Trem-Bala (Bullet Train)

 

Se você gosta de filmes que não perdem tempo com enrolação e entregam um ritmo frenético, precisa parar um pouco para falar sobre Trem-Bala (Bullet Train). Assisti ao filme recentemente e a sensação é de que o diretor David Leitch pegou uma dose de adrenalina e jogou direto na tela.

Vou te contar como foi minha experiência com o filme, sem entregar nada da trama, pra você decidir se vale o seu tempo no sofá.

O que esperar de Trem-Bala e a pegada do filme

O filme foi lançado em 4 de agosto de 2022 e, desde o primeiro minuto, você percebe que a ideia aqui é entretenimento puro. O título original é Bullet Train e a premissa é simples: cinco assassinos perigosos se encontram em um trem de alta velocidade que vai de Tóquio a Morioka. O problema é que as missões de cada um estão interligadas.

O clima é de um suspense de ação com um humor ácido. Não é aquele filme de herói certinho; aqui todo mundo é meio problemático. O diretor, David Leitch, já é conhecido por Deadpool 2 e Atômica, então ele sabe muito bem como filmar uma cena de luta em espaço apertado sem deixar a gente confuso.

O elenco de peso comandado por Brad Pitt

O que me prendeu mesmo foi o elenco. Brad Pitt interpreta "Joaninha" (Ladybug), um cara que só quer fazer o trabalho dele em paz, mas tem um azar fenomenal. É engraçado ver um dos maiores galãs de Hollywood fazendo um papel de alguém que parece que desistiu da vida, mas continua sendo muito bom no que faz.

Além dele, tem uma galera que entrega muito:

  • Joey King (Prince): Uma personagem que engana pela aparência.

  • Aaron Taylor-Johnson e Brian Tyree Henry (Tangerina e Limão): Para mim, são os melhores do filme. A dinâmica de "irmãos" deles é o ponto alto.

  • Hiroyuki Sanada e Andrew Koji: Trazem o peso dramático e a tradição das lutas de espada.

  • Bad Bunny: Sim, o cantor faz uma participação bem intensa como "The Wolf".

  • Sandra Bullock: Aparece como a voz que orienta o personagem do Pitt.

Bastidores, curiosidades e locações

Um ponto curioso sobre a produção é que, embora a história se passe no Japão, a maior parte das filmagens não aconteceu lá. Por conta da pandemia na época, as locações de filmagem foram quase todas em estúdios em Los Angeles (Sony Pictures Studios). O trabalho de efeitos visuais para simular a paisagem japonesa passando pela janela é muito bem feito.

Outra curiosidade de bastidor: o diretor David Leitch foi dublê do próprio Brad Pitt em filmes como Clube da Luta e Sr. & Sra. Smith. Ver os dois agora como diretor e protagonista mostra uma sintonia legal nas cenas de ação, onde o Pitt fez cerca de 95% das suas próprias acrobacias.

Nota IMDb, premiações e a trilha sonora

Se você liga para números, o filme sustenta uma nota 7.3 no IMDb, o que é bem honesto para o gênero. Em termos de premiações, ele não foi feito para ganhar Oscar de Melhor Filme, mas levou algumas indicações em premiações de entretenimento, como o People's Choice Awards e o Saturn Awards, focando mais na performance do elenco e na edição.

trilha sonora merece um comentário à parte. Ela mistura clássicos ocidentais com versões em japonês. Tem de tudo: desde uma versão de Stayin' Alive até Alejandro Sanz. A música dita o ritmo das porradas e funciona como um personagem extra.

No fim das contas, Trem-Bala é aquele tipo de filme direto ao ponto. Ele não tenta ser mais profundo do que precisa, mas entrega uma estética visual impecável e diálogos que fluem bem. Se você quer desligar o cérebro e ver uma coreografia de luta bem montada com atores que parecem estar se divertindo, pode dar o play sem medo.




Agente X: A Última Missão (The Bricklayer)

 

Se você gosta de um bom filme de ação que não tenta reinventar a roda, mas entrega exatamente o que promete, senta aqui. Tomei um café hoje cedo e fiquei pensando em Agente X: A Última Missão. Sabe aquele tipo de filme que você coloca para relaxar depois de um dia longo, esperando pancadaria de qualidade e uma trama de espionagem honesta? É exatamente isso que temos aqui.

O filme traz de volta aquela energia dos suspenses de espionagem dos anos 90, e isso tem um motivo bem claro: a direção é do Renny Harlin. Se você não liga o nome à pessoa, ele é o cara por trás de clássicos como Duro de Matar 2 e Risco Total. Ele sabe como filmar uma perseguição sem deixar a gente tonto com cortes frenéticos.

Ficha técnica e o que esperar de Agente X: A Última Missão

O título original é The Bricklayer, o que faz muito mais sentido quando você entende a rotina do protagonista no começo da história. Lançado mundialmente no início de 2024, o filme chegou ao Brasil com esse nome de "Agente X" que já entrega logo de cara a pegada da narrativa.

No elenco, temos o Aaron Eckhart fazendo o que faz de melhor: o sujeito durão, de poucas palavras e muita competência. Ele interpreta Steve Vail, um ex-agente da CIA que largou tudo para ser pedreiro (daí o título original). Ao lado dele, Nina Dobrev interpreta uma agente novata que precisa lidar com o temperamento do veterano. A dinâmica entre os dois funciona bem, sem forçar romances desnecessários, mantendo o foco na missão de parar um chantagista que está incriminando a própria CIA.

  • Diretor: Renny Harlin

  • Elenco principal: Aaron Eckhart, Nina Dobrev, Clifton Collins Jr. e Tim Blake Nelson

  • Data de lançamento: Janeiro de 2024 (Internacional)

  • Gênero: Ação / Suspense

Ação raiz e as locações na Grécia

Uma das coisas que mais me chamou a atenção foram as locações. Em vez de ficarmos presos naqueles cenários cinzas de Washington ou Londres, a maior parte da história se passa em Tessalônica, na Grécia. As filmagens por lá dão um ar fresco para o gênero. Ver perseguições em ruas europeias antigas e telhados históricos traz um charme visual que ajuda muito a manter o interesse.

A narrativa é direta. Não espere grandes reviravoltas existenciais ou diálogos filosóficos. O filme sabe que é um "action thriller" e se orgulha disso. O roteiro, baseado no livro de Noah Boyd (pseudônimo do ex-agente do FBI Paul Lindsay), traz detalhes técnicos sobre o trabalho de inteligência que dão um peso de realidade para a trama, mesmo quando a ação sobe o tom.

Trilha sonora e curiosidades dos bastidores

A trilha sonora ficou nas mãos de Walter Christian Mair. Ele optou por composições que mantêm a tensão constante, usando batidas que ditam o ritmo das cenas de combate. É o tipo de som que você nem percebe que está lá até que a cena acaba e você nota que estava com os ombros tensos.

Sobre os bastidores, tem uma coisa legal de saber: o Aaron Eckhart levou o papel de pedreiro a sério. Ele realmente aprendeu o básico da profissão para que as cenas iniciais parecessem autênticas. Além disso, o ator fez questão de realizar boa parte das suas próprias acrobacias e cenas de luta, o que dá uma crueza maior para os confrontos físicos do filme.

Vale o play? Nota IMDb e recepção

Se você for olhar a nota no IMDb, ela gira em torno de 5.4, o que eu considero um pouco injusto se você avaliar o filme pelo que ele se propõe a ser. Ele não está tentando ganhar um Oscar de Melhor Filme ou quebrar recordes de premiações (até agora, ele segue mais como um sucesso de público em plataformas de streaming e VOD do que um colecionador de troféus).

É um entretenimento sólido para quem curte a escola antiga de cinema de ação. O vilão, interpretado pelo Clifton Collins Jr., é motivado e tem uma história pessoal com o protagonista que justifica o embate. Não tem enrolação, o ritmo é fluido e o final entrega uma conclusão satisfatória para quem acompanhou os quase 110 minutos de projeção.

Se você está procurando algo para assistir hoje à noite sem precisar quebrar muito a cabeça, Agente X: A Última Missão é uma escolha segura. É o tipo de filme que respeita o seu tempo.