Sabe
aquele dia em que você só quer sentar no sofá, abrir uma cerveja gelada e
assistir a um filme de ação que realmente entregue o que promete, sem
enrolação? Pois é. Eu estava procurando algo exatamente assim quando decidi dar
o play em uma das produções mais comentadas dos últimos tempos dentro do
universo dos super-heróis. Estou falando de um grupo que não tem nada de santo,
mas que bota para quebrar quando o bicho pega.
Se você curte histórias com personagens cheios de falhas,
muita pancadaria e aquela pegada de "esquadrão suicida" com a cara da
Marvel, precisa entender o impacto dessa obra. Hoje vou te contar tudo sobre a
jornada desses renegados.
Qual é o enredo de Thunderbolts* e por que ele chama
atenção?
O título original do filme carrega um detalhe curioso: Thunderbolts* (sim,
com esse asterisco que deixou muita gente intrigada até o lançamento). A
premissa é direta e puxa o espectador pelo colarinho logo nos primeiros
minutos. Imagina pegar os caras mais problemáticos, os "soldados
descartáveis" e os anti-heróis que sobraram das outras histórias da Marvel
e trancá-los na mesma sala. É exatamente isso o que acontece aqui.
A trama junta figuras carimbadas como Yelena Belova e
Bucky Barnes sob o comando da misteriosa Valentina Allegra de Fontaine. O
gancho inicial se transforma em uma baita armadilha de sobrevivência. Eles são
enviados para uma missão que parece um caminho sem volta e precisam decidir se
vão se matar primeiro ou se unir para sair vivos dali. A narrativa flui muito
bem porque não tenta te vender a ideia de que eles viraram heróis bonzinhos.
Eles continuam sendo caras durões, cheios de traumas, tentando apenas
sobreviver a mais um dia ruim.
Quem está no comando e qual é o elenco de peso do filme?
Para fazer uma máquina dessas rodar com precisão, a
direção ficou nas mãos de Jake Schreier. O cara soube dosar
muito bem o ritmo, deixando o foco nos conflitos internos do grupo, sem deixar
que os efeitos especiais engolissem a atuação da rapaziada. O roteiro também
ganhou força ao focar na saúde mental e no peso do passado de cada um, o que dá
uma profundidade bacana para a história.
O elenco entrega exatamente o peso que esses personagens
pedem. Dá uma olhada no time principal que foi escalado para essa missão:
·
Florence
Pugh como Yelena Belova (a nova Viúva
Negra, que carrega o filme nas costas)
·
Sebastian
Stan como Bucky Barnes (o eterno Soldado
Invernal, agora com uma postura de líder de fato)
·
Wyatt
Russell como John Walker / Agente
Americano
·
David
Harbour como Alexei Shostakov / Guardião
Vermelho (garantindo o alívio cômico na medida)
·
Hannah
John-Kamen como Ava Starr / Fantasma
·
Olga
Kurylenko como Antonia Dreykov /
Treinador
·
Lewis
Pullman como Bob Reynolds / Sentinela
(um acréscimo brutal para o nível de poder do grupo)
·
Julia
Louis-Dreyfus como Valentina Allegra de
Fontaine
A química entre a Florence Pugh e o Sebastian Stan
funciona muito bem na tela. Eles são o centro gravitacional dessa equipe
disfuncional, equilibrando a frieza de quem já viu muita guerra com a
necessidade de encontrar um novo propósito.
Onde foram feitas as filmagens e em que ano a obra
estreou?
Se você liga para os bastidores como eu, a produção rodou
o mundo para trazer aquele visual mais urbano, cru e cinzento, bem diferente do
colorido espacial de outros filmes de heróis. As principais locações de
filmagem incluíram os estúdios em Atlanta, nos Estados Unidos, mas a equipe
também gravou cenas externas importantes em locais como Utah e até mesmo em
partes do estado de Nova York para simular cenários globais de espionagem.
Toda essa engrenagem chegou aos cinemas recentemente. O
ano de lançamento oficial foi 2025, marcando o encerramento da
Fase 5 do Universo Cinematográfico da Marvel. O filme chegou com a missão de
resgatar o clima mais tático e realista dos tempos de Capitão América: O Soldado
Invernal, deixando um pouco de lado a bagunça do multiverso para
focar em combate corpo a corpo e conspirações governamentais de gente grande.
Quais são as maiores curiosidades e qual é a nota IMDb de
Thunderbolts*?
Uma das maiores conversas de bar na época do marketing
foi o mistério por trás daquele asterisco no título. A grande curiosidade da
produção é que, ao final da história, descobrimos que o grupo é rebatizado. O
símbolo secreto indicava que, na verdade, eles formariam os Novos Vingadores
dali em diante, já que a equipe principal original estava desfacelada. Outro
bastidor interessante foi a troca de elenco: o ator Steven Yeun (de The Walking Dead)
estava escalado para viver o Sentinela, mas devido às greves de Hollywood em
2023, teve conflitos de agenda e foi substituído por Lewis Pullman, que acabou
entregando um trabalho fantástico no papel do instável "Bob".
E o público curtiu? Se olharmos para as plataformas de
avaliação, o termômetro foi bem positivo para o gênero. A nota IMDb de Thunderbolts*
se estabilizou na casa dos 7.7 de 10, uma média bastante
sólida que reflete o alívio dos fãs em ver uma produção que foca mais no
desenvolvimento de personagens do que em piadinhas fora de hora.
O filme realmente vale o seu tempo? Minha crítica sincera
Direto ao ponto: o filme funciona muito bem se você sabe
o que vai assistir. Minha análise da obra é de que o diretor Jake Schreier
conseguiu entregar um ótimo filme de ação urbana. O grande acerto foi tratar o
grupo não como salvadores da pátria, mas como sobreviventes. A abordagem das
lutas é pesada, os impactos são secos e a sensação de perigo é real,
principalmente por causa da instabilidade mental do Sentinela, que funciona
como uma bomba-relógio ambulante.
O longa peca um pouco no ritmo no segundo ato e na
iluminação de algumas cenas escuras, mas o saldo final é muito positivo. A
jornada de Yelena tentando encontrar uma nova família e a evolução de Bucky
Barnes justificam o ingresso. Se você quer uma história com foco no
amadurecimento dos personagens, com coreografias de combate bem executadas e um
tom mais maduro, vale cada minuto. É entretenimento honesto, feito para quem
gosta de uma boa história de redenção com gosto de pólvora e asfalto.
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