Bailarina

 

Eu conferi Bailarina (From the World of John Wick: Ballerina), e o papo aqui é direto: se você gosta daquele universo de hotéis para assassinos e regras inquebráveis, esse filme entrega o que promete sem muita frescura. Não espere um drama denso sobre dança; o foco aqui é a sobrevivência e, claro, a coreografia da violência.

Assisti com a expectativa de ver como a franquia se expandiria sem o Keanu Reeves no centro o tempo todo, e o resultado é tecnicamente bem resolvido. Abaixo, organizei o que você precisa saber sobre a produção.

O que você precisa saber sobre a história e a direção

O filme estreou nos cinemas brasileiros em junho de 2025, trazendo uma proposta de preencher as lacunas entre o terceiro e o quarto capítulo da saga principal. Quem assina a direção é o Len Wiseman, que já tem estrada com ação (conhecido por Anjos da Noite). Ele conseguiu manter o estilo visual que o Chad Stahelski criou, mas com um toque próprio, um pouco mais seco.

O título original é From the World of John Wick: Ballerina. A trama foca na Eve Macarro, interpretada pela Ana de Armas, que busca vingança contra quem dizimou sua família. É aquela estrutura clássica de "um contra todos", mas executada com o rigor técnico que a gente espera dessa marca.

Elenco de peso e o retorno de rostos conhecidos

A Ana de Armas carrega o filme muito bem. Ela já tinha mostrado que sabia brigar em 007: Sem Tempo para Morrer, e aqui ela consolida isso. Mas o que realmente chama a atenção é o elenco de apoio:

  • Keanu Reeves: Faz uma participação estratégica como John Wick.

  • Ian McShane: Volta como Winston, o gerente do Continental.

  • Lance Reddick: Em uma de suas últimas aparições (gravadas antes de falecer), como Charon.

  • Gabriel Byrne: Faz o antagonista principal.

  • Norman Reedus: Também está no time, trazendo aquele ar de "sujeito perigoso" que ele faz bem.

No IMDb, o filme tem se mantido com uma nota sólida na casa dos 7.2, o que é bem honesto para o gênero. Sobre premiações, ele tem focado mais nas categorias técnicas de dublês e edição de som, que é onde o investimento realmente aparece.

Bastidores: Locações e trilha sonora

Para quem liga para a parte técnica, o filme foi rodado em grande parte em Praga, na República Tcheca. Esse cenário europeu dá um ar mais clássico e frio para as cenas de perseguição, fugindo um pouco do visual saturado de Nova York que já conhecemos.

A trilha sonora ficou nas mãos de Marco Beltrami e Anna Drubich. Eles mantiveram a pegada industrial e rítmica que ajuda a ditar o passo das lutas. Não é música para ouvir relaxando, é música para acelerar o batimento enquanto a pancadaria acontece na tela.

Curiosidades que talvez você não saiba

Existem alguns detalhes interessantes sobre a produção que valem o registro:

  1. Treinamento pesado: Ana de Armas passou meses treinando combate corpo a corpo e manuseio de armas para reduzir o uso de dublês.

  2. Cronologia: O filme se passa exatamente entre John Wick 3: Parabellum e John Wick 4: Baba Yaga.

  3. A Escola de Bailarinas: O filme aprofunda aquela organização russa que aparece brevemente no terceiro filme, mostrando que a "dança" é apenas uma fachada para o treinamento de assassinas de elite.

Vale o ingresso?

Se você quer ver um filme de ação bem filmado, com cortes claros e uma protagonista que convence no papel, vale sim. Não tenta reinventar a roda, mas faz a roda girar com eficiência. É um complemento sólido para quem já é fã desse submundo do crime organizado fictício.

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