O profeta (Un prophète)

 

Mergulhei em "Un Prophète": O filme de cadeia que me pegou

E aí, beleza? Deixa eu te falar de um filme que vi há um tempo e que, olha, grudou na mente. Se você curte um drama policial bem pé no chão, sem frescura e com uma ascensão de personagem que te faz pensar, anota o nome: "Un Prophète" (em português, "Um Profeta").

Eu costumo procurar uns filmes com boa avaliação e o que me chamou a atenção foi a nota alta no IMDb e os prêmios que ele levou. Se liga na história, mas sem spoiler pesado, é claro.

Lançamento, Direção e Elenco de Peso

Esse é um filme que não saiu ontem, mas continua super atual em termos de impacto.

O lançamento rolou em 26 de agosto de 2009 (na França). A direção é do mestre Jacques Audiard. Se você não o conhece, saiba que ele tem um jeito de filmar a violência e o drama humano de uma forma crua, quase documental.

No elenco, o destaque total é o protagonista, Tahar Rahim, no papel de Malik El Djebena. O cara entrega uma atuação que é pura transformação. Ao lado dele, temos o veterano Niels Arestrup, interpretando o chefão Césare Luciani. A química e a tensão entre esses dois são o motor do filme.

Nota do IMDb e as Conquistas Inegáveis

Como eu disse, a nota foi um chamariz. "Un Prophète" tem uma nota sólida de 8.0/10 no IMDb. Isso já diz muita coisa sobre a qualidade e a aprovação do público mais exigente.

Em relação a prêmios, a lista é grande e pesada. Ele ganhou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes e foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Na França, dominou o César Awards, levando nada menos que nove prêmios, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor. É o tipo de reconhecimento que confirma que o filme não é só bom, é excepcional.

A Trilha Sonora, Locações e Outras Fichas Técnicas

A atmosfera do filme é pesada, e a trilha sonora contribui para isso, mas de uma forma sutil. A música, de Alexandre Desplat, não é invasiva; ela pontua o drama e a tensão sem roubar a cena. Não é um álbum pop, mas sim uma trilha que te mantém imerso na narrativa.

O título original do filme é, obviamente, "Un prophète".

As locações de filmagem foram na França. Boa parte do filme se passa dentro de uma prisão, e eles usaram locações reais, como o Centro de Detenção de Melun, para dar aquela sensação de confinamento e realidade nua e crua.

Uma Curiosidade de Bastidor

Uma coisa interessante é que o ator Tahar Rahim teve que aprender a falar o dialeto corso (língua falada pelo personagem de Niels Arestrup) e a língua árabe para o papel. E ele fez um trabalho de imersão de seis semanas, incluindo aprender a cozinhar, para se sentir mais à vontade no ambiente da prisão. Esse nível de dedicação mostra o porquê do filme ser tão realista.

Por Que Você Deveria Ver "Un Prophète"?

O filme conta a jornada de Malik, um jovem árabe analfabeto, que é jogado numa prisão francesa. De cara, ele se vê forçado a "escolher um lado" para sobreviver. Ele começa do zero, como um peixe pequeno, e aprende as regras da cadeia, do crime e do poder de uma forma brutal.

A narrativa é sobre sobrevivência, aprendizado e estratégia. É uma história de máfia, mas com foco em como a inteligência e a frieza podem ser mais poderosas que a força bruta. O filme tem um ritmo ótimo, te prendendo do início ao fim, e o desenvolvimento do protagonista é fascinante de acompanhar.

Conclusão: Se você busca um filme tenso, inteligente e aclamado, que vai além do clichê de cadeia, "Un Prophète" é a pedida certa.


O Grande Maquinista (The General)

 

O Grande Maquinista: A Obra-Prima de Buster Keaton que Definiu a Comédia de Ação

Olá! Se você, como eu, aprecia um bom filme mudo que consegue ser mais emocionante e visualmente espetacular do que 90% dos blockbusters de hoje, precisa conhecer O Grande Maquinista (título original: The General). Não é apenas um filme antigo; é uma lição de cinema, pura e simples.

Lembro-me da primeira vez que assisti. Esperava aquela comédia "pastelão" padrão, mas o que encontrei foi uma perseguição épica, um suspense de tirar o fôlego e um protagonista, o maquinista Johnnie Gray, com uma determinação que é quase um manual de como resolver problemas na vida real: com engenho, coragem e sem frescura.



Por Dentro do Motor: Ficha Técnica e Reconhecimento

Para quem gosta de ir direto ao ponto, este filme é um marco. Ele foi lançado em 5 de fevereiro de 1927, na época do cinema mudo. É uma produção que, apesar de ter sido um fracasso de bilheteria na época, se tornou uma unanimidade entre críticos e diretores de cinema.

O gênio por trás das câmeras e na frente delas é Buster Keaton, que codirigiu o filme com Clyde Bruckman. Keaton não só atuou no papel principal, mas também orquestrou as acrobacias e as cenas de ação, mostrando um domínio da câmera e do espaço que poucos alcançaram. O elenco não é extenso, focado principalmente em Keaton e em Marion Mack como Annabelle Lee.

  • Título Original: The General

  • Diretores: Buster Keaton e Clyde Bruckman

  • Atores Principais: Buster Keaton e Marion Mack

  • Nota IMDb: 8.1/10. Uma pontuação sólida que reflete sua posição como um dos melhores filmes de todos os tempos.

Apesar de não ter tido grandes premiações na época, com o tempo, O Grande Maquinista foi reconhecido como uma obra-prima. É frequentemente citado em listas do British Film Institute e da American Film Institute como um dos melhores filmes americanos já feitos. O legado fala mais alto que qualquer estatueta.

Locações, Trilha Sonora e o Fato Mais Caro do Filme

Sabe o que mais impressiona em The General? A autenticidade.

As filmagens não usaram maquetes nem efeitos especiais digitais (óbvio, era 1927!). O filme foi majoritariamente gravado no estado do Oregon, nos Estados Unidos, especialmente ao longo da linha férrea do Oregon, Pacific and Eastern Railway. As paisagens de montanhas e florestas dão um visual grandioso à perseguição de trem.

Outro detalhe importante: por ser um filme mudo, ele não tinha uma "trilha sonora" fixa como conhecemos hoje. As músicas eram tocadas ao vivo por um pianista ou orquestra nas salas de cinema. Versões restauradas atuais geralmente apresentam composições de nomes como Robert Israel ou Carl Davis, que criaram trilhas para complementar a ação e o drama, tornando a experiência ainda mais imersiva.

Curiosidades: Por Que Quase Faliram e a Cena Mais Épica

A produção de O Grande Maquinista é famosa por uma curiosidade que quase levou a produtora à falência: a cena final do clímax.

Para quem assiste, é impossível esquecer a cena em que um trem despenca de uma ponte em chamas. Isso não é um truque de câmera. Buster Keaton decidiu que o único jeito de fazer a cena ter o impacto desejado era fazê-la de verdade.

  • O custo para derrubar a locomotiva no rio (uma máquina real!) foi de cerca de US$42.000, o que na época era um valor astronômico e tornou a cena a mais cara da história do cinema mudo.

  • A locomotiva enferrujada ficou no leito do rio por décadas, tornando-se uma atração turística não oficial, até ser resgatada como sucata.

Essa atitude de "fazer acontecer" define a genialidade de Keaton. Ele não dependia de efeitos para contar a história, mas sim da mecânica perfeita da ação e da emoção crua de um homem lutando por aquilo que é importante para ele.

O Grande Maquinista: Uma Aventura Essencial

A trama é direta: Johnnie Gray tem dois amores, sua locomotiva (The General) e sua namorada, Annabelle Lee. Quando ambos são roubados durante a Guerra Civil Americana, ele parte em uma perseguição solitária atrás dos espiões da União, usando sua inteligência para se infiltrar e, claro, recuperar o que é dele.

É uma aventura constante, com cenas de Keaton em cima do trem que desafiam a lógica e a gravidade. A narrativa é fluida, a ação não para e o humor surge da própria situação de risco. Não vou dar spoiler, mas garanto: é a prova de que um filme não precisa de falas para comunicar coragem e dedicação.

Se você está buscando uma obra atemporal, com uma história sobre dever e determinação, The General é obrigatório. Vá assistir e depois me diga se essa perseguição de trem não é uma das melhores que você já viu.