Ratos e Homens (Of Mice and Men)

 

Olha, se você gosta de cinema que bota o pé no chão e mostra a realidade sem filtro, precisa parar um pouco para falar de Ratos e Homens (Of Mice and Men). Eu assisti a essa versão de 1992 recentemente e, vou te falar, é o tipo de história que te pega pelo colarinho. Não tem frescura, não tem melodrama barato. É a vida como ela é, ou melhor, como era no auge da Grande Depressão americana.

Preparei um resumo aqui com o que você precisa saber sobre essa obra-prima, sem entregar o final, pra você decidir se encara essa jornada.

O que você precisa saber sobre a produção

O filme foi lançado em 2 de outubro de 1992 e é, até hoje, uma das melhores adaptações do livro de John Steinbeck. Quem comanda a parada aqui é o Gary Sinise, que além de dirigir, entrega uma atuação absurda como George Milton. Ao lado dele, temos o John Malkovich interpretando Lennie Small.

A química entre os dois é o que carrega o filme nas costas. Você acredita que aqueles dois caras são parceiros de estrada há anos. No elenco, ainda temos nomes de peso como Ray Walston, Casey Siemaszko e Sherilyn Fenn. No IMDb, o filme ostenta uma nota 7.5/10, o que é um respeito enorme para um drama dessa categoria.

A trilha sonora e o clima do filme

A música foi composta por Mark Isham. Esqueça aquelas orquestras exageradas que tentam te forçar a chorar. A trilha aqui é contida, usa muito piano e instrumentos de sopro que dão aquele tom de solidão e poeira das estradas da Califórnia.

Sobre as locações, a equipe filmou principalmente no Vale de Santa Ynez e em Lompoc, na Califórnia. O visual é seco, quente e passa exatamente a sensação de cansaço daqueles trabalhadores rurais que pulavam de fazenda em fazenda atrás de alguns trocados.

Premiações e o reconhecimento da crítica

Embora não tenha sido um "papa-Oscars", o filme foi muito bem recebido pela crítica especializada. Ele chegou a competir pela Palma de Ouro no Festival de Cannes, o que já mostra o nível do material. O trabalho do Gary Sinise na direção foi elogiadíssimo por ser fiel à obra original, sem tentar "enfeitar o pavão".

Algumas curiosidades de bastidores

Sempre gosto de saber o que rolou por trás das câmeras, e esse filme tem uns pontos interessantes:

  • Amizade real: Gary Sinise e John Malkovich já eram amigos de longa data e fundaram juntos a Steppenwolf Theatre Company. Essa confiança mútua é o que faz as cenas entre George e Lennie serem tão cruas.

  • Fidelidade: Esta é considerada uma das adaptações mais fiéis ao livro. Até os diálogos parecem ter sido tirados diretamente das páginas de Steinbeck.

  • A escolha do elenco: Muitos atores queriam o papel de Lennie, mas Malkovich trouxe uma vulnerabilidade física que convenceu todo mundo logo de cara.

Tabela Técnica do Filme

InformaçãoDetalhe
Título OriginalOf Mice and Men
DiretorGary Sinise
ProtagonistasGary Sinise e John Malkovich
Lançamento1992
Nota IMDb7.5

Se você está atrás de um filme com uma narrativa direta, que fala sobre lealdade e os sonhos que a gente cria para aguentar o dia a dia, Ratos e Homens é a escolha certa. É um filme "macho", no sentido de ser resiliente e direto ao ponto.




A Máquina de Lembranças (Rememory)

 

Cara, se você curte aquele tipo de ficção científica que te faz dar um nó na cabeça sem precisar de explosões a cada cinco minutos, A Máquina de Lembranças (ou Rememory, no original) é um prato cheio. Assisti ao filme recentemente e decidi organizar o que você precisa saber antes de dar o play, sem entregar o ouro da trama, claro.

O que é A Máquina de Lembranças?

Lançado oficialmente em 24 de agosto de 2017, o filme mergulha em uma ideia que todo mundo já teve: e se a gente pudesse gravar e assistir nossas memórias exatamente como elas aconteceram? Sem aquele filtro da nossa mente que vai mudando as coisas com o tempo.

O diretor Mark Palansky conduz a história focando no Sam Bloom (interpretado pelo mestre Peter Dinklage), um cara que fica obcecado pela morte repentina de um cientista brilhante, Gordon Dunn (Martin Csokas). O tal cientista tinha acabado de inventar um dispositivo capaz de extrair e reproduzir memórias. Sam pega essa máquina e começa a investigar o caso, tentando entender o que aconteceu e, de quebra, lidar com os próprios fantasmas.

Elenco, nota e o clima do filme

O elenco é bem sólido. Além do Dinklage, que entrega uma atuação contida e muito potente, temos a Julia Ormond como a viúva do cientista e o saudoso Anton Yelchin em um de seus últimos papéis.

  • Nota no IMDb: Atualmente está na casa dos 6.1/10.

  • Premiações: Não foi um filme de "Oscar", mas marcou presença no Festival de Sundance de 2017, onde foi indicado ao Grande Prêmio do Júri.

O clima é de um noir moderno. Não espere naves espaciais. É uma investigação urbana, cinzenta e bem direta ao ponto.

Bastidores: Trilha sonora e locações

A trilha sonora, assinada por Gregory Tripi, é bem minimalista. Ela não tenta te forçar a sentir algo; ela apenas cria uma base atmosférica que te deixa tenso enquanto o Sam vai conectando os pontos. É o tipo de música que você nem percebe que está lá, até que o silêncio bate e você se sente desconfortável.

Sobre onde as coisas aconteceram: as filmagens rolaram em Vancouver, no Canadá. Se você reparar bem, a arquitetura da cidade ajuda muito a passar essa sensação de isolamento e melancolia que o filme pede.

Curiosidades que valem o registro

Tem alguns detalhes sobre a produção que achei interessantes:

  1. Homenagem: O filme é dedicado ao Anton Yelchin, que faleceu pouco antes do lançamento.

  2. Tecnologia: O design da máquina de memórias foi pensado para parecer algo analógico e tátil, fugindo daquele visual futurista brilhante de sempre.

  3. Estreia Diferente: Antes de ir para os cinemas selecionados, ele foi lançado gratuitamente por um tempo limitado na Google Play Store, o que foi uma jogada de marketing bem ousada na época.

Vale a pena assistir?

Se você gosta de mistério com uma pegada psicológica, vale sim. É um filme sobre perdas e sobre como a gente escolhe lembrar das coisas. Ele não tenta ser maior do que é, e o foco no trabalho do Peter Dinklage segura a onda do início ao fim. É direto, sem frescura e te deixa pensando sobre o que você faria se tivesse o controle das suas próprias lembranças.