Megatubarão (The Meg)

 

Sempre que alguém fala em filmes de tubarão, a primeira coisa que vem à mente é o clássico do Spielberg. Mas, sejamos sinceros: às vezes a gente só quer ver algo maior, mais barulhento e com o Jason Statham resolvendo as coisas no braço. É exatamente aí que entra Megatubarão (título original: The Meg).

Eu decidi dar uma olhada nesse longa esperando apenas um passatempo de ficção científica e acabei encontrando um blockbuster que sabe exatamente o que é. Ele não tenta ser um documentário do Discovery Channel, e é essa honestidade que faz o filme funcionar.

O que você precisa saber sobre a produção

Lançado em 9 de agosto de 2018, o filme foi dirigido por Jon Turteltaub — o mesmo cara de A Lenda do Tesouro Perdido. A escolha do diretor já entrega o tom: é uma aventura com ritmo acelerado. No elenco, temos o Jason Statham fazendo o que faz de melhor (ser um cara durão e eficiente), acompanhado por Li BingbingRainn Wilson e Ruby Rose.

Se você liga para avaliações técnicas, a nota no IMDb gira em torno de 5.7. Pode parecer baixo para quem busca um drama profundo, mas para o gênero de "monstro marinho gigante", é uma pontuação bem honesta. O filme não levou nenhum Oscar para casa, mas faturou alguns Golden Trailer Awards, o que faz sentido, já que o marketing foi pesado e muito bem feito.

Onde a ação acontece e quem dita o ritmo

Uma coisa que me chamou a atenção foram os cenários. As locações de filmagem se dividiram basicamente entre a Nova Zelândia e Sanya, na China. Essa parceria com o mercado chinês é nítida na estética do filme e ajudou muito na bilheteria global.

Para acompanhar a tensão debaixo d'água, a trilha sonora ficou por conta de Harry Gregson-Williams. Ele consegue criar aquele clima de urgência sem ser cansativo, pontuando bem os momentos em que o bicho realmente aparece na tela. Não é uma música que você vai ouvir no carro, mas no contexto do filme, cumpre o papel de te deixar alerta.

Curiosidades que dão um brilho extra

Gosto de saber o que rola por trás das câmeras, e Megatubarão tem uns fatos interessantes:

  • Passado de atleta: O Jason Statham já foi mergulhador profissional da equipe nacional da Grã-Bretanha. Isso explica por que ele parece tão à vontade nas cenas aquáticas; o cara sabe o que está fazendo.

  • Base literária: O filme é baseado no livro MEG, de Steve Alten, escrito em 1997. A ideia de levar isso para o cinema demorou mais de 20 anos para sair do papel.

  • O tamanho do problema: O Megalodon do filme tem cerca de 23 a 25 metros. Na vida real (sim, ele existiu), os cientistas estimam que chegava a 18 metros. Deram uma "turbinada" no monstro para o cinema, claro.

Vale a pena dar o play?

Se você busca entretenimento direto, sem muitas voltas, a resposta é sim. O filme entrega o que promete: um tubarão pré-histórico imenso causando o caos e um grupo de especialistas tentando sobreviver no meio do oceano. É o tipo de produção feita para ser assistida com uma pipoca do lado, sem precisar analisar cada detalhe científico.

O roteiro é fluido e, mesmo sendo um filme de ação, ele não pesa a mão no drama desnecessário. É objetivo, como uma boa história de sobrevivência deve ser.




Uma Nova Chance (Second Act)

 

Eu estava navegando por alguns títulos de comédia dramática outro dia e acabei assistindo Uma Nova Chance (Second Act, no original. Sabe aquele tipo de filme que você coloca para relaxar, mas acaba ficando preso pela dinâmica de carreira e aquela vontade de ver alguém "vencendo o sistema"? Pois é.

O filme, lançado no Brasil no início de 2019, traz uma discussão bem atual sobre como o mercado de trabalho valoriza mais um diploma do que anos de experiência prática. Se você curte histórias de superação que não forçam tanto a barra no sentimentalismo, vale a pena entender o que rola aqui.

O que você precisa saber sobre a ficha técnica

Para começar o papo, vamos aos dados práticos. O filme foi dirigido por Peter Segal — que tem no currículo coisas como Como Se Fosse a Primeira Vez, então ele sabe conduzir uma comédia. No elenco, a Jennifer Lopez carrega o piano muito bem, acompanhada pela Leah Remini (que é a melhor amiga dela na vida real, e isso transparece na tela) e pela Vanessa Hudgens. O Milo Ventimiglia também está lá, fazendo o papel do namorado que tenta equilibrar as coisas.

No IMDb, o filme mantém uma nota honesta de 5.8. Não é uma obra-prima do cinema cult, mas entrega exatamente o que promete: entretenimento direto ao ponto. Em termos de premiações, ele não levou nenhum Oscar, mas foi indicado ao Teen Choice Awards e ao People's Choice Awards, o que mostra que o público comprou bem a ideia.

A trama: Experiência de rua vs. Canudo acadêmico

A história foca na Maya (J.Lo). Ela tem 40 anos, trabalha em uma rede de supermercados há mais de uma década e conhece o negócio como ninguém. O problema? Ela perde uma promoção para um cara que tem um MBA, mas não sabe distinguir uma gôndola de um estoque.

A reviravolta acontece quando, graças a um "empurrãozinho" digital (um currículo e redes sociais falsificadas pelo filho de sua amiga), ela consegue uma entrevista em uma gigante de cosméticos em Manhattan. A partir daí, o filme vira um jogo de xadrez: ela precisa provar que sua "inteligência de rua" é superior aos manuais de gestão, enquanto tenta manter a farsa de que estudou em Harvard. É interessante ver como o roteiro foca na competência dela, sem precisar de muitos clichês de romance meloso.

Bastidores, trilha sonora e as ruas de Nova York

Se tem uma coisa que esse filme acerta em cheio é a ambientação. As locações de filmagem são puramente Nova York. Você passeia pelo Queens, atravessa a ponte e cai direto no luxo da Madison Avenue e do Central Park. Para quem gosta da estética da cidade, o visual é um ponto altíssimo.

Já a trilha sonora tem aquele peso pop necessário para dar ritmo às cenas de "montagem de trabalho". O destaque absoluto fica para a música "Limitless", interpretada pela Sia. A letra fala justamente sobre não ter limites e cair e levantar, o que encaixa como uma luva na jornada da Maya.

Algumas curiosidades que você talvez não saiba:

  • Amizade real: Como mencionei, Jennifer Lopez e Leah Remini são amigas íntimas há anos. Grande parte dos diálogos engraçados entre elas foi improvisado, o que explica a química tão natural.

  • Título Alternativo: Em alguns países da Europa, o filme foi comercializado como Manhattan Queen, focando mais no glamour da ascensão dela.

  • Estilo: O figurino da J.Lo mudando conforme ela sobe na empresa virou referência de moda corporativa na época do lançamento.

Vale a pena o play? Minha opinião sincera

Olha, se você está procurando um filme para ver depois de um dia longo de trabalho, Uma Nova Chance é uma escolha sólida. Ele é direto, tem um ritmo fluido e não tenta ser mais inteligente do que o espectador. A narrativa foca muito mais na competência profissional e na honestidade do que em milagres. É um filme sobre aproveitar as oportunidades, mesmo quando elas chegam de um jeito torto.

É o tipo de história que te faz pensar: "Será que meu currículo diz mesmo quem eu sou?". No fim das contas, é um passatempo de qualidade que respeita o seu tempo.