Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo (Mas Tinha Medo de Perguntar) (Everything You Always Wanted to Know About Sex (But Were Afraid to Ask))

 

Eu estava pensando aqui outro dia, no meio de tanto conteúdo novo, em como certas comédias da velha guarda conseguiram encarar assuntos considerados tabus de um jeito que a gente mal vê hoje em dia. É o caso de um filme clássico do início dos anos 70 que, só pelo nome, já entrega a ousadia: "Tudo o que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo (Mas Tinha Medo de Perguntar)”.

Lançado lá em 1972, o filme é uma adaptação bem-humorada de um best-seller de educação sexual da época. Falo sobre ele porque é um tipo de comédia que, para mim, representa muito bem a virada de chave daquele período, com uma pegada inteligente e, claro, um tanto quanto neurótica, como é de se esperar.

O Cara Por Trás da Câmera e o Título Original

A máquina por trás dessa maluquice toda é o lendário Woody Allen. Sim, o mesmo cara de "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa". Neste filme, ele não só dirige como também atua em vários dos segmentos. O que ele fez foi pegar o livro do Dr. David Reuben e transformar os capítulos em uma série de esquetes curtos, cada um respondendo de forma hilária a uma pergunta sobre sexo. O resultado é essa coletânea de situações absurdas e cômicas que, confesso, é difícil esquecer.

O título original, para quem gosta do detalhe técnico, é Everything You Always Wanted to Know About Sex* (*But Were Afraid to Ask). É um nome longo, mas que resume perfeitamente a proposta, mantendo a curiosidade aguçada.

Elenco de Peso e A Trilha Sonora

Um ponto que sempre me agrada é ver um elenco de respeito se jogando na comédia, e aqui isso não falta. Além do próprio Woody Allen, o filme traz nomes como Gene WilderLynn RedgraveTony Randall e Burt Reynolds, cada um em papéis que parecem feitos sob medida para o nonsense do roteiro. A atuação do Gene Wilder, em particular, é daquelas que te faz rir só de lembrar.

Sobre a trilha sonora, ela tem a assinatura de Mundell Lowe. O som acompanha bem a pegada setentista e a vibe de comédia de esquetes, sem roubar a cena, mas dando o ritmo certo para cada situação. Não espere grandes sucessos pop, mas sim um trabalho que serve de base perfeita para o humor visual e os diálogos rápidos.

Locações e Uma Nota Honesta: Vale a Pena Ver?

É bom notar que, sendo uma produção americana e com o Allen no comando, as locações de filmagem foram majoritariamente em Nova York e em seus arredores, o que é bem característico dele. As locações urbanas e o visual de estúdio dão o tom certo para essa comédia que mistura o real e o surreal.

Em termos de crítica, o filme tem uma nota no IMDb que gira em torno de 7.3/10. Eu diria que é uma nota justa. Não é o filme mais aclamado do Allen, mas com certeza é um dos mais divertidos e corajosos. É cinema que diverte e faz pensar, sem levar tudo muito a sério.

      Duas Curiosidades que Vão Além do Roteiro

Para quem gosta de saber os bastidores, tem duas coisas que valem a menção:

  1. Inspiração Literária: O filme é um dos poucos do Woody Allen que foi diretamente baseado em uma obra de não-ficção, o best-seller de 1969 do Dr. David Reuben. Allen transformou um livro de perguntas e respostas sérias em uma sátira completa.

  2. O Bobo da Corte: O segmento com o Woody Allen como um bobo da corte na Idade Média tentando seduzir a rainha é uma das sequências mais icônicas. É uma paródia cheia de referências a Shakespeare, mas que, no fundo, fala sobre o esforço e a frustração masculina de uma forma muito transparente.

No fim das contas, se você curte uma comédia que não tem medo de ser estranha, mas que ainda tem um roteiro afiado e um elenco de primeira, "Tudo o que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo (Mas Tinha Medo de Perguntar)” é um item que você deve riscar da sua lista de clássicos. É uma viagem rápida de 88 minutos, cheia de risadas e com um humor que, apesar de antigo, ainda funciona.




007 - Os Diamantes São Eternos (Diamonds Are Forever)

 

Uma Missão Implacável: Mergulho em “Os Diamantes São Eternos

Estou aqui para falar de um clássico que me pega toda vez: Os Diamantes São Eternos (o título original, para quem prefere, é Diamonds Are Forever). Se você, como eu, aprecia um bom thriller de espionagem com a dose certa de estilo e ação, sabe do que estou falando. Não é só um filme, é uma peça importante na história do cinema de ação, e um ponto alto na carreira de um certo espião.

A missão, desta vez, é clara: investigar uma rede de contrabando de diamantes. O enredo te puxa para dentro de um jogo de gato e rato que vai de Londres a Las Vegas, passando por Amsterdã. A narrativa é direta, com uma urgência que mantém o ritmo acelerado, digna de uma caçada internacional.

O Retorno de uma Lenda e a Ficha Técnica

Quando falamos deste filme, a primeira coisa que salta à mente é o ator principal. Sim, Sean Connery está de volta ao papel, o que já garante um peso e uma ironia particular à interpretação. Não que os outros não fossem bons, mas Connery aqui traz uma energia de "retorno ao posto" que funciona muito bem.

O filme foi lançado em 17 de dezembro de 1971 e a direção ficou por conta de Guy Hamilton, um nome que já era familiar para a franquia. Além de Connery, o elenco principal conta com a presença de Jill St. John e Charles Gray, que mandam bem em seus respectivos papéis. É um time que entrega o que se propõe: ação e classe na medida certa.

Se formos falar de crítica, no IMDb a nota do filme é de 6.6/10, o que, convenhamos, para um filme de ação com mais de 50 anos, mostra que ele se sustenta no gosto do público.

Locações de Filmagens e a Trilha Sonora Icônica

Um dos pontos que mais me agrada nesse tipo de filme é a forma como eles usam as locações. "Os Diamantes São Eternos" é um verdadeiro tour pelo mundo, e isso é parte do seu charme.

As filmagens aconteceram em lugares de tirar o fôlego e que são cruciais para a trama. Dá para ver a beleza da capital holandesa, com cenas filmadas em Amsterdã, mas o grande destaque visual é o contraste do luxo e do deserto de Las Vegas, Nevada, nos Estados Unidos. Também houve filmagens em Londres, Reino Unido, e até no Palm Springs, Califórnia. É um cenário global que dá a dimensão da ameaça enfrentada pelo protagonista.

E claro, não dá para esquecer da trilha sonora. Ela é a espinha dorsal de qualquer bom filme de espionagem. A canção tema, que leva o mesmo nome do filme, foi interpretada pela lendária Shirley Bassey. A música é daquelas que grudam na cabeça, com uma orquestração potente que eleva a tensão e o glamour de cada cena.

Curiosidades dos Bastidores

Sempre tem alguma história de bastidores que vale a pena saber. Uma curiosidade sobre Diamonds Are Forever é que, inicialmente, Sean Connery não queria voltar ao papel. Ele só aceitou após receber uma quantia recorde para a época, que ele usou para criar uma instituição de caridade, o Scottish International Education Trust. Isso mostra o quanto o estúdio queria a volta dele.

Outra nota interessante é a respeito de algumas das cenas de perseguição de carro em Las Vegas. O público local se envolveu de tal forma que muitos motoristas fizeram o papel de extras, dando um toque autêntico à correria pelas ruas da cidade.

Conclusão: Missão Cumprida

"Os Diamantes São Eternos" não é apenas mais um filme da franquia. É um espetáculo de ação com um charme à moda antiga, sustentado pela volta de um dos atores mais emblemáticos ao papel principal. Se você quer uma dose de adrenalina, com locações espetaculares e uma trilha sonora de peso, este é o filme. É a combinação perfeita de espionagem de alto risco com o estilo inconfundível dos anos 70.