minutos. Ele trabalha tensão, silêncio e desconforto emocional. Isso acaba sendo muito mais eficiente. Tem cenas em que praticamente nada acontece, mas mesmo assim a sensação de perigo é constante.

Claro que existem alguns problemas. Em certos momentos, senti que a sequência exagera um pouco nas explicações sobrenaturais. O primeiro filme era mais misterioso, e isso ajudava bastante no impacto. Aqui, algumas respostas acabam diminuindo parte da tensão.

Mesmo assim, a direção de Scott Derrickson continua muito competente. A fotografia é escura na medida certa, o som é extremamente importante para criar medo e a atuação de Ethan Hawke continua carregando cenas inteiras.

Para quem curte filmes como Hereditário, A Entidade e It: A Coisa, essa continuação provavelmente vai funcionar muito bem.

No fim das contas, O Telefone Preto 2 consegue algo importante: manter a identidade do original sem parecer apenas uma cópia preguiçosa. Ele aprofunda os personagens, aumenta o horror sobrenatural e entrega uma experiência mais pesada emocionalmente.

E sinceramente? Depois que os créditos sobem, ainda fica aquela sensação estranha de olhar para qualquer telefone tocando no escuro e pensar duas vezes antes de atender.




A Vida Durante a Guerra (Life During Wartime)

 

A Vida Durante a Guerra: Um Olhar Direto (e Meio Esquisito)

Sabe quando você assiste a um filme e, mesmo ele sendo estranho, tem algo que te prende? Foi essa a sensação que tive com A Vida Durante a Guerra (Life During Wartime). Não é um filme de ação, nem um drama choroso. É... diferente.

Vi que foi lançado em 2009, e, para ser sincero, achei a nota dele no IMDb, 7.2, até que justa. Não é um 10/10 que muda a sua vida, mas tem seu valor. O negócio me fisgou pela curiosidade de ver como o diretor Todd Solondz conduziu essa história que é, na verdade, uma "continuação" com novos atores de um filme dele de 1998, Felicidade.

Elenco, Direção e a Tal Continuação

O Solondz é conhecido por ter um olhar bem peculiar e até incômodo sobre as famílias e a "normalidade" americana. Nessa trama, ele junta um time de peso. No elenco principal, temos nomes como Shirley HendersonCiarán HindsAllison JanneyMichael Lerner e Paul Reubens. O mais louco é que eles interpretam os mesmos personagens do filme anterior, mas com rostos totalmente diferentes. Essa escolha do diretor, de refazer os papéis com outros atores, dá um toque meio surreal e desapegado à história.

O filme se divide em várias subtramas, mostrando a vida de três irmãs e os homens complicados (pra não dizer outra coisa) em suas vidas. É um retrato de gente tentando se ajustar depois de traumas ou tentando, simplesmente, existir.

Onde a Máquina Gira: Locações e Trilha Sonora

trilha sonora é um ponto que não posso ignorar. Ela é assinada por Marc Shaiman e consegue dar um tom agridoce, às vezes levemente irônico, às cenas. Não é aquela trilha que você sai assobiando, mas ela cola com o que está sendo mostrado, sem tentar manipular a emoção.

Quanto às locações de filmagem, a produção manteve o cenário de uma América de classe média-alta e suburbana, filmando principalmente em Nova York e Flórida. As casas, os quartos de hotel, as paisagens de estrada... tudo serve para reforçar essa sensação de que a vida dessas pessoas é comum, mas o drama delas é totalmente incomum. É um contraste bem eficiente.

Reconhecimento e Outras Curiosidades

Apesar de ser um filme mais cult e de nicho, A Vida Durante a Guerra não passou despercebido. Entre as premiações, ele levou o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Veneza em 2009. Um reconhecimento importante que reforça a qualidade do texto do Solondz.

E falando em curiosidades, além da troca de todo o elenco — que já é a maior delas —, o título original, Life During Wartime, é uma referência a uma canção do Talking Heads. A escolha do nome já te dá uma pista: a vida dessas pessoas é uma espécie de batalha constante, uma guerra interna ou contra o mundo, mesmo que por fora pareça tudo calmo.

Para resumir minha experiência: é um filme que te faz pensar, mas sem te dar as respostas de bandeja. Se você curte cinema que foge do óbvio e não tem medo de ver a vida como ela é — meio caótica e sem final feliz garantido —, vale a pena dar uma chance. É um retrato cru e honesto, na medida do possível.