Beau Tem Medo (Beau Is Afraid)

 

Cara, se você gosta de cinema que te deixa desconfortável e com a cabeça fritando, provavelmente já ouviu falar de Beau Tem Medo (Beau Is Afraid). Eu tirei um tempo para assistir a essa odisseia do Ari Aster e, olha, é uma experiência que não se esquece fácil. Não é um filme para relaxar no domingo à tarde, mas é uma obra que todo mundo que curte algo fora da curva precisa ver.

Vou te contar o que você precisa saber sobre esse projeto gigante, sem estragar as surpresas, porque a graça aqui é justamente o choque do desconhecido.

O que é Beau Tem Medo e quem está por trás disso?

Lançado oficialmente em 20 de abril de 2023, o filme é a terceira parceria entre o diretor Ari Aster e a produtora A24. Se você viu Hereditário ou Midsommar, já sabe que o cara não brinca em serviço quando o assunto é trauma familiar e paranoia.

Desta vez, ele escalou o Joaquin Phoenix para o papel principal. O cara entrega uma atuação absurda como Beau, um homem extremamente ansioso que vive em um mundo que parece conspirar contra ele a cada segundo. No elenco, ainda temos nomes de peso como Patti LuPone, Nathan Lane e Amy Ryan.

O filme não foi exatamente uma unanimidade de público, o que reflete na sua nota 6.7 no IMDb. É o tipo de obra "ame ou odeie", mas que tecnicamente é impecável.

A trilha sonora e o visual do pesadelo

Uma coisa que me pegou muito foi a ambientação. O filme foi rodado principalmente em Montreal, no Canadá, e as locações conseguem passar uma sensação de sujeira e perigo constante que é essencial para a narrativa.

trilha sonora, composta pelo britânico The Haxan Cloak (Bobby Krlic), é outro ponto alto. Ela não está lá para ser bonitinha; ela serve para aumentar a sua pressão arterial. É um som opressor, que mistura sintetizadores com ruídos que te deixam no mesmo estado de alerta que o protagonista.

Embora não tenha sido um fenômeno de bilheteria, o filme levou algumas indicações e prêmios em circuitos de críticos, principalmente pelo design de produção e pela atuação corajosa do Phoenix, que chegou a ser indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator em Comédia ou Musical.

Curiosidades que fazem a diferença

Sempre gosto de saber o que rolou nos bastidores, e Beau Tem Medo tem umas histórias curiosas:

  • Projeto Antigo: O Ari Aster já tinha a ideia desse filme há mais de dez anos. Ele inclusive fez um curta-metragem em 2011 chamado apenas Beau, que serviu de semente para essa loucura toda.

  • Duração: O filme tem quase 3 horas. É uma jornada longa e cansativa propositalmente. O diretor queria que o espectador sentisse o exaustão do personagem.

  • O Título: Antes de se chamar Beau Is Afraid, o projeto rodou com o título provisório de Disappointment Blvd.

Vale a pena investir o seu tempo?

Se você busca uma narrativa linear, com começo, meio e fim explicadinhos, passe longe. Agora, se você quer ver um exercício de criatividade pura, onde o surrealismo toma conta da tela, vale o ingresso.

O filme fala sobre culpa, medo do mundo e, principalmente, a relação complicada entre mãe e filho. É bizarro, é engraçado em alguns momentos (de um jeito mórbido) e é visualmente estonteante. Eu terminei o filme sentindo que precisava de um banho e de uma terapia, e acredito que esse era exatamente o objetivo do Aster.




A Outra Zoey (The Other Zoey)

 

Sabe aquele clichê de comédia romântica que a gente assiste pra desligar o cérebro, mas acaba se surpreendendo porque o roteiro é honesto? A Outra Zoey (ou The Other Zoey) é exatamente isso. Assisti ao filme recentemente e, olha, vale os 90 minutos de tela.

Vou te contar o que achei e passar os detalhes técnicos para você decidir se dá o play ou não.

O enredo e o clima de A Outra Zoey

A história gira em torno de Zoey Miller, uma estudante de computação super pragmática que não acredita muito nessa ideia de amor romântico baseada em destino. A vida dela vira um caos quando Zack, o astro do futebol da faculdade, sofre uma amnésia e começa a achar que ela é a namorada dele — que, por coincidência, também se chama Zoey.

O filme foi lançado no final de 2023 e tem aquela pegada clássica de "erro de identidade". A direção ficou nas mãos da Sara Zandieh, que conseguiu entregar um visual limpo e uma narrativa que flui sem te cansar. Não é um filme que tenta reinventar a roda, mas ele executa muito bem o que se propõe.

Elenco e por que os personagens funcionam

O que segura o filme é o elenco. A Zoey é interpretada pela Josephine Langford (conhecida pela franquia After), mas aqui ela está bem diferente, mais contida e racional. O Zack é o Drew Starkey, que entrega aquele carisma de atleta gente boa, e temos também o Archie Renaux fazendo o papel do Miles, o primo do Zack que parece ser o "par ideal" intelectual da Zoey.

Na minha opinião, a química entre eles é o que evita que o filme seja só mais um na multidão. No IMDb, o filme está com uma nota média de 6.4, o que é bem justo para o gênero. Não é um vencedor de Oscar, e tudo bem. É um entretenimento sólido para um domingo à tarde.

Bastidores: Trilhas, locações e curiosidades

Se você curte saber onde as coisas foram feitas, saiba que o filme foi rodado principalmente em Charlotte, na Carolina do Norte. As locações universitárias passam aquele ar de campus americano tradicional que a gente vê em filmes de sessão da tarde.

Sobre a trilha sonora, ela é bem contemporânea, com aquele pop indie que dita o ritmo das cenas de descoberta e flerte. Separei alguns pontos interessantes para quem gosta de trivia:

  • Título Original: The Other Zoey.

  • Premiações: Como é uma produção voltada para streaming e público jovem, ainda não limpou as prateleiras de grandes prêmios, mas teve uma recepção muito boa de audiência nas plataformas digitais.

  • Curiosidade: Muita gente comparou a estrutura dele com comédias dos anos 2000, mas com uma atualização necessária sobre como os jovens lidam com algoritmos e aplicativos de namoro hoje em dia.

Vale a pena assistir?

Se você busca algo leve, sem grandes dramas existenciais e com uma produção bem feita, a resposta é sim. O filme discute se o amor é uma questão de compatibilidade lógica ou de conexão inesperada, sem ser meloso demais.

É o tipo de filme que você começa a ver por curiosidade e, quando percebe, já está envolvido na confusão da protagonista. Sem spoilers, mas o final resolve bem a trama sem forçar a barra.