Se
você é fã de grandes histórias que viram a cultura pop do avesso, provavelmente
passou os últimos meses ansioso para ver a conclusão da jornada de Elphaba e
Glinda. O universo de Oz sempre teve uma força magnética no cinema, mas o que
foi feito recentemente levou essa mitologia a outro nível. Fui assistir ao
filme com aquela expectativa de quem busca uma narrativa robusta, visualmente
impecável e que realmente fizesse jus ao peso do teatro musical. O resultado? Uma
obra que expande o horizonte da fantasia e entrega exatamente o que prometeu.
Qual é o contexto inicial e a história por trás de Wicked2?
O longa chegou aos cinemas com a missão de adaptar o
segundo ato do aclamado espetáculo da Broadway. Batizado oficialmente com o
título original Wicked: For Good, o
filme dá sequência direta aos eventos em que Elphaba assume de vez a sua
identidade como a Bruxa Má do Oeste, enquanto Glinda se consolida como a Bruxa
Boa aos olhos do povo de Oz.
A trama mergulha na complexidade política desse universo,
mostrando como a opinião pública pode ser manipulada por figuras de poder e
como a amizade dessas duas mulheres é testada ao limite. O roteiro consegue
amarrar pontas soltas de forma inteligente, mostrando que nem tudo é o que
parece sob os panos de fundo da Cidade das Esmeraldas. O lançamento oficial
aconteceu no ano de 2025, fechando com chave de ouro o
épico musical que havia começado no ano anterior. No agregador de resenhas mais
famoso do mundo, a recepção se manteve sólida, garantindo uma nota IMDb de 7.8/10,
o que prova que a produção conseguiu agradar tanto a crítica especializada
quanto o público geral.
Quem está por trás da direção e do elenco de peso?
O comando do projeto continuou nas mãos do diretor Jon M. Chu, cara que
já provou que sabe como filmar grandes coreografias e transições musicais sem
perder o foco na emoção dos personagens. O trabalho dele aqui é milimétrico: os
enquadramentos são pensados para valorizar a grandiosidade dos cenários sem
engolir os atores.
No elenco principal, o grande motor da história é a
química e a potência vocal de Cynthia Erivo (Elphaba) e Ariana Grande
(Glinda). A dinâmica entre as duas atinge o ápice dramático nesta segunda
parte. Completando o time de frente, temos Jonathan Bailey
vivendo o carismático Fiyero, a vencedora do Oscar Michelle Yeoh como a
imponente Madame Morrible e o veterano Jeff Goldblum
trazendo toda a sua excentricidade peculiar para o papel do Mágico de Oz.
Onde foram feitas as filmagens e qual a principal locação
do filme?
Embora o visual do longa pareça saído inteiramente de
computadores potentes, a produção apostou pesado em sets práticos e paisagens
reais para dar peso ao ambiente. A principal base e locação do filme foi
o complexo de estúdios Sky Studios Elstree, localizado em
Hertfordshire, na Inglaterra, além de algumas diárias nos tradicionais palcos
da Warner Bros. Studios Leavesden.
Para as cenas externas de Munchkinland e os arredores de
Oz, a equipe transformou fazendas na região de Ivinghoe, em Buckinghamshire,
construindo vilas inteiras do zero. Outro ponto marcante que os olhos mais
atentos vão reconhecer são os penhascos de Seven Sisters, em
East Sussex, que serviram de cenário para os momentos de fuga e isolamento de
Elphaba. Essa mistura de locações britânicas com efeitos visuais de ponta
trouxe uma textura crua e realista para a fantasia.
Quais são as melhores curiosidades dos bastidores?
Uma das maiores surpresas da produção envolve o nível de
realismo que o diretor quis trazer para as telas. Sabe as famosas e gigantescas
plantações de flores que aparecem em momentos cruciais da trama? Elas não são
digitais. A produção encomendou o plantio de mais de 9 milhões de tulipas reais
nos campos de Belmont Nurseries, em Norfolk, criando um tapete colorido natural
impressionante só para as filmagens.
Outro ponto que chama atenção nos bastidores é o peso da
engenharia prática: o trem real que viaja em direção à Cidade das Esmeraldas
foi construído fisicamente em tamanho real e pesava cerca de 50 toneladas. Para
movê-lo dos campos de filmagem para o backlot dos estúdios, foram necessários
cinco caminhões articulados e três guindastes massivos. Além disso, para esta
segunda parte, o compositor Stephen Schwartz trabalhou ao lado do elenco para
incluir músicas inéditas que
não faziam parte da peça original da Broadway, expandindo o catálogo musical da
obra.
O veredito final: a crítica da obra vale o seu ingresso?
Analisando friamente o filme, o saldo é extremamente
positivo. É um filme longo, denso, mas que não perde o ritmo porque sabe
alternar os momentos de pura cantoria com o avanço real da trama política e dos
confrontos físicos. A transformação de Elphaba é conduzida sem pressa, fazendo
com que o espectador entenda o lado da "vilã" antes de julgá-la.
O design de som e a mixagem das faixas clássicas como No Good Deed e For Good justificam
assistir à produção na maior tela de cinema possível. Se você busca uma
experiência cinematográfica que entrega drama, ação na medida certa, atuações
viscerais e um visual que poucas vezes se vê hoje em dia, o filme entrega tudo
isso com folga. É um encerramento digno para uma das maiores histórias de
fantasia da nossa geração.
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