O Exorcista - O Devoto (The Exorcist: Believer)

 

Olha, se você é fã de terror, sabe que mexer com um clássico de 1973 é pisar em ovos. Quando soube que O Exorcista - O Devoto (The Exorcist: Believer) estava saindo do papel, fiquei naquela mistura de curiosidade e pé atrás. Afinal, estamos falando de uma das maiores franquias do gênero. Sentei para ver o filme tentando esquecer um pouco o peso do original e focar no que essa nova história tinha para entregar.

Vou te contar aqui o que achei e passar os detalhes principais para você decidir se vale o seu tempo no sofá.

O que esperar de O Exorcista - O Devoto

A trama tenta seguir um caminho parecido com o que David Gordon Green fez com a franquia Halloween. Ele ignora as sequências anteriores e tenta se conectar diretamente com o primeiro filme. A história foca em Victor Fielding, interpretado pelo Leslie Odom Jr., um pai que cria a filha sozinho após uma tragédia.

Tudo começa a desandar quando a menina e uma amiga somem na floresta e voltam três dias depois sem lembrar de nada. O clima de mistério é bom no começo, aquela sensação de que algo errado está impregnado nelas. O diretor, que também assina o roteiro, tenta trazer o exorcismo para uma pegada mais moderna e diversa, sem focar apenas no rito católico tradicional.

Elenco e o retorno de Ellen Burstyn

Um dos grandes pontos de venda desse filme foi a volta da Ellen Burstyn como Chris MacNeil. Ver a mãe da Regan novamente em cena dá um nó na garganta de quem cresceu assistindo ao original. Além dela e do Leslie Odom Jr., temos a Ann Dowd, que entrega uma atuação sólida como vizinha da família, e a Jennifer Nettles.

O elenco infantil também manda bem. As duas meninas conseguem passar aquela agonia física que o papel exige, com maquiagens pesadas e contorções que são marca registrada da série. É um time competente que tenta dar profundidade para um roteiro que, às vezes, parece querer abraçar o mundo.

Ficha técnica: trilha sonora, locações e IMDb

Se você gosta de saber os detalhes de bastidores, o filme foi rodado principalmente em Atlanta e Savannah, no estado da Geórgia, nos EUA. A trilha sonora, composta por David Wingo e Amman Abbasi, é correta. Ela não tenta ser o tema icônico o tempo todo, mas usa as notas clássicas nos momentos certos para te lembrar onde você está.

Sobre o reconhecimento do público e da crítica:

  • Data de lançamento: 6 de outubro de 2023 (Brasil).

  • Nota no IMDb: Atualmente está na casa dos 4.8/10.

  • Premiações: O filme não foi um queridinho das premiações de elite, acumulando mais indicações em listas de "piores do ano", como o Framboesa de Ouro, o que é uma pena dado o potencial.

Curiosidades e o veredito final

Mesmo com a recepção morna, existem fatos interessantes aqui. Por exemplo, a Linda Blair (a Regan original) trabalhou como consultora técnica no set para garantir que as atrizes mirins estivessem seguras emocionalmente durante as cenas de possessão. Além disso, o filme foi planejado para ser o início de uma nova trilogia, embora os planos tenham mudado um pouco depois da estreia.

No fim das contas, O Exorcista - O Devoto é um filme de terror funcional. Ele tem seus sustos, tem o respeito pelo legado e traz uma maquiagem de primeira. Se você não for esperando a revolução do cinema que foi o original, dá para aproveitar a experiência.





Dogman: A Vingança Tem Quatro Patas (Dogman)

 

Senta aí. Vou te contar sobre um filme que assisti recentemente e que me deixou pensativo por um bom tempo. O nome é Dogman: A Vingança Tem Quatro Patas. Se você espera aquela vibe fofinha de filmes com cachorros tipo Marley & Eu, pode esquecer. Aqui o buraco é bem mais embaixo.

O filme marca o retorno do Luc Besson, aquele diretor de O Profissional e O Quinto Elemento. Ele traz uma história crua sobre sobrevivência e a relação de um homem com seus cães, mas de um jeito que eu nunca tinha visto antes.

A mão de Luc Besson e a trama central

O título original é apenas Dogman. A história foca em Douglas, um cara que passou por traumas pesadíssimos na infância e acabou encontrando nos cachorros a única forma de amor e lealdade pura. O Besson sabe criar personagens marginais como ninguém, e aqui ele não economiza na crueza.

O Douglas é interpretado pelo Caleb Landry Jones. Se você não conhece o nome, guarde, porque o que esse sujeito faz em cena é de outro planeta. Ele carrega o filme nas costas, interpretando um homem que vive à margem da sociedade, usando cadeiras de rodas e se transformando no palco, já que ele também performa como drag queen para sobreviver. É um contraste estranho, mas que funciona muito bem na tela.

O que você precisa saber sobre a produção

Para quem gosta de detalhes técnicos, o filme foi lançado oficialmente nos cinemas brasileiros no início de 2024, após rodar festivais importantes. No IMDb, ele costuma flutuar com uma nota honesta de 6.7, o que eu considero injusto, para mim ele entrega bem mais na experiência emocional e visual.

Abaixo, separei os pontos principais para você ter uma ideia do peso dessa obra:

  • Direção: Luc Besson.

  • Elenco principal: Caleb Landry Jones, Jojo T. Gibbs e Christopher Denham.

  • Trilha Sonora: Composta por Eric Serra, o parceiro de longa data do Besson. A música ajuda a criar esse clima tenso e melancólico.

  • Locações: Embora a história se passe nos Estados Unidos, boa parte das filmagens aconteceu na França, em estúdios e locações que simulam aquele ambiente urbano decadente.

  • Premiações: O filme foi selecionado para a competição principal do Festival de Veneza, o que já mostra que não é um filme qualquer de ação.

Por que os cães são os verdadeiros protagonistas

O filme não se chama Dogman à toa. A produção usou dezenas de cachorros reais, de várias raças. O que impressiona é como o diretor conseguiu filmar esses animais de forma que eles pareçam entender cada comando e cada sentimento do protagonista.

Não tem aquela computação gráfica barata que a gente vê por aí hoje em dia. A interação entre o Caleb e os animais é orgânica. O roteiro mostra que, para o Douglas, os cães são melhores que os humanos porque eles não julgam, eles apenas protegem e obedecem. Isso cria uma dinâmica de "família" nada convencional que conduz toda a vingança mencionada no título nacional.

Curiosidades e o veredito final

Se você gosta de saber os bastidores, tem umas coisas curiosas sobre esse filme. Por exemplo, o Caleb Landry Jones passou meses se preparando para entender as limitações físicas do personagem e como interagir com matilhas reais.

Outro ponto interessante é que, apesar do marketing focar na vingança, o filme é muito mais um estudo de personagem do que um longa de pancadaria. É sobre como a sociedade quebra uma pessoa e como ela tenta se remendar com o que tem à mão, no caso, seus cães.

Se você está procurando um cinema que foge do óbvio, vale o seu tempo. É um filme direto, sem firulas e com uma atuação que vai te deixar grudado na tela até os créditos subirem.

Gostou dessa análise? Se quiser, posso te ajudar a encontrar onde o filme está disponível no streaming hoje ou sugerir outros títulos parecidos com a pegada do Luc Besson. O que acha?