Sabe aquele tipo de filme que você vê o elenco no pôster e pensa: "Não tem como isso ser ruim"? Pois é, Soldado de Chumbo (ou Tin Soldier, no original) é exatamente esse caso que nos faz questionar como Hollywood funciona. Eu sentei para assistir esperando um baita thriller de ação, afinal, estamos falando de nomes como Robert De Niro e Jamie Foxx dividindo a tela.
O filme, que chegou ao grande público em 2025 (após um chá de cadeira nos bastidores desde as filmagens em 2022), tenta ser muita coisa ao mesmo tempo: um drama de guerra, um suspense sobre seitas e um filme de vingança brutal. A trama gira em torno do "Bokushi" (Jamie Foxx), um líder messiânico que atrai veteranos de guerra traumatizados para uma fortaleza impenetrável. Do outro lado, temos o governo tentando infiltrar Nash Cavanaugh (Scott Eastwood), um ex-discípulo que conhece os segredos do lugar.
Vale a pena assistir Soldado de Chumbo em 2025?
Se você busca um passatempo descompromissado para uma noite de tédio, talvez ele sirva. Mas vou ser sincero: o filme é uma montanha-russa que esqueceu de completar os trilhos. A narrativa abusa de flashbacks que, em vez de explicar o passado do Nash, acabam deixando a gente meio perdido no tempo.
O diretor Brad Furman (que já mandou muito bem em O Poder e a Lei) parece ter perdido a mão na edição. Com uma nota de 3,3 no IMDb, o longa foi recebido com bastante frieza. A sensação é de que o potencial da história — que é interessante, sobre como soldados descartados buscam propósito em lugares errados — foi soterrado por um roteiro confuso e uma execução que não sabe se quer ser filosófica ou apenas um tiroteio genérico.
Quem faz parte do elenco e da direção?
O peso do filme está, sem dúvida, nas costas dos atores. Ter Robert De Niro como Emmanuel Ashburn, o agente do governo, traz um respeito imediato, mas ele parece estar no piloto automático aqui. Jamie Foxx entrega uma performance magnética como o vilão, com aquele ar de profeta que realmente convence, mas o roteiro não dá a ele camadas suficientes.
Título Original: Tin Soldier
Diretor: Brad Furman
Elenco Principal: Scott Eastwood, Jamie Foxx, Robert De Niro, John Leguizamo, Rita Ora e Nora Arnezeder.
Locação: Grande parte das filmagens rolou na Grécia, especificamente em Tessalônica, o que dá um visual interessante e diferente dos cenários americanos de sempre.
Quais são as principais curiosidades dos bastidores?
Uma das paradas mais bizarras sobre esse filme é o tempo que ele ficou "na gaveta". Ele foi filmado em 2022 e passou por uma série de problemas de distribuição e tretas legais antes de ser lançado em 2025. Muita gente até achou que o filme viraria uma "lenda urbana" e nunca sairia.
Outro ponto curioso é a trilha sonora minimalista. Ela tenta criar uma pressão psicológica constante, o que é bacana, mas às vezes briga com o barulho das explosões. E para quem gosta de detalhes técnicos, o filme custou cerca de 45 milhões de dólares, um orçamento considerável para algo que acabou indo direto para o streaming em várias regiões.
O que a crítica achou dessa obra de ação?
A crítica pegou pesado, e com certa razão. O consenso é que o filme "desperdiça um elenco de elite em um roteiro sem alma". Scott Eastwood tenta carregar o drama emocional do protagonista, mas o personagem Nash é meio frio demais, o que dificulta a nossa conexão com a jornada de redenção dele.
No fim das contas, a minha visão é que Soldado de Chumbo é como aquele carro potente que está com o motor desregulado. Ele tem as peças certas — ótimos atores, uma locação bonita e uma premissa sobre cultos militares que daria um baita debate — mas a entrega final é truncada. Se você é fã de carteirinha do Jamie Foxx ou quer ver o De Niro em qualquer papel, dá o play. Caso contrário, existem thrillers de ação mais redondos por aí.
É uma obra que serve de lição para o cinema: nomes de peso no cartaz não seguram um roteiro que não sabe para onde quer ir.
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