Se você, assim como eu, cresceu quebrando os dedos no controle e ouvindo aquele clássico *"Finish Him!"* ecoar pela sala, sabe que a relação do cinema com o nosso jogo de luta favorito sempre foi uma montanha-russa. Quando o reboot de 2021 chegou, ele entregou uma ação honesta, mas deixou todo mundo querendo o prato principal: o torneio de verdade. Agora, finalmente sentei na poltrona do cinema para assistir à continuação direta e posso adiantar que a pancadaria subiu de nível.
Sob o título original de **Mortal Kombat II**, o novo longa chegou com a missão pesada de expandir o universo e corrigir os deslizes do passado. Vou te contar, sem enrolação, se o filme realmente faz jus ao peso desse nome ou se falhou na hora de aplicar o Fatality.
Como começa a história de Mortal Kombat II?
A trama corta direto para a correria. Depois do aquecimento no primeiro filme, o bicho pegou de verdade. O Deus do Trovão, Raiden, percebe que o perigo vindo da Exoterra (Outworld) é muito maior do que parecia. Para proteger o nosso reino, os campeões da Terra precisam rodar o mundo atrás de novos guerreiros de peso antes que o torneio oficial comece.
O ponto de partida que todo mundo queria ver é a busca por Johnny Cage. O cara é aquele clássico astro de Hollywood canastrão, meio arrogante, mas que sabe lutar de verdade quando o calo aperta. É essa busca que dita o ritmo inicial, unindo rostos conhecidos com uma nova geração de lutadores que nós, que somos fãs raiz, conhecemos muito bem dos fliperamas.
Quem está por trás e na frente das câmeras?
Na cadeira de diretor, temos o retorno de Simon McQuoid. O cara já conhecia o terreno e claramente teve mais verba e liberdade desta vez para abraçar a cafonice estilosa e a violência brutal dos jogos.
No elenco, a grande cartada foi trazer Karl Urban (o nosso eterno Billy Butcher de The Boys) para dar vida a Johnny Cage. Ele entrega exatamente o que o personagem pede: carisma, piadas nos momentos errados e uma presença de tela absurda. Junto dele, temos o retorno de Lewis Tan como Cole Young, Jessica McNamee como Sonya Blade, Mehcad Brooks como Jax e Ludi Lin como Liu Kang. Do lado das novidades que fazem o coração do fã bater mais forte, Adeline Rudolph aparece como a implacável Kitana e Martyn Ford bota medo em qualquer um incorporando o vilão Shao Kahn.
Onde o mundo de Mortal Kombat II foi criado?
Se o primeiro filme ficou muito preso em cenários fechados e galpões na Austrália Meridional, a produção desta vez resolveu abrir o mapa. Toda a rodagem principal aconteceu no estado de Queensland, na Austrália, usando os gigantescos estúdios da Village Roadshow Studios na Gold Coast.
O grande diferencial é que a equipe saiu bastante dos estúdios para filmar em locações reais na região de Brisbane. Eles transformaram praias tropicais, florestas densas e até o visual urbano do centro de Brisbane nas arenas icônicas que passávamos horas tentando dominar nos videogames, como a Living Forest (a Floresta Viva) e o temido Dead Pool. A fotografia do filme ganhou uma escala muito mais épica por causa disso.
Quais são as melhores curiosidades dos bastidores?
Uma das coisas mais legais que descobri sobre a produção envolve a escalação de um dos mutantes mais brutais da franquia. O diretor estava sofrendo para achar alguém que tivesse o tamanho físico e a energia certa para interpretar o Baraka. A salvação veio do assistente de direção, que lembrou de CJ Bloomfield, um ator que tinha feito um papel pequeno como membro de uma gangue de motoqueiros em Furiosa: Uma Saga Mad Max. O cara fez o teste e garantiu o papel de primeira.
Outro detalhe de bastidor é que as filmagens começaram em meados de 2023, mas sofreram uma pausa forçada por conta da greve dos atores em Hollywood, sendo finalizadas apenas no começo de 2024. Além disso, para quem gosta de referências, o co-criador do jogo, Ed Boon, faz uma participação especial que vai fazer você apontar para a tela na mesma hora.
Qual é o veredito e a nota IMDb do filme?
Vamos ao que interessa: o filme é bom? Lançado oficialmente em maio de 2026, o longa divide opiniões, o que já era de se esperar. No agregador de críticas IMDb, a nota do público está na casa dos 6.2/10.
Minha visão sincera sobre a obra é que ela entrega exatamente o que promete: um feijão com arroz muito bem temperado para quem quer ver osso quebrando e superpoderes na tela grande. O roteiro não vai ganhar nenhum Oscar, as explicações de lore às vezes são meio mastigadas, mas as sequências de combate são um espetáculo à parte. O uso de efeitos práticos misturados com computação gráfica evoluiu demais em comparação ao longa anterior. Ver Johnny Cage e Kitana em ação compensa qualquer diálogo mais fraco. É um filme feito de fã para fã, ideal para assistir no final de semana com uma boa bacia de pipoca e refrigerante.
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