Errado Pra Cachorro: Uma Comédia Clássica com Jerry Lewis que Você Precisa Rever
Vou ser direto: se você curte comédia à moda antiga, aquela de pastelão, com cara de sessão da tarde, precisa dar uma chance para "Errado Pra Cachorro" – o título original é "Who's Minding the Store?". É um filme que, mesmo sendo de 1963, não perde a graça. O Jerry Lewis, como sempre, consegue fazer a gente rir com o jeito atrapalhado dele.
Eu assisti de novo recentemente e o que me prendeu foi a simplicidade da trama. A gente acompanha o Norman Phiffier, um cara que é um poço de boa vontade, mas um desastre em serviço. A situação dele já começa estranha: ele é o noivo da Barbara, uma moça rica que esconde a fortuna da família para garantir que ele goste dela de verdade, e não do dinheiro. A mãe dela, a Sra. Tuttle, que é a dona de uma cadeia de lojas de departamento, não gosta do Norman e decide fazer de tudo para afastá-lo, contratando-o para as tarefas mais ridículas e impossíveis da loja.
Ficha Técnica Rápida e Informações de Cinema
Apesar da confusão do personagem, a produção é bem redonda. O filme foi lançado lá fora em 1963, e a direção ficou nas mãos do Frank Tashlin, um cara que entendia de comédia e do timing do Jerry Lewis. A química entre Lewis e a atriz Jill St. John, que faz a Barbara, funciona muito bem.
O elenco principal, que segura a barra dessa loucura toda, tem nomes como:
Jerry Lewis (Norman Phiffier)
Jill St. John (Barbara Tuttle)
Agnes Moorehead (Sra. Phoebe Tuttle)
Ray Walston (Sr. Quimby)
É bom saber também que o filme tem uma nota IMDb de 6.7/10, o que, para uma comédia dessa época, mostra que ele se sustenta bem até hoje. Não é um recorde, mas garante que a experiência vale o tempo investido.
Trilha Sonora e Onde a Mágica Aconteceu
Uma comédia como essa precisa de uma trilha sonora que acompanhe o ritmo frenético do Jerry Lewis, e o Joseph J. Lilley deu conta do recado. A música é bem típica da época, com um toque jazzístico e umas batidas que parecem dar o tom exato para cada cena de confusão do Norman na loja. É aquela trilha que te coloca no clima do filme logo de cara.
Sobre as locações, o filme é uma produção americana da Paramount Pictures. Embora a história se passe basicamente dentro de uma grande loja de departamentos, é claro que a produção se valeu dos estúdios de Hollywood. O legal é ver como eles criaram toda aquela grandiosidade do ambiente de trabalho do Norman, que acaba virando um campo de testes para a incompetência dele (ou, dependendo do ponto de vista, para o seu azar). Ver o Norman tentando lidar com aspiradores de pó e máquinas de escrever é uma aula de como transformar o ordinário em caos.
Curiosidades e a Vibe do Filme
O que acho mais interessante em "Errado Pra Cachorro" é como o filme, no fundo, fala sobre a pressão social e o valor do trabalho. A Sra. Tuttle tenta, de todas as formas, humilhar o Norman para provar que ele não é bom o suficiente para a filha dela.
Uma curiosidade bacana é que a figurinista do filme foi a lendária Edith Head, uma das maiores da história do cinema, responsável por looks icônicos em vários clássicos de Hollywood. O cuidado com o visual, mesmo sendo uma comédia, é de primeira.
O enredo é uma sequência de desastres cômicos, onde o Norman simplesmente não acerta uma. Mas o mérito do Lewis é justamente transformar esses fracassos em momentos hilários. No final das contas, o filme é sobre o Norman provar o seu valor e a Barbara provar que o amor dela é genuíno. Sem dar spoiler, é seguro dizer que as coisas se ajeitam de um jeito bem satisfatório.
Se você está procurando uma comédia leve, despretensiosa e com um humor físico que funciona, "Errado Pra Cachorro" é a pedida certa.
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