Se você curte uma boa história de ação que não serve só para explodir
coisas na tela, mas que realmente te faz pensar sobre o mundo atual, senta aí.
Hoje vamos trocar uma ideia sobre o que eu considero o melhor filme do Universo
Cinematográfico da Marvel (MCU). Estou falando de Capitão América 2: O Soldado
Invernal.
Quando esse filme saiu, ele mudou completamente o tom das histórias de
super-heróis, trazendo uma pegada de espionagem clássica que encaixou como uma
luva para o personagem. Vamos destrinchar por que essa obra continua sendo um
baita soco no estômago até hoje.
Qual é o contexto inicial e a
história de Capitão América: O Soldado Invernal?
Para entender o peso desse filme, a gente precisa lembrar onde o Steve
Rogers estava. Após os eventos de Os Vingadores
(2012), o Capitão está tentando se ajustar ao mundo moderno em Washington, D.C.
Ele passou décadas congelado, perdeu sua época, seus amigos e a mulher que
amava. Agora, ele trabalha para a S.H.I.E.L.D., mas sente que a linha entre os
mocinhos e os bandidos ficou borrada demais na atualidade.
O bicho pega de verdade quando Nick Fury sofre um atentado brutal e
avisa Steve que a agência foi comprometida. É aí que surge a grande ameaça: o
Soldado Invernal, um assassino fantasma, implacável e com um braço de metal,
que parece conhecer o Capitão melhor do que ninguém. Sem saber em quem confiar,
Steve precisa se aliar à Viúva Negra e ao novo parceiro, Sam Wilson (o Falcão),
para derrubar uma conspiração que ameaça a liberdade do planeta inteiro. É uma
trama de gato e rato muito bem amarrada.
Quem está por trás da ficha técnica e
do elenco de peso?
Lançado nos cinemas em 2014, o filme traz o
título original de Captain America: The Winter Soldier.
A direção ficou nas mãos dos irmãos Anthony e Joe Russo, uma escolha que, na
época, surpreendeu muita gente porque eles eram mais conhecidos por comédias.
No entanto, os caras entregaram uma direção de ação física e realista que
redefiniu o padrão da Marvel. No site do IMDb, o longa ostenta uma baita nota
de 7.8, o que mostra o respeito tanto do público quanto da
crítica.
O elenco entrega atuações bem sólidas. Chris Evans já estava totalmente
confortável na pele do Steve Rogers, trazendo a imponência e a moralidade do
herói sem parecer chato. Scarlett Johansson brilha como a cínica e habilidosa
Natasha Romanoff, e Anthony Mackie faz uma estreia excelente como Sam Wilson.
Sebastian Stan dá um show de fisicalidade como o Soldado Invernal, entregando
ameaça quase sem falar nenhuma palavra. E, para fechar com chave de ouro, temos
o lendário Robert Redford como Alexander Pierce, um alto funcionário da
S.H.I.E.L.D., o que dá um peso extra ao clima de suspense político.
Onde o filme foi gravado e quais são
suas principais locações?
Embora a história se passe majoritariamente em Washington, D.C., a maior
parte das filmagens aconteceu em Cleveland, Ohio,
além de algumas diárias na própria capital dos EUA e em Los Angeles.
A escolha de Cleveland foi estratégica para as cenas de ação urbana.
Sabe aquela sequência espetacular de perseguição em que o Nick Fury é
encurralado no trânsito por falsos policiais? Ou o quebra-pau homérico no meio
de uma avenida movimentada onde o Capitão enfrenta o Soldado Invernal cara a
cara? Tudo isso usou as ruas e viadutos de Cleveland como cenário. A
arquitetura cinzenta e realista da cidade ajudou a dar o tom urbano, sujo e
tático que os diretores queriam, afastando o filme daquela estética
excessivamente colorida de computação gráfica de outros longas de heróis.
Quais são as melhores curiosidades
sobre a produção?
Bastidores de filme bom sempre rendem ótimas histórias, e com esse não é
diferente. Separei algumas curiosidades que mostram o capricho da produção:
·
Luta coreografada de verdade: Para a famosa cena
do elevador — onde o Capitão detona uma equipe inteira da STRIKE em um espaço
minúsculo —, Chris Evans e os dublês treinaram exaustivamente. A coreografia
misturou técnicas de Boxe, Krav Maga e Jiu-Jitsu para parecer o mais violenta e
real possível.
·
O caderninho do Steve: A lista de coisas
que o Capitão América precisa recuperar para entender o século XXI muda
dependendo do país onde o filme foi exibido. Na versão brasileira, a lista
inclui "Ayrton Senna", "Xuxa" e "Mamonas
Assassinas".
·
Inspiração nos anos 70: Os diretores
revelaram que se basearam fortemente em suspenses políticos dos anos 1970, como
Três Dias do Condor (que inclusive é estrelado por
Robert Redford). A ideia era fazer um filme onde o protagonista não pudesse
confiar nem nas paredes ao seu redor.
Qual é a crítica real sobre a obra e
por que ela envelheceu tão bem?
Minha opinião sincera? Capitão América: O Soldado
Invernal não é apenas um excelente filme de herói; ele é um filmaço
de ação e espionagem por direito próprio. O grande trunfo do roteiro é colocar
o herói mais idealista e focado em valores morais clássicos dentro de um
cenário moderno onde o governo espiona seus próprios cidadãos sob o pretexto de
"segurança". O embate ideológico ali é muito atual.
A ação é visceral. Os impactos dos socos, o som do escudo batendo e as
perseguições têm peso. Você sente que os personagens correm risco de verdade,
algo que a Marvel acabou perdendo um pouco nos anos seguintes com o excesso de
telas verdes. Além disso, a reviravolta envolvendo a S.H.I.E.L.D. mudou o
status quo de todo o universo cinematográfico na época, mostrando que a
produção tinha coragem de quebrar o próprio brinquedo para contar uma história
impactante. É um filme tenso, maduro, com ritmo impecável e que continua sendo
o ápice do que o cinema de entretenimento pode entregar. Se faz tempo que você
não assiste, vale muito a pena rever no fim de semana.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe um comentário sobre o filme e compartilhe com seus amigos.