Bananas

 


"Bananas": Uma Viagem Pela Comédia Política com Woody Allen

Fui rever um clássico do meu acervo pessoal: “Bananas”. Não é o tipo de filme que você vê para ter grandes reflexões sobre a vida, mas sim para dar umas boas gargalhadas com um humor cínico e rápido. Se você gosta de comédia política nonsense e o estilo inconfundível do Woody Allen, esse aqui é obrigatório.

A Ficha Técnica do Caos

Eu sou daqueles que gosta de checar a ficha do filme antes, e "Bananas" tem alguns dados bem interessantes.

  • Lançamento e Direção: O filme estreou lá em 1971 e, claro, foi dirigido por Woody Allen. Naquela época, ele já estava afiado no seu estilo de comédia.

  • Título Original: O título que pegou lá fora é o mesmo daqui: Bananas. Simples e direto, como a fruta.


  • Elenco Principal: Além do próprio Woody Allen, que interpreta Fielding Mellish (o cara que vira presidente, na moral?), o filme conta com Louise Lasser (que foi casada com Allen, por sinal), Carlos Montalbán e Howard Cosell. A química do Allen com a Lasser segura bem a parte romântica e maluca da história.

  • Nota do Público: Para um filme com mais de 50 anos, ele mantém uma nota sólida no IMDb, com 7.3/10. É um bom indicativo de que a comédia ainda funciona.

O Cenário e a Trilha: Onde a Confusão Acontece

O charme do filme está em como ele mistura Nova York com a fictícia república de San Marcos. A gente sabe que muito da gravação rolou nos Estados Unidos, especialmente em Nova York, mas também houve filmagens em Porto Rico, que serviu de cenário para a ditadura e a revolução em San Marcos.

Outro ponto que sempre me prende é a trilha sonora. Ela é um show à parte, cheia de ritmos latinos vibrantes, o que faz um contraste hilário com o jeito estabanado do personagem principal. A música te joga de cabeça no clima de revolução caribenha, mesmo que tudo seja uma sátira. É um uso bem inteligente do som para construir a atmosfera da história.

        Por Trás das Câmeras: Curiosidades Rápidas

Woody Allen sempre tem uma história ou outra por trás das produções. Em "Bananas", por exemplo:

  • Corte de Cenas: Allen, em entrevistas, comentou que ele costumava cortar muitas das piadas que não funcionavam ou que ficavam muito longas. O ritmo rápido do filme é resultado dessa edição bem pensada.

  • Homenagem a Che Guevara: A famosa cena final é uma paródia, uma brincadeira com o visual icônico de Che Guevara, mas no contexto mais absurdo possível.

  • O Comentarista Esportivo: A aparição do famoso comentarista esportivo americano Howard Cosell em uma das cenas mais inusitadas do filme não estava no roteiro original. Foi um achado que acabou entrando e virando um dos momentos mais lembrados.

São detalhes que mostram o processo de um cara que já tinha um estilo muito particular de fazer cinema.

O Veredito de Quem Viu

"Bananas" é uma comédia pura. É o tipo de filme que não envelhece se você compra a ideia do humor anárquico do Allen. O ritmo é frenético, as piadas vêm uma atrás da outra e a história, por mais absurda que seja—um testador de produtos que vira presidente de uma república das bananas—, é envolvente.

Se você está procurando um filme leve, que satiriza a política de um jeito que só o Woody Allen consegue, sem grandes melodramas ou profundidades, esse é o filme certo. Um clássico da comédia que vale a pena revisitar.

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