Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore (Fantastic Beasts: The Secrets of Dumbledore)

 

Cara, se você é fã do universo de Harry Potter, sabe que a franquia Animais Fantásticos teve seus altos e baixos. Mas hoje eu vim falar especificamente do terceiro capítulo: Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore.

Senta aí, pega um café e vamos analisar se esse filme realmente entrega o que promete sem enrolação.

O que você precisa saber sobre a produção

O título original é Fantastic Beasts: The Secrets of Dumbledore. O filme chegou aos cinemas em 14 de abril de 2022, trazendo de volta a direção de David Yates, que já é veterano na casa.

No elenco, temos o retorno de Eddie Redmayne como Newt Scamander e Jude Law encarnando um Alvo Dumbledore mais jovem e estratégico. A grande mudança aqui foi a entrada de Mads Mikkelsen, que assumiu o papel do vilão Gellert Grindelwald. Na minha opinião, o Mikkelsen trouxe uma sobriedade pro personagem que casou muito bem com o tom mais político desse filme.

Ficha Técnica Rápida:

  • Nota IMDb: 6.2/10

  • Trilha Sonora: Composta por James Newton Howard (que mantém aquela pegada mágica, mas com toques mais sombrios).

  • Premiações: Não chegou a levar um Oscar, mas foi indicado ao BAFTA de Melhores Efeitos Visuais e Design de Produção.

A trama: Alianças e estratégias mágicas

A história foca na tentativa de Dumbledore de impedir que Grindelwald assuma o controle do mundo bruxo. Como ele não pode enfrentar o vilão diretamente por causa de um pacto de sangue, ele monta uma equipe de "renegados" liderada pelo Newt.

O legal aqui é que o filme sai um pouco daquele ambiente escolar de Hogwarts (embora ela apareça) e foca em uma pegada de espionagem. Passamos por Berlim, pela China e pelo Butão. Aliás, as locações de filmagem misturam sets incríveis no Leavesden Studios, na Inglaterra, com paisagens que remetem a esses lugares globais. A fotografia é fria, direta e ajuda a passar essa sensação de que uma guerra está batendo à porta.

Curiosidades que talvez você tenha deixado passar

Sempre tem aqueles detalhes de bastidores que dão um tempero a mais na obra. Separei os pontos que achei mais interessantes:

  1. Mudança de elenco: Como mencionei, Mads Mikkelsen substituiu Johnny Depp. A transição foi direta, sem explicações "mágicas" dentro do roteiro para a mudança de aparência.

  2. Brasil no radar: Existe uma menção importante ao Brasil. A atriz Maria Fernanda Cândido interpreta Vicência Santos, a Ministra da Magia brasileira. É uma participação curta, mas representativa.

  3. Criaturas novas: Apesar do foco político, ainda vemos o Qilin, uma criatura mística que tem um papel crucial na escolha dos líderes do mundo bruxo.

Vale a pena assistir hoje?

Se você busca aquela nostalgia de Harry Potter, o filme entrega alguns momentos bons. Ele é menos focado em "bichinhos fofos" e mais focado na tensão entre dois dos maiores bruxos da história. É um filme mais maduro, visualmente impecável e que tenta amarrar pontas soltas sobre o passado da família Dumbledore.

Não é uma obra-prima irretocável, mas para quem quer entender como o mundo bruxo se moldou antes da era do Voldemort, é um prato cheio.




Saltburn

 

Se você está buscando algo que fuja do óbvio, Saltburn é o nome que você precisa gravar. Eu assisti ao filme recentemente e, olha, é difícil sair ileso da experiência. Não é apenas uma história sobre a elite britânica; é um mergulho visceral em obsessão, privilégio e até onde alguém consegue chegar para pertencer a um mundo que não é o seu.

Aqui, vou te contar o que faz esse longa ser um dos mais comentados dos últimos tempos, sem entregar as reviravoltas que fazem o queixo cair.

O que é Saltburn e quem está por trás das câmeras

Lançado oficialmente em 17 de novembro de 2023, o filme carrega o mesmo título original: Saltburn. A direção e o roteiro ficam nas mãos de Emerald Fennell, a mesma que levou o Oscar por Bela Vingança. Ela tem um estilo muito específico de filmar o desconforto, e aqui ela eleva isso ao máximo.

A trama gira em torno de Oliver Quick (interpretado pelo excelente Barry Keoghan), um estudante bolsista em Oxford que se vê hipnotizado pelo carisma e pela beleza de Felix Catton (Jacob Elordi). O elenco ainda conta com nomes de peso como Rosamund Pike e Richard E. Grant, que entregam atuações que misturam o bizarro com o aristocrático de um jeito magnético. No IMDb, o filme sustenta uma nota sólida de 7.0, refletindo bem a divisão de opiniões que ele gera: ou você ama, ou fica perturbado demais para decidir.

A estética impecável e as locações reais

Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o visual. O filme foi rodado em uma proporção de tela mais quadrada (1.33:1), o que dá uma sensação de que estamos espiando algo privado, quase claustrofóbico, apesar da imensidão do cenário.

As locações de filmagem são um espetáculo à parte. A maior parte da história se passa na mansão que dá nome ao filme. Na vida real, trata-se de Drayton House, em Northamptonshire, na Inglaterra. O contrato de filmagem exigia que ninguém revelasse a localização exata durante a produção para manter o mistério. É um lugar que parece um labirinto de luxo e decadência, perfeito para o tom da narrativa.

Trilha sonora e o impacto cultural

Não dá para falar de Saltburn sem mencionar a trilha sonora. Ela não serve apenas como fundo; ela dita o ritmo da obsessão. O uso de músicas dos anos 2000 é estratégico e nostálgico.

  • Sophie Ellis-Bextor: O hit "Murder on the Dancefloor" ganhou uma sobrevida gigantesca e voltou ao topo das paradas graças a uma das cenas finais mais icônicas (e corajosas) do cinema recente.

  • The Killers e Arcade Fire: Também aparecem para situar o espectador naquela atmosfera de festa universitária que parece não ter fim.

Quanto às premiações, o filme não passou batido. Recebeu diversas indicações ao BAFTA e ao Globo de Ouro, principalmente pelas atuações de Keoghan e Pike, além de ser aclamado pela fotografia técnica.

Curiosidades que você precisa saber

Para quem gosta de ir além da tela, separei alguns detalhes que tornam a obra ainda mais interessante:

  1. Improviso: Algumas das cenas mais comentadas e "estranhas" do filme foram ideia do próprio Barry Keoghan ou surgiram de improvisos no set, com o aval da diretora.

  2. O Labirinto: O labirinto de jardins que aparece no filme foi construído especialmente para a produção, adicionando aquela camada simbólica de "perder-se" na vida dos outros.

  3. Preparação: Jacob Elordi contou em entrevistas que buscou entender a fundo o sotaque e os maneirismos da alta classe britânica para não parecer uma caricatura, o que funcionou muito bem.

Se você curte thrillers psicológicos que não têm medo de ser provocativos e esteticamente perfeitos, Saltburn é obrigatório. É o tipo de filme que você termina de assistir e precisa de uns minutos em silêncio para processar tudo o que viu.