Abdução (Abduction)

 

Se você curte ficção científica com aquela pegada de mistério e ação que te gruda no sofá, provavelmente já se deparou com algum título intrigante navegando pelos streamings. Hoje eu quero conversar com você sobre um filme que divide opiniões, mas que traz uma proposta bem urbana e sombria: Abdução (título original: Abduction), lançado em 2019.

Eu sou fascinado por histórias que envolvem conspirações e ficção científica, e esse longa me chamou a atenção justamente por tentar misturar as duas coisas em um cenário bem caótico. Vamos trocar uma ideia sobre o que funciona e o que derrapa nessa produção dirigida por Ernie Barbarash.

Do que se trata o filme Abdução de 2019?

A trama começa sem enrolação. Acompanhamos Quinn, um cara que acorda no meio do nada, completamente desorientado e sem memória de como foi parar ali. O pior de tudo: a filha dele sumiu sem deixar rastros. Conforme ele tenta juntar os pedaços do próprio passado para entender o que aconteceu, Quinn percebe que não está lidando com um sequestro comum, mas sim com forças que parecem vir de outro mundo.

O cenário urbano e meio claustrofóbico ajuda a dar o tom de urgência. Quinn precisa correr contra o tempo enquanto descobre que sua mente foi manipulada por seres misteriosos. É aquele tipo de premissa que te faz querer entender o mistério junto com o protagonista.

Quem está no elenco e na direção deste longa?

Quem comanda a direção é Ernie Barbarash, um diretor já conhecido por conduzir filmes de ação e suspense direto para o mercado de home vídeo e streaming, incluindo algumas parcerias com astros das artes marciais.

No elenco principal, temos Scott Adkins interpretando Quinn. Se você acompanha cinema de ação pura, sabe que o Adkins é uma máquina de lutar e entrega coreografias excelentes. Ao lado dele, dividindo o protagonismo, está Andy On, que vive Connor, um ex-agente que também tem seus próprios problemas e acaba cruzando o caminho de Quinn. A química de ação entre os dois funciona muito bem na tela.

Onde o filme foi gravado e quais as maiores curiosidades?

Uma das escolhas mais acertadas da produção foi a sua locação. O filme foi majoritariamente rodado em Ho Chi Minh, no Vietnã. Essa ambientação traz uma atmosfera densa, com ruelas escuras, letreiros de neon e uma sensação constante de que o perigo está escondido em cada esquina. O caos da cidade asiática combina perfeitamente com a confusão mental do protagonista.

Nos bastidores, a maior curiosidade é a presença da dupla Scott Adkins e Andy On. Para quem curte pancadaria coreografada de alto nível, ver os dois dividindo o set é sempre um prato cheio, já que ambos têm um histórico pesado em filmes de artes marciais orientais e ocidentais. Eles conseguem elevar o nível físico do filme de um jeito que poucos atores conseguiriam.

Vale a pena assistir ou a crítica tem razão sobre a nota IMDb?

Se formos olhar friamente para a nota IMDb, que atualmente gira na casa dos 4.2/10, o filme pode parecer uma bomba à primeira vista. Mas calma lá, vamos analisar o contexto com honestidade. Se você for dar o play esperando uma obra-prima filosófica sobre alienígenas ou efeitos visuais de última geração dignos de Hollywood, você vai quebrar a cara. O orçamento é limitado e os efeitos digitais, em vários momentos, deixam bastante a desejar.

Por outro lado, como um passatempo descompromissado de fim de semana, ele entrega o que promete no quesito porrada e correria. O ponto forte aqui são claramente as cenas de combate e a energia que o Scott Adkins coloca no papel. O roteiro se perde um pouco ao tentar amarrar a ficção científica com a ação tradicional, o que justifica a nota baixa do público geral, mas para quem é fã hardcore de um bom suspense de ação B, dá para encarar sem arrependimentos.

 

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