O Acampamento (They/Them)

 

Cara, sentei esses dias para ver O Acampamento (título original: They/Them) e o filme é uma mistura bem direta de gêneros que foge um pouco do que a gente espera de um slasher comum. Se você gosta de suspenses que tentam trazer algo a mais para a mesa, vale a pena entender o que rola aqui sem entregar o jogo.

O filme foi lançado em 5 de agosto de 2022 e marca a estreia na direção de John Logan, um cara que já é bem conhecido em Hollywood por roteiros pesados como Gladiador e 007: Skyfall. Aqui, ele resolveu seguir um caminho mais contido, mas focado em uma tensão psicológica constante.

Do que se trata a história de O Acampamento?

A premissa é simples: um grupo de jovens LGBTQIA+ é enviado para o Whistler Camp, um acampamento de conversão terapêutica liderado por Owen Whistler, interpretado pelo Kevin Bacon. O clima já começa estranho desde o primeiro minuto. Enquanto os jovens enfrentam métodos psicológicos bem questionáveis para "mudar" quem são, um assassino mascarado começa a rondar o local.

O que me chamou a atenção foi como o roteiro tenta equilibrar o horror real — que é a ideia de uma terapia de conversão — com o horror clássico de um assassino à solta na floresta. Não é um filme de sustos fáceis toda hora; ele trabalha mais no desconforto de quem está assistindo.

O peso do elenco e a direção de John Logan

Ter o Kevin Bacon em um filme de acampamento é uma referência clara para quem curte terror, já que ele estava no Sexta-Feira 13 original. Além dele, temos a Carrie Preston e a Anna Chlumsky no elenco adulto. Entre os jovens, o destaque fica para Theo Germaine, que entrega uma atuação bem sólida e segura a ponta do protagonismo.

O trabalho do Logan na direção é bem seco. Ele não usa muitos floreios visuais. A narrativa é fluida, sem pressa, focando nas interações entre os personagens antes de o sangue realmente começar a aparecer. É uma escolha que pode dividir opiniões, mas mantém a trama pé no chão.

Trilha sonora e as locações na Geórgia

A ambientação ajuda muito na imersão. O filme foi gravado inteiramente no estado da Geórgia, nos EUA, aproveitando aquelas florestas densas e isoladas que são a cara desse tipo de produção. O isolamento é quase um personagem à parte.

Já a trilha sonora ficou por conta de Drum & Lace. A música não tenta ser épica; ela é minimalista e pontua bem os momentos de isolamento e perigo. É o tipo de trilha que você mal percebe que está lá, mas que vai te deixando tenso conforme o sol vai se pondo no acampamento.

Notas, premiações e curiosidades rápidas

Se você costuma olhar números antes de dar o play, a recepção de O Acampamento foi mista. No IMDb, a nota gira em torno de 4.0, o que mostra que o filme não agradou a massa que buscava um terror convencional cheio de ação. Por outro lado, ele foi indicado ao GLAAD Media Award como Filme de Destaque, justamente por colocar personagens marginalizados no centro de uma trama de gênero.

Algumas curiosidades para fechar o café:

  • O título original, They/Them, é um trocadilho inteligente entre os pronomes neutros em inglês e a ideia de "Eles" contra "Eles" no contexto do slasher.

  • Kevin Bacon também atuou como produtor executivo, o que mostra que ele realmente comprou a ideia da história.

  • Diferente de muitos filmes de terror, a produção contou com consultoria para garantir que os temas sensíveis fossem tratados com o peso certo.

No fim das contas, é um suspense que entrega o que promete sem enrolar. Se você quer ver o Kevin Bacon sendo enigmático e uma trama que tenta ser relevante, é uma boa pedida para uma noite de bobeira.




O Homem da Cabana (Old Man)

 

Cara, se você curte aquele tipo de suspense psicológico que te deixa desconfortável sem precisar de explosões ou efeitos especiais caros, precisa conhecer O Homem da Cabana (Old Man, 2022). Assisti recentemente e o filme entrega exatamente o que promete: uma conversa estranha em um lugar isolado que escala para algo bem mais tenso.

Abaixo, organizei os pontos principais para você entender do que se trata essa produção, sem entregar o jogo.

O enredo e a pegada de O Homem da Cabana

O filme é um "thriller de câmara", ou seja, quase tudo acontece dentro de um único cenário: uma cabana rústica e isolada nas montanhas. A história começa quando um jovem trilheiro perdido, interpretado por Marc Senter, acaba batendo na porta de um idoso solitário e visivelmente paranoico, vivido pelo monstro Stephen Lang.

O que eu achei interessante aqui é que o roteiro não perde tempo. O embate entre os dois personagens é direto. De um lado, o isolamento e a loucura do velho; do outro, o medo e as intenções duvidosas do visitante. A narrativa é seca, focada nos diálogos e no clima de desconfiança mútua. Se você espera um filme de ação, esqueça. O foco aqui é o psicológico.

Direção, elenco e a ficha técnica

Para quem gosta de saber quem está por trás das câmeras, a direção é de Lucky McKee, um cara que já tem estrada no gênero terror/suspense (MayThe Woman). Ele sabe como criar uma atmosfera claustrofóbica.

  • Título Original: Old Man

  • Data de Lançamento: 14 de outubro de 2022 (EUA)

  • Diretor: Lucky McKee

  • Elenco Principal: Stephen Lang, Marc Senter, Liana Wright-Mark e Patch Darragh.

  • Nota IMDb: O filme mantém uma média de 5.2/10. É uma nota honesta para uma obra de nicho, que divide opiniões justamente por ser mais lenta e focada em atuação do que em sustos fáceis.

Trilha sonora e locações de filmagem

A trilha sonora foi composta por Andrew Hewitt. Ela é minimalista, funcionando mais como um ruído de fundo que aumenta a ansiedade do espectador do que como uma música propriamente dita. Combina bem com o isolamento da trama.

Quanto às locações, embora a história se passe nas montanhas de Catskill, a maior parte das filmagens externas e internas aconteceu no estado de Nova York, nos EUA. A cabana em si é quase um terceiro personagem no filme, com toda aquela textura de madeira velha e objetos acumulados que ajudam a contar quem é aquele homem sem precisar de muitas palavras.

Curiosidades e premiações

Mesmo sendo uma produção independente e sem grandes vitórias em festivais de primeira linha (como Oscar ou Cannes), o filme circulou bem em festivais de gênero e terror, sendo elogiado pela performance física de Stephen Lang.

  • Stephen Lang no comando: O ator, conhecido por Avatar e O Homem nas Trevas, traz uma energia muito parecida aqui: um homem perigoso e imprevisível.

  • Economia narrativa: O roteiro de Joel Veach foi escrito originalmente como uma peça de teatro, o que explica por que o filme depende tanto da performance dos dois atores principais.

  • Título no Brasil: Por aqui, foi distribuído em plataformas de streaming e VOD diretamente como O Homem da Cabana, tentando pegar carona no sucesso de outros filmes de suspense com temática parecida.

No fim das contas, é um filme para ver com atenção. Não é revolucionário, mas a dinâmica entre o Lang e o Senter segura a ponta até o final. Se você tiver uma hora e meia livre e quiser um suspense direto ao ponto, vale o play.