Elvis

 

Olha, eu sempre fui do time que acha difícil alguém conseguir capturar a energia real de uma lenda no cinema sem parecer uma caricatura, mas o que aconteceu em Elvis é de outro nível. Eu lembro que quando o filme saiu, o comentário geral era sobre como o ator principal conseguiu incorporar não só o jeito de falar, mas a eletricidade que o "Rei" tinha no palco. É um filme barulhento, brilhante e frenético, bem do jeito que a história do rock exige.

O filme não tenta ser só uma biografia comportada. Ele foca na relação complexa — e muitas vezes tóxica — entre o Elvis Presley e o seu empresário, o Coronel Tom Parker. É uma jornada que vai do brilho de Memphis até o isolamento dourado em Las Vegas, mostrando como o sistema pode tentar engolir um talento bruto.

Quais são as informações técnicas de Elvis (2022)?

Lançado oficialmente no ano de 2022, o filme carrega o título original simples e direto: Elvis. No IMDb, a obra ostenta uma nota sólida de 7.3, o que é um reflexo da recepção positiva tanto da crítica quanto do público que gosta de uma boa narrativa histórica com uma pegada moderna.

A direção é de Baz Luhrmann, um cara conhecido pelo seu estilo visual exagerado e dinâmico, o que casou perfeitamente com a estética do Elvis. No elenco, temos:

  • Austin Butler como Elvis Presley (o cara simplesmente desaparece no papel)

  • Tom Hanks como Coronel Tom Parker 

  • Olivia DeJonge como Priscilla Presley

  • Helen Thomson como Gladys Presley

As locações principais foram em Queensland, na Austrália, onde conseguiram reconstruir com perfeição a icônica mansão de Graceland e os palcos de Vegas.

Quais são as melhores curiosidades sobre os bastidores?

Uma das coisas que mais me impressionou foi saber que o Austin Butler passou cerca de três anos se preparando para o papel. Ele ficou tão imerso na voz do Elvis que, mesmo meses após as filmagens, ele ainda falava com aquele sotaque sulista característico. Outro ponto legal é que ele realmente canta as músicas da fase jovem do Elvis no filme; já para as cenas da fase final, a voz dele foi mixada com as gravações originais do próprio Rei.

Além disso, a produção teve o apoio total da família Presley. A Priscilla Presley chegou a dizer que o filme capturou exatamente quem o Elvis era, o que é o maior selo de aprovação que um filme desse tipo pode receber.

Qual é a minha crítica sobre o filme Elvis?

Sendo honesto com você, o filme é uma experiência sensorial. Se você espera um documentário linear, pode se perder um pouco, porque o Baz Luhrmann edita o filme como se fosse um videoclipe de duas horas e meia. Mas é justamente essa velocidade que passa a sensação de como deve ter sido estar no centro daquela loucura toda nos anos 50 e 60.

A atuação do Tom Hanks divide opiniões — o sotaque e a prótese dele são bem carregados —, mas o Austin Butler carrega o filme nas costas com uma dignidade impressionante. Ele não faz uma imitação; ele entrega a alma do cara. O filme mostra o lado humano, as falhas, a dependência emocional e o custo da fama sem perder o respeito pela lenda.

Por que você deve assistir a essa cinebiografia hoje?

Mesmo que você não seja o maior fã de rock antigo, Elvis vale a pena pelo espetáculo técnico. O figurino, a trilha sonora que mistura clássicos com toques modernos de hip-hop e a montagem são impecáveis. É um filme sobre a busca pelo sonho americano e como, às vezes, esse sonho pode se tornar uma armadilha.

É o tipo de filme que você termina de ver e quer ir direto para o Spotify ouvir toda a discografia do cara. É uma homenagem grandiosa, mas que não tem medo de mostrar as sombras por trás das luzes do palco.



Lendas da Paixão (Legends of the Fall)

Se você curte aquele tipo de cinema épico, que não se faz mais hoje em dia, senta aí. Vou te contar por que Lendas da Paixão (Legends of the Fall) ainda é um soco no estômago, mesmo décadas depois do lançamento.

Não espere um romance água com açúcar. É um filme sobre homens rústicos, o peso das escolhas e como a natureza selvagem molda o caráter de uma família.

O cenário e a direção de Edward Zwick

Lançado em 1994, o filme tem a assinatura de Edward Zwick. O cara sabe filmar grandes escalas. Ele pegou a história básica de uma família no Montana, no início do século XX, e transformou em algo monumental.

O título original, Legends of the Fall, faz muito mais sentido quando você entende a queda (bíblica e literal) dos personagens. A trama gira em torno do Coronel Ludlow e seus três filhos. É o tipo de história que mostra que, às vezes, o maior inimigo de um homem é o sangue que corre nas veias dele.

O elenco que carregou o peso do drama

Não dá para falar desse filme sem citar o trio principal. Brad Pitt interpreta Tristan Ludlow, o filho rebelde e selvagem. Foi o papel que carimbou o passaporte dele para o primeiro escalão de Hollywood. Ele não fala muito, mas a presença física resolve a cena.

Ao lado dele, temos Anthony Hopkins como o patriarca, entregando aquela atuação sólida que a gente já espera, e Julia Ormond, que vive a mulher que acaba entrando no meio da dinâmica desses irmãos. O elenco ainda conta com Aidan Quinn e Henry Thomas, fechando um núcleo familiar que parece real, com todas as suas falhas e rancores.

Notas, prêmios e a parte técnica

Se você liga para números, a nota no IMDb costuma flutuar na casa dos 7.5, o que é um respeito enorme para um drama dessa densidade. Mas o que realmente salta aos olhos é a parte técnica.

  • Premiações: O filme levou o Oscar de Melhor Fotografia. E não foi por acaso.

  • Locações de filmagem: Apesar de se passar no Montana (EUA), a maior parte foi gravada em Alberta e na Colúmbia Britânica, no Canadá. As paisagens são absurdas e dão o tom de isolamento da história.

  • Trilha Sonora: Composta pelo gênio James Horner. É o tipo de música que você reconhece nos primeiros acordes. Ela é grandiosa, mas sabe ser silenciosa quando o drama pede.

Curiosidades que você talvez não saiba

Assistir a um filme desses sem saber os bastidores é perder metade da diversão. Aqui vão alguns pontos interessantes para você comentar na próxima roda de conversa:

  1. Troca de papéis: O papel de Tristan quase foi para o Tom Cruise, mas ele recusou. Sinceramente? Difícil imaginar outra pessoa além do Brad Pitt naquele cavalo.

  2. Preparação: Brad Pitt realmente aprendeu a lidar com a natureza e os animais para o filme. Aquela aura de "homem da montanha" não foi só maquiagem.

  3. O urso: O urso que aparece em momentos cruciais da trama era o "Bart, o Urso", um animal treinado que foi uma celebridade em Hollywood nos anos 90.

No fim das contas, Lendas da Paixão é sobre o tempo. Sobre como as guerras (as do mundo e as internas) destroem e reconstroem as pessoas. Se você ainda não viu, reserve uma noite, desligue o celular e preste atenção nos detalhes. Vale o investimento.