Resident Evil 4: Recomeço (Resident Evil: Afterlife)

 

Se você acompanhou a saga da Alice nos cinemas, sabe que Resident Evil 4: Recomeço (ou Resident Evil: Afterlife, no título original) foi um divisor de águas. Eu lembro bem quando ele saiu, em setembro de 2010, prometendo levar a franquia para um nível visual que a gente ainda não tinha visto, principalmente pelo uso do 3D.

Vou direto ao ponto: o filme não tenta ser um drama profundo. Ele é ação pura, estética de videogame e muita coreografia. Se você quer entender por que esse capítulo é tão citado, preparei um resumo do que realmente importa sobre a produção, sem enrolação e sem estragar as surpresas da trama.

O comando de Paul W.S. Anderson e o elenco

Depois de ficar apenas na produção e no roteiro nos dois filmes anteriores, Paul W.S. Anderson voltou para a cadeira de diretor aqui. Eu percebo que o estilo dele é bem marcante: câmera lenta, simetria e muita influência visual dos jogos da Capcom, especialmente do Resident Evil 5.

No elenco, a Milla Jovovich continua sendo o pilar como Alice. Mas o que chamou a atenção na época foi a volta da Ali Larter como Claire Redfield e a introdução do Wentworth Miller (aquele de Prison Break) fazendo o papel de Chris Redfield. Para fechar o time de peso, Shawn Roberts assumiu o papel do vilão Albert Wesker, entregando uma performance que parece ter saído direto do console.

Bastidores, locações e a trilha sonora industrial

Uma coisa que eu respeito nessa produção é o esforço técnico. Eles usaram o sistema de câmeras que o James Cameron desenvolveu para Avatar, o que explica por que o visual é tão polido. As filmagens aconteceram boa parte em Toronto, no Canadá, mas o filme também passa por locais como Tóquio e o Alasca, criando aquela sensação de um mundo devastado e vazio.

A trilha sonora ficou por conta da dupla tomandandy. Se você gosta de um som mais industrial, eletrônico e pesado, que dita o ritmo das lutas, essa trilha é um prato cheio. Ela foge do óbvio e ajuda a manter o clima de tensão e adrenalina lá no alto.

O que dizem os números e as premiações

Se formos olhar a frieza dos dados, o filme tem uma nota de 5.8 no IMDb. Eu sei, não é uma nota altíssima, mas para filmes de terror e ação baseados em jogos, é uma média bem comum. O público geralmente gosta mais do que a crítica especializada.

Sobre premiações, ele não é um filme de Oscar, obviamente. Mas ele venceu o Genie Award (uma espécie de Oscar canadense) na categoria de "Golden Reel", que reconhece a maior bilheteria do ano no Canadá. Também teve indicações no People's Choice Awards, o que prova que ele acertou em cheio no gosto popular.

Algumas curiosidades que você talvez não saiba

Para quem gosta de detalhes de bastidores, selecionei alguns pontos interessantes sobre o longa:

  • Tecnologia de ponta: Como mencionei, foi o primeiro da franquia filmado inteiramente com tecnologia 3D nativa.

  • Fidelidade visual: O visual do Wesker e a famosa luta final foram inspirados quadro a quadro em sequências do jogo Resident Evil 5.

  • Recorde da franquia: Por muito tempo, este foi o filme que mais arrecadou dinheiro em toda a série nos cinemas.

  • Sem dublês em tudo: Milla Jovovich fez boa parte das suas próprias cenas de ação, o que já é uma marca registrada dela.

Resident Evil 4: Recomeço é um filme direto, honesto com a proposta de entretenimento e visualmente muito forte. Se você busca uma experiência de ação intensa, vale a pena revisitar.




Resident Evil 5: Retribuição (Resident Evil: Retribution)

 

Cara, se você curte a franquia da Capcom, com certeza já parou para analisar Resident Evil 5: Retribuição (ou Resident Evil: Retribution, no original). Eu revi o filme recentemente e decidi organizar os pontos principais aqui, sem enrolação e sem spoilers, para quem quer entender por que esse capítulo divide tanto a opinião da galera, mas continua sendo um pilar do cinema de ação e ficção.

Lançado em 14 de setembro de 2012, o filme é o quinto da saga e traz de volta a parceria clássica entre a protagonista Milla Jovovich e o diretor Paul W.S. Anderson.

O comando de Paul W.S. Anderson e o elenco de peso

Muita gente critica o Paul W.S. Anderson, mas o cara sabe filmar ação como poucos. Em Retribuição, ele optou por uma narrativa que parece um videogame de verdade, com fases bem definidas. No elenco, a Milla Jovovich dispensa apresentações como Alice, mas o que chama a atenção aqui é o "fan service" bem executado.

Pela primeira vez, vimos personagens icônicos dos jogos ganharem vida de um jeito mais robusto. Tivemos a Sienna Guillory voltando como Jill Valentine (com aquele visual clássico do jogo RE5), a Li Bingbing como Ada Wong e o Johann Urb fazendo o papel do Leon S. Kennedy. Além disso, a Michelle Rodriguez deu as caras novamente, o que sempre dá um peso extra para qualquer filme de porrada.

Locações globais e a trilha sonora de tomandandy

Uma coisa que eu respeito nesse filme é a escala. Ele não fica preso em um laboratório escuro o tempo todo. A produção rodou o mundo — ou pelo menos simulou isso muito bem. As filmagens passaram por Toronto (Canadá), mas as cenas que simulam a Praça Vermelha em Moscou e os distritos de Tóquio dão um ar de "fim do mundo globalizado" que funciona demais na tela.

Para embalar essa correria, a trilha sonora ficou por conta do duo tomandandy. O som é bem industrial, carregado no sintetizador e no eletrônico pesado, o que dita o ritmo das coreografias de luta. É o tipo de música que você coloca no fone quando quer treinar pesado na academia.

Recepção, nota no IMDb e premiações

Se você for olhar puramente os números, o filme tem uma nota de 5.3 no IMDb. É uma nota justa para um filme que se propõe a ser um entretenimento de ação e não um drama profundo para o Oscar. No entanto, o filme foi um sucesso comercial absurdo na época.

Em termos de premiações, ele não levou estatuetas de melhor filme, claro, mas foi reconhecido tecnicamente. Ganhou o Golden Reel Award pela edição de som e teve indicações no Teen Choice Awards e no People's Choice Awards, o que prova que, apesar da crítica torcer o nariz, o público que gosta de explosão e zumbis estava lá garantindo a bilheteria.

Curiosidades que talvez você não saiba

O que eu acho mais interessante nos bastidores de Resident Evil 5: Retribuição são os detalhes que passam batido:

  • O retorno dos mortos: O roteiro deu um jeito de trazer atores de filmes anteriores cujos personagens já tinham morrido. Isso foi feito através da ideia de clonagem da Umbrella, o que permitiu que a Michelle Rodriguez e o Oded Fehr voltassem ao set.

  • Treinamento militar: O elenco passou por um treinamento intenso de manuseio de armas e combate tático para que as cenas de ação não parecessem artificiais.

  • Fidelidade visual: O figurino da Ada Wong foi um dos mais elogiados pelos fãs por ser quase idêntico ao que ela usa no jogo Resident Evil 4.

Resumindo: é um filme direto ao ponto. Ele sabe o que é e não tenta ser nada além de uma montanha-russa de efeitos visuais e combate. Se você quer desligar o cérebro por uma hora e meia e ver a Alice chutando bundas em escala global, esse é o seu filme.